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Boca Maldita, 29 de maio de 2020

29/05/2020

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PROTESTO NA SAÚDE – As constantes propagandas do governo de Rondônia, informando que o governador está preocupado com a pandemia do coronavírus não convenceram, até este momento, os servidores do setor de saúde. Na manhã da última quarta-feira, eles fizeram um protesto, na frente do Palácio do Governo, com a finalidade de cobrar mais respeito pela categoria. Na realidade, os profissionais de saúde são as pessoas mais sacrificadas neste momento de grave crise sanitária, porque eles estão na linha de frente da batalha, trabalhando dia e noite para salvar vidas. No ato de protesto, os servidores lembraram que existem quase 1.000 profissionais de saúde contaminados e afastados do serviço, em razão da Covid-19, fato que prova que a categoria realmente está muito mais exposta aos problemas. A pergunta é se o governador vai mesmo privilegiar apenas os militares com benefícios financeiros e deixar os servidores da saúde de fora? É claro que os militares também merecem, pois estão trabalhando no combate à pandemia, mas qual a razão para não incluir os servidores da saúde???

MORTES ANUNCIADAS – Muitas pessoas não percebem, mas muitas mortes de vítimas da Covid-19 ocorridas em Rondônia estão diretamente ligadas à falta de cumprimento das orientações da OMS por parte das autoridades. Basta rever os boletins que o governo publica diariamente e comparar com as edições dos decretos publicados pelo mesmo governo neste período. Claro que não se pode culpar o governador por nenhuma morte, mas a flexibilização das regras expõe a população e isso é indiscutível. O governo pode encontrar o meio termo para as empresas funcionarem, mas nada disso adianta, se não houver uma fiscalização rigorosa. Desde que o governador aderiu è teoria de declarar que o estado não pode parar, já houve no estado diversas passeatas e carretas. Guajará-Mirim, Rolim de Moura. Ariquemes e Ji-Paraná não tinham nenhuma morte, quando essas carreatas começaram. As mortes são por causa das carreatas? Não! Mas as carreatas estimulam a quebra do isolamento social. Em 05 de maio, Rondônia tinha 30 mortos. Hoje este número está perto de 150 vítimas fatais da Covid-19.

MEDO DA MÁSCARA – O presidente da Câmara de Cacoal, vereador Valdomiro Corá, precisa decidir se ele usa máscara ou não. Sempre que acontecem as sessões da câmara, que são transmitidas pelas redes sociais, o vereador aparece utilizando o objeto colocado apenas no queixo, posição que não possui nenhuma utilidade, visto que a finalidade do equipamento é cobrir nariz e boca. Como o vereador Corazinho preside a Casa de Leis, durante as sessões, ele se comunica verbalmente com os demais vereadores e com os servidores que frequentemente se deslocam até o presidente para trocar informações. Como a máscara serve para proteger as outras pessoas também, não faz sentido todos estarem protegidos, menos o presidente da Casa. Por causa dessa mania de não cumprir as normas e orientações da OMS, uma empresa de São Miguel do Guaporé provocou a contaminação de dezenas de funcionários, fato que pode causar uma tragédia na cidade.

FISCALIZAÇÃO OU OMISSÃO??? – O vereador Wilson Tim usou a tribuna da Câmara de Cacoal essa semana para dizer que fiscaliza obras e serviços da administração municipal, mas o vereador está muito enganado. A atribuição de fiscalizar, que a legislação estabelece como uma das funções principais dos vereadores, não significa visitar obras em andamento para ver se os pedreiros estão lá ou visitar estradas quando as máquinas estão trabalhando para passar a impressão de que é vereador atuante. Fiscalizar significa encaminhar requerimentos para a administração exigindo as informações oficiais. O vereador reclamou que, quando telefona para fazer perguntas aos secretários ou à prefeita, eles nunca dão as respostas corretas. Eles estão certos! Quem está errado é o vereador, porque telefone não serve como instrumento para fiscalizar uma administração. Os vereadores têm o dever de encaminhar documentos exigindo que os agentes públicos apresentem respostas oficiais. Os vereadores têm o dever de convocar secretários municipais ou outros servidores da prefeitura para prestarem esclarecimentos nas comissões da câmara ou no plenário durante as sessões. Isto é que é fiscalizar. Telefonar para a prefeita ou secretários pedindo informações sobre obras municipais é coisa de vereador que não conhece suas obrigações.

