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Coluna do Xavier – Cacoal: O Paço, o Altruísmo e o Complexo do Arrancadão… (12.02.2021)

12/02/2021

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A eleição municipal de 2020 era esperada, pela população de Cacoal, como um fato que pudesse promover grandes mudanças na Capital do Café. O cenário político, social, econômico e financeiro era visto com restrições por grande parte da sociedade, fato que incomodava infinitamente os conterrâneos de Obedis. Muito se falou em mudanças, muito se falou em resgatar a cidade, e o eleitor foi às urnas para concretizar as mudanças pretendidas. Foram eleitos 10 vereadores novatos e a chapa da “Nova Geração”. Agora, iniciou uma discussão cuja finalidade é a mudança do Paço Municipal… Agora vai!!!

Inicialmente, é importante lembrar que, nos últimos oito ou dez anos, Cacoal adotou duas manias muito controversas, no âmbito administrativo, quando passou a doar parte significativa do patrimônio e restringir os espaços municipais; paralelamente, a administração adotou o hábito de alugar imóveis, fato que consome parte significativa dos tributos recolhidos pelo contribuinte obediano. Não se pode olvidar de que tudo isso ocorre com a anuência e complacência do Poder Legislativo que normalmente toma posse prometendo defender a população e o patrimônio municipal, mas ignora o juramento, pouquíssimo tempo depois… A situação ficou tão banalizada que não existe sequer uma autoridade no município que cobre a conclusão imediata da reforma da escola José de Almeida, isso para citar apenas um exemplo; o importante é alugar outros espaços e doar, ou abandonar, imóveis pertencentes ao município.

Atualmente, encontram-se em situação de total abandono o local do antigo Sesi, a antiga SEMAST, o Complexo do Arrancadão, a antiga Unidade Mista, os banheiros ao lado do PROCON, a escola José de Almeida, a Vila Olímpica, a obra do Hospital Municipal  e a parte antiga da prefeitura. Neste mesmo ritmo, o município doou terrenos para igrejas, doou grande parte do terreno da Vila Olímpica, doou o prédio onde funcionava o Tribunal de Contas e está na iminência de abandonar o prédio do Paço Municipal. Quanto altruísmo!!! Aliás, esse altruísmo do legislativo obediano é uma coisa incomensurável e muito insólita. Já existem vereadores batendo palmas para a “ideia” de mudar a sede do Paço Municipal para o Complexo do Arrancadão.  O curioso é ver os vereadores afirmando em redes sociais que Seo Antunes falou que o Complexo do Arrancadão atende as necessidades da prefeitura de Cacoal. Isso mostra que os defensores da ideia sequer foram ver como está a situação do Complexo do Arrancadão.  Pelas condições do local, talvez atenda apenas três critérios: ter estacionamento, estar dentro da área do município e as palminhas do legislativo.

Os custos para reformar o Complexo do Arrancadão e deixar em condições de receber as instalações da prefeitura certamente serão muito maiores do que a reforma do Palácio do Café. Promover esse dispêndio, em tempos de Covid-19 é um ato completamente impensado. Basta imaginar que a prefeitura possui muitas maquinas, computadores e outros equipamentos que precisariam ser levados para o outro local. Será que as instalações elétricas do Complexo do Arrancadão estão adequadas para receber esses equipamentos?? Será que os quiosques do Complexo do Arrancadão abrigam decentemente servidores e equipamentos?? Será que local possui a devida segurança para proteger os documentos e equipamentos da administração municipal?? Além dessas perguntas que precisam ser respondidas, a situação de abandono do local é lamentável e exige uma reforma imediata. Não existe lógica em mudar de um local que está inadequado para outro em piores condições.

Os vereadores, o prefeito e demais pensadores e prosélitos da ideia de mudar o Paço Municipal para o Complexo do Arrancadão deveriam avaliar melhor esta situação. Investir na reforma do prédio da antiga SEMAST, erguer três ou quatro andares, e abrigar as instalações da prefeitura pode representar uma solução muito mais inteligente. A decisão de abandonar o atual Palácio do Café significa apenas manter a cultura e a tradição de abandoar prédios públicos, sem que as reais necessidades sejam atendidas. As mudanças promovidas pelo contribuinte, quando foi às urnas, e o surgimento da força da nova geração não podem servir apenas para consolidar o altruísmo institucional e alimentar a chama da nostalgia dos conterrâneos de Obedis, em relação às edificações em Nossa Amada Urbe Obediana… Tenho dito!!!

FRANCISCO XAVIER GOMES

Professor da Rede Estadual e Articulista

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