Uma ilha de Alegrias e coração dividido
Al sabor de “la Bandera” y en el ritmo de Merengue*
Por Geraldo Gabliel

MARIA PÉREZ
Calle 1ra., #1, Ensanche
Libertad – Santiago
REPÚBLICA DOMINICANA – RD
(Leia esta Crônica ouvindo… https://www.youtube.com/watch?v=3OjftuG9n5o – a boa música caribenha)
Quem já sobrevoou o Mar do Caribe, em dia de sol radiante, não me deixa mentir – ou melhor – me impressionar, sozinho! Disse “não me deixa mentir” porque – se eu te contar, você não acredita: – Cores vibrantes, águas cristalinas e ilhas espalhadas – paisagens paradisíacas. E nos parece ver, navegando, nesta beleza onírica, personagens míticos, em barcos à vela – brancos – em ritmo de Salsa e Merengue – toda a expressão de alegria e bom-viver, – “hay que verlo por si mismo” – diz Latinus (agraciado por Deus com essa oportunidade no final de janeiro de 2016 – quando voltava de Miami – até hoje sonhando com aquelas águas de esmeraldas… flutuando em alma e espírito)
Dentre as ilhas observadas por Geh Latinus, está a que abriga o Haiti e a República Dominicana – chamada de Hispaniola, ou São Domingos – é a segunda maior ilha do Caribe – apresenta paisagens variadas, com montanhas, vales, rios e planícies costeiras, além de uma linha de fronteira que separa os dois países. (Não quero falar de conflitos).
O que Canizzio teria ido fazer em Santiago…
Clara, Clarita… já me contava que, mesmo morando em NY há 30 anos, jamais havia perdido o encanto pela sua pátria RD – conta dali as suas maravilhas (añoranza) – voltaria/voltou com toda a sua alma a viver em sua terra natal. Acho que foi isso que deixou uma marca indelével no coração de Latinus – o sentimento de que a nossa Pátria – que dizem que está no coração – está sim, mas também inseparável da terra – território – onde nascemos… Canizzio não conheceu Clarita, não provou do aroma da alma de Clarita, mas, foi de lá, da Ilha de Encanto de Clarita que Canizzio trouxe – de um encontro casual – uma carta especial a Geh… (seu mano), remetente: Maria Pérez!
Carta à luz e ao sabor do Caribe – (Maria Pérez)
Naquela tarde dourada em Santo Domingo, enquanto o merengue dançava suavemente pelas janelas abertas, Maria Pérez decidiu escrever uma carta. Não uma qualquer — era destinada a Geh Latinus, seu velho amigo de fé das redes e mídias sociais (ela só conhecia de versos e hashtags). O canal seria @Canizzio, claro. Quem expressava uma conexão tão íntima com a alma latino-caribenha – assim como ninguém… ou Clarita?
Sentada no pátio florido de sua Loma Maranatha com vista para os telhados coloniais da Zona Colonial, ela rabiscava, entre goles de chocolate caribeño com casabe recém-saído do forno, umas letras de enlevo e entusiasmo… A brisa trazia lembranças e histórias: o Alcázar de Colón, onde Diego Colón outrora passeava com o peso de um império nos ombros. A Catedral de Santo Domingo, majestosa e silenciosa, como quem guarda segredos do Novo Mundo.
-“Querido Geh,” começou ela, “Às vezes me pergunto se o Brasil sabe o quanto nos parecemos. Aqui comemos ‘La Bandera’ como vocês saboreiam o PF: arroz, feijão e carne, o trio que sustenta afetos. No carnaval, o espírito do Caribe se solta em cores e tambores, como se o samba tivesse sido moldado por Bachata…”
Ela contou sobre o baseball — paixão nacional — e como os meninos jogavam nas ruas com tacos improvisados e olhos brilhantes, sonhando com as grandes ligas. Comparou à reverência brasileira pelo futebol, e riu sozinha imaginando uma partida entre sonhos de bolas e regras diferentes.
Falou de Punta Cana, sim — dos resorts que encantam os turistas canizzianos, mas também das praias escondidas, das pousadas humildes com charme e café da manhã feito com amor e bananas fritas. E do eSIM da Airalo, que agora lhe permitia conversar com o mundo sem deixar sua rede de macramê (TI – na comunicação e alma de Contadora).
– “Somos duas nações em ilhas separadas — ou compartilhadas, como com o Haiti. Mas às vezes penso que o mar que nos separa é o mesmo que nos une.”
Maria encerrou a carta com um convite. “Venha me visitar. Caminharemos juntos pelos trilhos de Nicolás de Ovando, faremos silêncio diante da Fortaleza Ozama, e comeremos sancocho como dois velhos amigos que já foram um só continente.”
Dobrou o papel com cuidado e sorriu. A República Dominicana não era só um destino — era um estado de espírito. Um pedacinho de história com sabor de manga e música nos quadris.- Uma lugar para se viver “a lo grande, y a lo alto – intensamente”…
-.- 😊 😊😊-.-
Então, saudoso, imaginando de si para si, Latinus diz “Ai que tudo”: lembrando Gaby e Danielle Castelo Branco – maninhas rio-branquenses – @Dany&Gaby – gente que é anjo e a gente pensa que é gente – inesquecível. Obrigado meninas por este “acelerar” do coração, sem maldades, à Caminho de Curitiba! (viagem com muito atraso, cansaço, mas… em boa companhia). Vocês sabem do que estou falando, e sentindo… Um abraço pro Papai – o Trottamondo! (@giltrottamondos)
Em trânsito:
Santo Anastácio – SP. 17 de Julho de 2025.
(Níver da princesa-netinha Sofia Jolie! – A quem amo com toda minha alma e ser).
Vozinho Coruja Geraldo Gabliel Jolie – o mesmo Latinus.
*O termo “merengue” refere-se a duas coisas distintas: um doce e um estilo musical/dança. O doce, também conhecido como suspiro, é feito de claras de ovos batidas com açúcar. Já a dança merengue é um ritmo e estilo de dança latino, popular em vários países, com raízes na República Dominicana.
Julie Anne Jolie
https://republicadominicanaviagem.com/50-curiosidades-da-republica-dominicana/
https://www.bbc.com/portuguese/internacional-61388826
https://www.youtube.com/watch?v=IOLitu1GKIk (Todos acessados em 17 de julho de 2025).

