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O imbróglio envolvendo Felipe Neto e as contradições de entidades como a OAB (Coluna Papudiskina – 31/07/2020)

Por Daniel Oliveira da Paixão

31/07/2020

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Daniel

Felipe Neto, que vem se transformando nos últimos em anos em um ativista que agrada os grupos políticos ligados à esquerda brasileira, deveria ser mais um cidadão a expressar livremente suas opiniões e ser respeitado. Nisso esquerdistas e direitistas, liberais e conservadores, à luz da democracia, deveriam concordar. Mas não! Vejamos o que está acontecendo depois que o Youtuber famoso foi ao New York Times expor suas opiniões, as quais eu, democraticamente, respeito, mas discordo quando ele faz coro com aqueles que querem desmoralizar o nome do país em foros internacionais.

O que este artigo propõe avaliar, como está no título, é que o imbróglio envolvendo Filipe Neto mostra o quanto os grupos que se opõem ao presidente Bolsonaro são contraditórios. Esses grupos, entre os quais estão organizações antes respeitadas como a OAB, escancaram sua hipocrisia, pois dias antes de Felipe Neto ser alvo da fúria dos conservadores, calavam ou até avalizavam ações absurdas do próprio Supremo Tribunal Federal contra a liberdade de expressão. Prisões arbitrárias foram realizadas contra Youtubers de direita e a OAB e outras organizações silenciaram. Nomes expoentes da arte e da cultura, que agora saem em defesa de Filipe Neto, silenciaram diante das ações inconstitucionais de Alexandre de Morais e alguns até foram além, ao parabenizar o judiciário e defenderem o esdrúxulo projeto de lei das “fakenews” aprovado pelo Senado e que agora está em análise na Câmara dos Deputados.

A Liberdade de Expressão tem de ser um direito de todos em um país democrático, pois só assim, os cidadãos podem evoluir socialmente, politicamente e filosoficamente, e formarmos o cadinho tão essencial à formação de uma nação plural, onde o respeito à diversidade, seja ela qual for, deve ser permanente.

Nesse crisol de formação de um povo, precisamos ter as células do tecido social bem definidas, cada uma cuidando de suas funções sociais. Das questões ideológicas cuidam os partidos políticos; das religiosas, cuidam as igrejas; das liberdades civis dos alinhados ou não alinhados às correntes ideológicas, cuidam as organizações civis como a OAB, etc. A vocação da OAB, como corporação, perpassa aos interesses corporativistas e a questões que envolvam seus membros onde cada um age na defesa de seus clientes, utilizando-se de todos os meios que puderem para o êxito de suas ações. A OAB tem de ir mais além. Sua existência pressupõe sim o interesse corporativo, mas deve abranger também ao macro interesse das garantias constitucionais estendida a todos os cidadãos.

A OAB, com o atual presidente, se transformou em um braço da esquerda brasileira, expondo-se ao ridículo. Essa entidade se calou diante das arbitrariedades do ministro do supremo, Alexandre de Moraes, que escalpou a constituição brasileira. Não vi manifestações da OAB também em relação aos perigos desse chamado “Projeto das Fake News” para a democracia.

Instituições como a OAB, Imprensa e tantas outras, precisam denunciar quaisquer que sejam leis ou mobilizações, individuais e coletivas, que atentem contra a liberdade de expressão. Os ataques a Felipe Neto, por ele expor suas opiniões e ideologias, fora do marco civilizatório, são inaceitáveis, como também são inaceitáveis os ataques a bolsonaristas como os ocorridos recentemente, com o agravante de que foi perpetrado pelo próprio STF.

É aceitável que todas essas correntes se digladiem dentro marco civilizatório, opondo-se uns aos outros no campo dos argumentos. Assim como é verdade que podemos discordar de Felipe Neto, mas respeitar o seu direito a expor o que pensa, o mesmo vale para os membros da direita.  Membros da OAB podem tem o direito de simpatizarem com esquerda, centro ou direita. A instituição, contudo, tem que agir dentro de suas atribuições maiores que é a defesa da democracia, da liberdade de expressão e opor-se a quaisquer formas de supressões aos direitos civis. É lamentável que esse cidadão que hoje comanda a OAB sequestrou a entidade e a transformou em um braço da esquerda. É o que penso!

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