Por Francisco Xavier Gomes

CACOAL: AS TRAIÇÕES, OS TRAIDORES E OS TRAÍDOS…
O pseudo-herdeiro da família Bolsonaro em Rondônia, o desconhecido Bruno Scheid, tem andado os municípios do estado fazendo discursos, como se fosse a palmatória da humanidade, e pregando a ilusão de que o bolsonarismo algum dia fez alguma coisa pela população de Rondônia. Com um discurso de extremo mau gosto e recheado de ataques à honra e à imagem de pessoas e instituições, nos últimos dias, ele apareceu dizendo em um áudio que circulou nas redes sociais que vai punir pré-candidatos que sejam traidores do PL de Valdemar Costa Neto aqui nas terras de Rondon. Se o PL fosse punir alguém por ato de traição, o próprio Valdemar certamente receberia uma pena perpétua, ainda que não haja previsão legal para tal penalidade no Brasil. No caso de Rondônia, o partido que prega a pureza da identidade partidária está completamente lotado de traidores e oportunistas, como é o caso do próprio Bruno Scheid, que não tem sequer identidade própria e precisa alugar um nome para fazer política. O mais curioso nessa história é que justamente uma pessoa que não tem identidade quer cobrar fidelidade de outros que são igualmente oportunistas. O oportunismo é uma marca do PL, tanto que picaretas como Sérgio Moro são idolatrados pelos militantes…
Uma breve análise no histórico de registros da janela eleitoral em Rondônia revela que a grande maioria dos nomes em destaque na sigla é constituída de arrivistas políticos que migraram para o partido este ano, na tentativa de aproveitar o fanatismo que acomete um grande número de rondonienses. Como todo mundo sabe, o único deputado estadual que o PL tinha na Assembleia Legislativa de Rondônia, até o início desse ano, era o deputado Jean Mendonça, eleito pela sigla em 2022. Hoje o partido tem Alan Queiroz, Lucas Torres, Luisinho Goebel, Ezequiel Neiva, Taissa de Souza e Nim Barroso. Dizer que esse pessoal está no PL por ideologia equivale a imaginar que a Terra é quadrada. O estado de Rondônia inteiro conhece a postura desses políticos e o histórico de traição contra os rondonienses. Para citar somente um exemplo, todos eles votaram para aumentar a alíquota do ICMS em Rondônia, num conchavo político em parceria com o governador. Se o tal Bruno Scheid não sabe disso, ele está tão perdido quanto os próprios deputados. Mas Bruno declarou que os traidores podem ser punidos com o corte nas convenções. É claro que o PL não vai fazer isso, porque o PL nunca teve nenhum interesse pelos projetos votados na Assembleia Legislativa. Além dos deputados estaduais, todos oportunistas, que migraram para o PL de Valdemar Costa Neto, Lúcio Mosquini fez o mesmo movimento e hoje faz juras de amor ao bolsonarismo. Será que Bruno Scheid tem a ilusão de que Mosquini vai colocar o bloco nas ruas para defender Flávio Rachadinha???
O contribuinte de Rondônia, que não é tolo como Bruno Scheid, sabe que esses deputados que entraram para o PL estão muito acostumados a praticar atos de traição contra a população. O que esses deputados buscam é somente uma sigla para continuar no mandato. Esse pessoal não deve nenhuma explicação ao suposto parente de Bolsonaro. Eles inventaram que iriam corrigir os abusos que a Energisa comete contra os rondonienses. Nunca cumpriram e ainda aprovaram uma lei que deu privilégios para a empresa de energia. Eles aumentaram a alíquota de ICMS do estado, prejudicaram a população e nunca tiveram nenhum problema. No caso de Mosquini, ele faz parte da bancada federal que se escondeu, quando havia a discussão sobre os pedágios e aparece somente agora prometendo resolver. Tudo jogo de cena! Como é que alguém vai acreditar que esse pessoal tem algum compromisso com a seriedade ou fidelidade partidária?? No caso do tal Bruno, ele tem feito discursos dizendo que pretende ser senador para cassar ministros do Supremo Tribunal Federal. É preciso ser muito tolo para acreditar nisso! Ele também diz que vai resolver os problemas da economia de Rondônia. Resolver como, se nunca teve nenhuma participação nessa discussão?? Somente agora que alugou um sobrenome, vem com esse papo furado. O eleitor rondoniense precisa acordar. Chega de ser enganado por discursos vazios e completamente sem nexo. O estado de Rondônia possui inúmeras prioridades que precisam ser discutidas pela classe política. Esse discurso besta de brigar contra o STF serve para iludir somente pessoas muito tolas. O próprio Jair Bolsonaro, na oportunidade que teve de questionar o ministro Alexandre de Moraes, fez um convite a ele para ser seu vice. Como é que um guacheba de Rondônia vai cassar ministros?
Nesse cenário de traições, mentiras e discursos demagogos, é claro que existem traidores e traídos. Mas é bom ficar claro que o lado dos traídos é constituído apenas de eleitores, porque, entre os políticos, esse jogo sujo é a coisa mais natural que existe em Rondônia. Esse papo furado de tentar ser eleito usando a imagem de Jair Bolsonaro também foi uma estratégia do senador Jaime Bagattoli, que hoje integra o baixo clero em Brasília. Fazer do nome de Bolsonaro uma bandeira eleitoral é prova clara da falta de proposta. O eleitor rondoniense merece respeito! Esses políticos oportunistas e aproveitadores precisam dizer o que pretendem fazer para resolver os problemas de Rondônia. Bolsonaro que se vire para cumprir sua cadeia! Enquanto a bancada federal de Rondônia passou vários anos defendendo Bolsonaro, o pedágio foi instalado no estado; enquanto Bruno Scheid anda o estado iludindo eleitores com esse papo furado de cassar ministros, os deputados do PL aprovam leis contra a população na Assembleia Legislativa. Os únicos traídos nessa história são os trabalhadores e contribuintes de Rondônia. Esses políticos sem identidade, oportunistas e desqualificados precisam acordar para a realidade. Bando de traidores!!! Tenho dito!!!

FRANCISCO XAVIER GOMES – Professor, Jornalista e Advogado












