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Coluna PAPUDISKINA – O clima de animosidade política em Cacoal (23.04.2021)

23/04/2021

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Daniel Paixao

Embora a atual legislatura da Câmara Municipal tenha sido renovada em 80% de seus membros, com apenas dois remanescentes da legislatura anterior, a população vem demonstrando frustração com o nível dos debates e resultado prático das ações dos vereadores. As expectativas seria de que a atual Câmara contasse com vereadores independentes, focados em defender os interesses da população, como prometiam em campanha. Eleitos diretamente pelo voto popular, por 04 anos, os edis não podem perder o mandato, a não ser por ação de seus próprios pares, via Conselho de Ética. Isso lhes dá autonomia, em relação a quaisquer outras autoridades, mas muitos, ao que tudo indica, estão mais preocupados em mostrar o quão importantes são perante a sociedade e até perante colegas e o chefe do Poder Executivo.

Desde os primeiros dias dessa legislatura, parece ter ficado claro uma disputa pueril para saber quem é mais importante junto ao prefeito, sendo o seu porta-voz, quem dentre eles é o mais inteligente e mais hábil na apresentação de projetos de leis e quem fez essa ou aquela indicação, fato que tem prejudicado até a imprensa local que fica confusa ao receber textos vindo dos gabinetes com conteúdo conflitando, onde um vereador diz que fez tal coisa e outro diz que foi ele quem fez.

Percebe-se, também, que o complexo de vira-latas está presente em alguns vereadores e chega a ser comovente ver essa situação. Acuados e acossados, esses vereadores sentem-se massa de manobras de vereadores “mais espertos”. Isso tem feito com que alguns esqueçam de qual é o seu papel e não é raro vermos vereadores dizerem uma coisa e imediatamente, via redes sociais, dizem outra, como foi o caso de um que disse haver falta de medicamentos em um hospital e após sofrer um puxão de orelhas, sabe-se-lá de quem, desmentiu o seu próprio áudio. Foi algo bastante incomum e curioso. Político desmentir o que disseram em relação a ele na imprensa, rede social ou mesmo por outro colega é comum, mas desmentir o que ele próprio disse, em alto e bom som, é realmente algo inusitado.

Como esse mandato está apenas começando, tem-se a expectativa de que o parlamento local melhore bastante nos próximos meses. A vivência, a busca pelo equilíbrio, as cobranças da sociedade e da imprensa, deve fazer os vereadores melhorarem o nível, desde que queiram ajudar-se a si mesmo e não usar frases de efeito como “eu sou o dono do meu mandato” como se isso fosse uma condição sine qua non para ele continuar nos mesmos erros de sempre. A verdade é que vereador é investido de mandato popular e tem que prestar constas de seus atos à população, sob pena de não ter esse mandato renovado nas próximas eleições. Precisam melhorar e usar menos frases que denotam arrogância e prepotência.

Nesta semana tivemos mais um entrevero que envolveu três vereadores. Dois deles foram a Brasília, a despeito de resolver o problema de um conjunto habitacional construído com recursos federais, e um outro teria criticado a ambos, o que os deixou revoltados. Os dois vereadores não gostaram da contestação às suas viagens, já que o outro teria dito, em áudio que vazou, de que os colegas estariam em busca de louros, ou seja, queriam “se aparecer”.

A confusão em relação a esses sorteios persiste, inclusive com guerra de versões. O prefeito disse que nunca foi sua intenção cancelar o certame realizado pela prefeitura no ano passado, mas informado comunicado do MDR de algumas irregularidades. A Câmara Municipal, no entanto, em uma reportagem divulgada em seu site, disse que o prefeito acatou o pedido dos vereadores, e garantiu que irá reconsiderar a decisão referente ao Sorteio realizado no dia 22 de dezembro de 2020, do Residencial Cidade Verde.

Como não bastasse a animosidade interna, no âmbito da Câmara Municipal, há intrigas também entre vereador e ex-candidato a vereador. Em um áudio que viralizou nas redes sociais, um ex-candidato expôs toda a sua mágoa em relação a um vereador eleito, afirmando que havia dado a cara a tapa, que nem um trouxa, pedindo o voto para esse agora vereador, em vez de pedir para ele próprio. O mais curioso e inusitado é que o ex-candidato disse que, quando visitava os eleitores e alguém dizia que estaria em dúvida entre ele e o agora vereador, ele orientava esse eleitor a votar no seu concorrente. Para a situação ficar mais hilária, só falta os personagens João Grilo e Xicó assumirem um cargo político em Cacoal.

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