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Pesquisa mostra que maioria descuidou da saúde na pandemia

23/05/2021

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Cerca de 58% adiaram exames e 43% reduziram consultas médicas; maioria acha que sua doença crônica está descontrolada

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A pandemia levou ao descuido da sáude. Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML) e pela Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL) mostra que 58% adiaram exames e 43% reduziram consultas médicas.

Entre os participantes, 86% revelaram ter alguma doença crônica, entre elas diabetes (33%), doença cardiovascular (26%), problema na tireoide ou gástrico (12%), doença renal (8%), doença neurológica (7%), câncer (6%), doença reumática (6%) e Aids.

Foram entrevistadas 200 pessoas em São Paulo e no Rio de Janeiro, sendo 53% homens e 47% mulheres, com idade média de 46 anos; 37% tinham de 31 a 50 anos, 22% de 18 a 30 anos e 44% de 51 a 75 anos. Quase a metade (49%) com ensino médio completo e 32% com graduação completa. A maioria (59%) era da classe C, 16% de classes D/E e 26% de classes A/B. A maioria (65%) tem plano de saúde. 

O levantamento revelou que apenas 2% passaram fazer mais consultas médicas no período, sendo que 33% atribuíram o motivo à ansiedade, 33% ao agravamento do diabetes e 33% para realizar acompanhamento de exames ou procedimentos de saúde. 

Entre os que adiaram ou diminuíram a frequência de idas ao médico, 47% afirmaram ter recebido orientação do próprio médico e 53% disseram que tomaram decisões sozinhos.https://imasdk.googleapis.com/js/core/bridge3.460.0_en.html#goog_2000891878

Situação semelhante foi observada com relação a exames. Somente 1% disse que fez mais exames durante a pandemia do que de costume. Os exames mais adiados ou feitos em menor frequência foram: sangue (30%), mamografia (27%), preventivo de colo de útero e urina (24%) e eletrocardiograma (23%). Os exames com rotina menos alterada foram raio X (91%), ressonância magnética (90%) e tomografia computadorizada (90%).

Os participantes que afirmaram ter adiado exames ou reduzido a frequência de realização informaram que essa decisão deixou suas doenças descontroladas, atrasou o início do tratamento, dificultou diagnósticos ou impossibilitou saber se doença estava sob controle ou não.

Maioria come muito mais que o habitual

Antes da pandemia, 95% haviam afirmado que sua doença estava totalmente controlada. Durante a pandemia, esse índice caiu para 80%, sendo que 41% responderam estar com a doença totalmente controlada e 40% um pouco controlada. Cera de 20% acham que, agora, a doença está totalmente descontrolada.

“Algumas consequências já foram observadas ao logo dos meses. Alguns pacientes chegando aos hospitais com quadros avançados de infarto, acidente vascular cerebral, processos infecciosos ou até mesmo vindo a falecer em domicílio. Outra parcela deixou de monitorar por um período de meses suas doenças crônicas e outros receberão cuidados apenas quando a pandemia acabar, visto que ainda continuam reclusos”, afirmou Carlos Eduardo dos Santos Ferreira, presidente da SBPC/ML, por meio de nota.

Para Ferreira, o reflexo da covid-19 na saúde dos brasileiros será percebido nos próximos anos. “A prevenção foi deixada de lado e causará um impacto inevitável, principalmente no caso das doenças crônicas que necessitam de constante monitoramento”, explica.

A pesquisa ainda mostrou que 31% estão fazendo menos atividade física, sendo que 22% interromperam completamente a prática de exercícios. Cerca de 49% eram sedentários e continuam assim e a maioria (51%) afirmou estar comendo mais ou muito mais que o habitual. 

Uma curiosidade revelada pela pesquisa é que 67% nunca fizeram teste para covid-19. Entre os 33% que fizeram, 61% foi por indicação médica e 39% por iniciativa própria.

(noticias.r7.com)

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