Rond̫nia, 16 de julho de 2024 Р12:24
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16 de julho de 2024 – 12:24

👀 COLUNA OLHO VIVO – TRAGÉDIAS SOBRE RODAS

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👀 OLHO VIVO – TRAGÉDIAS SOBRE RODAS

Por Claudemiro Souza

Quando falamos em dirigir pelas ruas em nossa cidade, estado ou pelo  Brasil afora, isso assusta até os condutores mais experientes, visto o caos que é nosso trânsito.  Segurança nas  vias é algo sério e que depende de muitos fatores. Infelizmente os maiores culpados pela situação calamitosa de nosso trânsito são os próprios usuários, motociclistas e motoristas.

Parte do problema vem das auto/moto-escolas, que não oferecem nada além da “decoreba” de leis de uma apostila e do método para superar um tosco exame prático. Isso faz com que o “aprendizado” real aconteça nas ruas, na prática, e a grande maioria, do iniciante ao guidão de uma motoneta ao experiente motorista da carreta, dê prioridade à habilidade em conduzir. As boas práticas ao guidão ou ao volante, o respeito às regras e a civilidade acabam sempre em segundo plano, infelizmente.

Não é exagero dizer que a transgressão é a regra em nosso trânsito.

Seja com guidão ou volante nas mãos, a selvageria de nossas ruas demanda habilidade, mas o que sobra de perícia, falta em respeito às leis e civilidade. Ou seja, falta educação.

Ser um dos países com o trânsito mais violento do planeta é pura mostra de nosso subdesenvolvimento sobre rodas, onde motorista reclama do motociclista e vice-versa, e ninguém tem razão pois todos acabam transgredindo.

A velocidade com a qual as motos circulam é excessiva e insana assim como são inadequadas algumas práticas utilizadas entre os motoristas, por exemplo, mudar de faixa de rolamento de forma frequente e abrupta e considerar dar sinal algo desimportante, dirigir na faixa da esquerda lentamente e não dar passagem para quem vem atrás, práticas corriqueiras no dia a dia.

Outro problema é a manutenção de veículos no Brasil, em geral deixa a desejar.  Lacrar os vidros de automóveis de películas escurecedoras extremas é uma barbaridade equivalente ao uso indiscriminado de telefones celulares ou à recusa dos motociclistas de desacelerar para dar passagem a quem quer que seja. Some-se tudo isso e está feito o caos…

Neste cenário assustador, apontar o dedo para um ou outro grupo como sendo grande culpado é no mínimo injusto. Motociclistas brasileiros se arriscam perigosamente e automobilistas ignoram o básico preceito de segurança viária no qual o maior (veículo) deve ter cuidado com o menor.

Se nas estatísticas das vítimas de nosso trânsito comparecem mais motociclistas do que automobilistas isso não pode induzir a uma automática e injusta conclusão de que os bandidos estão sobre duas rodas enquanto os mocinhos são os encapsulados em seus carros. Há de se ter consciência que o problema da insegurança no trânsito é responsabilidade de todos, e só terá fim quando houver respeito mútuo e uma radical mudança de comportamento.

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