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Greve na educação estadual paralisa escolas em Cacoal e Região

3 minutos de leitura

Em Cacoal nesta quarta-feira, 6 de agosto de 2025, o setor da educação estadual está paralisado, com a continuidade do movimento grevista iniciado em 31 de julho. A greve, que envolve professores e técnicos educacionais da rede pública, já atinge praticamente todas as escolas da região, afetando diretamente o funcionamento das unidades de ensino.

A paralisação é resultado da falta de avanços nas negociações entre os profissionais da educação e o Governo de Rondônia. Desde fevereiro deste ano, as negociações estão em andamento, mas, segundo os grevistas, não houve progressos substanciais. A principal queixa é que, até o prazo final de 31 de julho, nenhuma proposta concreta foi apresentada, nem mesmo um reajuste no auxílio-alimentação, que está congelado desde 2016.

Situação nas Escolas

Atualmente, a situação nas escolas é bastante desigual. Apenas a Escola Nilo Coelho, situada no município de Presidente Médici/Andreazza, está funcionando normalmente. Outras duas escolas estão operando parcialmente, com a atuação de servidores emergenciais, enquanto as demais unidades estão totalmente paralisadas. A adesão dos trabalhadores ao movimento tem sido massiva, refletindo a insatisfação com a falta de avanços nas negociações.

Principais Reivindicações dos Profissionais da Educação

O movimento grevista aponta várias demandas que são consideradas essenciais para a valorização dos profissionais da educação. Entre as principais reivindicações estão:

  • Reajuste do auxílio-alimentação, congelado desde 2016;

  • Retorno do auxílio-transporte para os professores;

  • Valorização das titulações acadêmicas (pós-graduação, mestrado, doutorado);

  • Concurso público unificado, com um cronograma claro de realização;

  • Unificação das carreiras técnicas, que hoje são fragmentadas e apresentam disparidade de remuneração.

Além disso, os grevistas destacam a precarização do trabalho no setor, com mais de 60% dos servidores de apoio nas escolas contratados de forma precária, sem vínculo fixo e sem acesso a direitos básicos. “A educação não pode continuar sendo tratada dessa forma”, enfatizam os profissionais.

O movimento tem o respaldo do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Rondônia (SINTERO) e também conta com o apoio de boa parte da sociedade civil. A principal reivindicação dos grevistas é que o governo apresente uma proposta concreta e respeitosa para os profissionais da educação, com a garantia de melhorias reais nas condições de trabalho e remuneração.

A greve continuará até que uma resposta satisfatória seja dada pelo Governo de Rondônia, com as lideranças do movimento deixando claro que a paralisação só será encerrada quando houver um avanço significativo nas negociações. A situação segue sendo monitorada de perto, já que a paralisação tem afetado não apenas o setor educacional, mas também a rotina de milhares de estudantes e suas famílias.

Redação

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