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Coluna do Xavier – Cacoal: A Educação, os Professores e as Estatísticas… (16/10/2020)

16/10/2020

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A educação brasileira tem sofrido muitos problemas nos últimos anos e as coisas tendem a se complicar ainda mais, em função da falta de compromisso de muitos governantes e dirigentes do setor educacional. Como ontem era 15 de outubro, data considerada como Dia dos Professores, muitas pessoas,  inclusive políticos, aproveitaram para enviar enésimas mensagens aos professores, buscando ganhar a simpatia daqueles profissionais que carregam nas costas a árdua missão de formar a sociedade e de mostrar os caminhos científicos pelos quais os estudantes devem seguir para adquirir os conhecimentos necessários para a vida profissional e para a vida pessoal. Claro que muitos dirigentes da educação estão escondidos sob a pele de cordeiro, mas possuem uma prática completamente diferente da conduta mostrada nas redes sociais e em eventos públicos, além de não possuírem nenhum compromisso com a qualidade do ensino. O curioso é ver essas pessoas, na maior cara de pau, dando parabéns aos professores…

A abordagem que faço aqui tem como finalidade deixar claro que nem tudo são flores dentro das escolas e que, muitas vezes, as autoridades educacionais se colocam a serviço de muitos diretores para promover uma série de perseguições contra professores. No meu caso específico, não aceito nenhum tipo de homenagem da Coordenação de Ensino de Cacoal e muito menos da direção da escola Bernardo Guimarães, porque tenho vergonha de ver essas pessoas dirigindo instituições de ensino. Para que não fique nenhuma dúvida, esclareço que me refiro ao Coordenador e à diretora da escola, porque existem pessoas que confundem e fazem fofocas para distorcer os fatos. Dentro da CRE, existem muitas pessoas honestas e capacitadas e não podem ser confundidas com a prática de perseguir colegas e institucionalizar a fofoca, como faz o Coordenador. No caso da escola Bernardo Guimarães, a professora Márcia Stecca é um exemplo de dignidade, humildade e capacidade técnica, opinião que também possuo sobre as supervisoras  Maria Francisco e Nereide Gonçalves, pessoas com quem tenho orgulho de ter trabalhado. Eu nunca fui perseguido pelas pessoas que citei o nome. Como eu não sou a única pessoa perseguida pela CRE de Cacoal e pela Direção da escola Bernardo Guimarães, faço absoluta questão de separar bem as pessoas para que  novas atas falsas e fraudadas não sejam produzidas contra outros colegas.

A minha história na escola Bernardo Guimaraes é limpa e pode ser pesquisada por qualquer pessoa séria e que não seja manipulada pela Coordenação de Ensino. E muita gente deve lembrar que eu cheguei a defender o coordenador, quando algumas pessoas questionavam a prática “pedagógica” dele. Depois de todas as atas falsificadas que ele mandou fazer contra mim, jamais voltarei a defender sua gestão e tenho total aversão a qualquer elogio ou cumprimento que parta do Coordenador de Ensino de Cacoal. Meu histórico profissional na escola Bernardo Guimaraes merece total respeito das pessoas que buscam melhorar os tais índices do IDEB, basta que busquem os boletins do Ministério da Educação. Desde 2012, quando cheguei à escola, todas as turmas que fizeram aulas de Língua Portuguesa comigo nas turmas de 8º e 9º anos superaram, em todos os anos, as metas do IDEB, coisa que nenhuma outra escola de Cacoal conseguiu. A última nota foi agora no IDEB 2019,  quando a nota obtida pela escola Bernardo Guimaraes, pelas turmas de 9º ano foi 6,0,  quando a meta era 5,7. Mas a Coordenação de Ensino de Cacoal ignorou completamente esses números, e mandou a escola produzir diversas atas falsas, inventando um monte de mentiras contra minha história profissional. Os professores paparicados pela Coordenação são aqueles que deveriam estar em sala, mas são protegidos pelo coordenador.

As estatísticas das turmas de 9º anos da escola Bernardo Guimarães deixam claro que produzir bons resultados para melhorar a qualidade do ensino nunca foi a preocupação da CRE/CACOAL e muito menos do secretário da educação de Rondônia, porque após ser informado das perseguições em Cacoal, não fez absolutamente  nada para mudar a realidade. Tenho asco de ver essas pessoas mandando mensagens de “parabéns aos professores”; tenho asco de saber que todos os resultados positivos obtidos pelos alunos da escola, com a minha participação direta, foram jogados no lixo e trocados pelo conteúdo de todas as atas falsas que a escola produziu sob a orientação da CRE/CACOAL. Registro meu repúdio total a essas pessoas e alerto meus colegas que ficaram na escola Bernardo Guimarães, tentando trabalhar com qualidade: cuidado com as atas falsas da Coordenação de Ensino de Cacoal, porque eu não fui a primeira vítima e nem serei a última… Tenho dito!!!

FRANCISCO XAVIER GOMES

Professor da Rede Estadual e Articulista

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