Polícia / Porto Velho
Após 5 meses, não há punidos entre os envolvidos na Termópilas
Quarta, 11 de Abril de 2012 - Atualizado em 22h05min

Outros sete deputados envolvidos estão sendo julgados e defendem-se para não perderem seus mandatos

 
Na terceira semana de novembro passado, Rondônia foi sacudida por mais um escândalo. O povo soube, estarrecido, de operação da Polícia Federal e da prisão de várias autoridades, entre elas o então presidente da Assembleia Legislativa, Valter Araújo e o subsecretário de saúde, José Batista. No total, 13 pessoas foram para a cadeia e várias outras denunciadas por, supostamente, terem recebido dinheiro podre, verbas públicas. Dinheiro que deveria ter sido utilizado na saúde, um dos setores onde há maior deficiência nos serviços prestados aos cidadãos. No próximo dia 18, se completarão cinco meses da Termópilas, a ação da PF. Valter Araújo está foragido e, ao que tudo indica, perderá o mandato, até por ter sido o chefe de todo o esquema de corrupção. Outros sete deputados envolvidos estão sendo julgados, defendem-se na Justiça, tentando não ser punidos e na Comissão Processante da Assembleia, para não perderem seus mandatos. Compreende-se que num regime democrático e onde impera a Lei e o Direito, a ampla defesa é essencial. Os envolvidos, em nível de Justiça, terão ainda longos meses, quem sabe anos, até o julgamento final. Não há outra forma.
 
Já em relação ao julgamento político, o tempo para punições está se esgotando. Cinco meses é um longo período para que, pelo menos até agora, não tenha havido uma decisão sobre o assunto. Compreende-se que o deputado Eurípedes Lebrão e os demais membros da Comissão Processante têm que cumprir todo um ritual, têm que permitir a ampla defesa, têm que ouvir todos e ler depoimentos. Mas, a população quer saber logo o que acontecerá. Quanto mais o assunto se arrastar, dentro da Assembleia, pior ficará para a imagem do poder, já desgastada, perante a comunidade. Ninguém quer injustiça, de forma alguma. Mas o rondoniense exige que os culpados sejam punidos de acordo com o delito que cometeram. E que sejam punidos logo. E o tempo está passando...
 
Estamos fora
O escândalo nacional sobre a grana que rola nos bolsos de deputados estaduais em várias Assembleias Legislativas do país, não atingiu Rondônia. Matéria exibida pela Globo, no fim de semana, mostrou a verdadeira farra com dinheiro público, existente principalmente em estados pobres, como o Maranhão e Amapá. Há casos de verbas extras de mais de 1 milhão e 200 mil reais ao ano. O caso ainda vai longe e é positivo que os parlamentares rondonienses não tenham entrado nessa fria.
 
Minorias
Hora de agradecer: entre os grandes apoiadores de Fátima Cleide, um grupo de representantes das minorias, principalmente entre os homossexuais, ajudou e torceu para que ela ganhasse as prévias do PT. Fátima, como senadora, priorizou a luta em defesa destas pessoas. Como na maioria dos outros partidos elas não conseguem espaço, foram para o PT e optaram por Fátima. Agiram menos publicamente e mais na surdina. E ajudaram a ex-senadora a vencer.
 
Vai ter diálogo?
A divisão petista está clara, a menos que o quadro mude: não haverá qualquer apoio do Palácio Tancredo Neves à candidata do mesmo partido do prefeito Roberto Sobrinho, mesmo que ele tenha sido elegante com relação ao resultado das prévias. O clima entre os dois grupos ainda é de grande animosidade. Mas como em política nada é definitivo, quem sabe lá na frente haja algum tipo de acordo? É muito difícil dentro do quadro de hoje, mas pode acontecer.
 
Hora do MP agir
Queixas se acumulam contra os agentes de trânsito na Capital. Dezenas de motoristas reclamam terem recebido multas injustas. O Estadão publicou o caso de uma mulher, sem uma das mãos, que mesmo com a outra ao volante, estaria falando ao celular. Não é caso isolado. Está na hora do Ministério Público começar a investigar o assunto. Se fosse uma ou outra reclamação, não teria problema. Mas quando elas passam a ser dezenas – e todos os dias – alguma coisa está muito errada. Hora de intervir, MP!
 
Nem a igreja!
Assaltos, roubos, ameaças à população trabalhadora, menores criminosos agindo em todos os cantos. Assim está a situação da (in)segurança em Porto Velho. Os bandidos não respeitam nada. Nem a Igreja Matriz, um prédio histórico do centro da cidade. Quebraram um vitral valioso, que tinha mais de 60 anos e que jamais será recuperado. Só para roubar um lap top, que os padres usavam nas missas. E isso é apenas um exemplo, entre as dezenas de crimes, que se registram principalmente nos fins de semana. Está assim o entro de Porto Velho. Quando anoitece, não se vê policiamento nas ruas. Daí fica moleza para os ataques.
 
Resposta clara
A polícia respondeu com eficiência e rapidez, a exigência da sociedade rondoniense. E colocou na cadeia, mesmo que por pouco tempo, os responsáveis pelo vandalismo e destruição de alojamentos no canteiro de obras de Jirau. Foi um fato positivo, porque se os criminosos não fossem pegos, a impunidade prevaleceria outra vez e os investidores que pensam em vir para Rondônia, imaginariam que aqui é a Casa da Mãe Joana. A polícia provou que não é.
 
Perguntinha
Quantos políticos podres ainda terão que ser cassados para que ao menos diminua a vigorosa e voraz fome de dinheiro da corrupção no Brasil?

Autor: Sérgio Pires
Fonte: News Rondônia


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