SECRETÁRIO DE PLANEJAMENTO – Um vereador requereu, na sessão da última segunda-feira, que a Câmara de Cacoal convide ou convoque o Secretário de Planejamento da Prefeitura de Cacoal, objetivando que ele preste esclarecimentos sobre diversos atos da municipalidade, entre eles a situação de ações sobre obras e reformas no município. O vereador alegou que a administração tem adotado diversos procedimentos completamente diferentes daquilo que estabelece a legislação, fato que compromete a legalidade e a transparência, princípios determinados pela Constituição Federal. O convite ao secretário não garante que os fatos serão esclarecidos, porque a Câmara de Cacoal não costuma interrogar secretários, quando eles vão ao legislativo prestar esclarecimentos. A tradição da Casa de Leis é dar mais atenção para os pastores que costumam usar a tribuna com frequência para abençoar os vereadores. Como o secretário de planejamento é responsável por muitas atividades do município, é muito importante que a Mesa Diretora conceda a ele um tempo maior do que os 10 minutos que costuma conceder a outros secretários, porque não é possível esclarecer sobre as ações do planejamento em 10 minutos.

CASA DE FERREIRO... – Muitas pessoas não têm levado a sério essa situação da Covid-19 em Cacoal. Este fato pode estar acontecendo, porque o município não registrou nenhuma morte até este momento. Entretanto, isso não é garantia de que a cidade está livre da doença. Pouco tempo atrás, muitas pessoas faziam carreatas em Guajará – Mirim, exigindo a flexibilização das normas de prevenção. Hoje o município é o campeão de mortes em Rondônia das vítimas da Covid-19. Neste sentido, é preciso chamae a atenção da administração municipal em relação à falta de equipamentos para os coveiros de Cacoal. Eles precisam trabalhar usando equipamentos de proteção individual, porque não podem ser expostos aos riscos de contaminação pelo coronavirus. É necessário que a prefeitura de Cacoal providencie, com urgência, esses equipamentos. Não faz sentido a administração municipal fiscalizar e multar empresas locais, enquanto os coveiros de Cacoal trabalham sem a devida proteção.

ELEIÇÕES TODOS OS ANOS – Há quem diga que a prefeita Glaucione Rodrigues adotou uma tática de acelerar ações de pavimentação de vias públicas nos últimos quatro meses e isso mostra que é possível manter as ruas e avenidas sem buracos. Existem, ainda, obras de esgoto e construção de calçadas em alguns lugares. O curioso é que os recursos utilizados nesses trabalhos que estão sendo feitos já estavam nos cofres municipais, quando a prefeita tomou posse. Esse fato tem reforçado os discursos de muitos opositores da administração que chamam de eleitoreiras as obras em execução neste período. Estes discursos de criticar as obras apenas no período em que se aproximam as eleições não se limitam aos vereadores da oposição, como pensam aliados da administração. Em diversos bairros que foram tapados alguns buracos a população também comenta que gostaria que houvesse eleições todos os anos, para que a administração fizesse obras de saneamento. Já, para aliados da administração, a prefeita vem trabalhando duro desde o primeiro dia em que tomou posse. Esta coluna está ao dispor da Prefeitura Municipal para que expliquem por quê, só agora, nas vésperas da eleição, há tantas obras em andamento na cidade? Por que não é sempre que se pode ver Cacoal como um verdadeiro canteiro de obras?

ABUSOS CONTRA CRIANÇAS – Na sessão do início desta semana, a vereadora Maria Simões usou a tribuna da Câmara de Cacoal para denunciar os casos de abusos sexuais contra crianças no município. Esse assunto merece ser refletido com muita atenção pelas autoridades municipais e estaduais, porque realmente acontecem muitos casos que quase sempre acabam sem nenhuma punição, já que as vítimas são crianças ou adolescentes e muitas vezes a família não denuncia. Embora estejamos em tempos de pandemia, seria muito importante que o Conselho Tutelar ficasse bem atento a esses fatos, porque as denúncias da vereadora são importantes. Aliás, vale lembrar que é justamente por causa da pandemia que as crianças e adolescentes têm ficado mais tempo em casa e a maioria dos casos de abusos infelizmente acontecem partindo de pessoas muito próximas das crianças, principalmente familiares. Outra informação comentada pela vereadora foi sobre o fato de que atualmente não existe muita diferença entre vítimas femininas e masculinas, porque o número de meninos abusados, segundo a vereadora, tem crescido no município.

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