Segunda edição do FICAR percorre três municípios e impacta mais de mil alunos com sessões gratuitas de cinema
A magia do cinema de animação chegou às salas de aula de Rondônia durante a segunda edição do FICAR – Festival Infantil de Cinema de Animação de Rondônia, que percorreu três municípios do estado entre os dias 25 e 29 de agosto. O evento transformou escolas públicas de Guajará-Mirim, Nova Mamoré e Porto Velho em verdadeiras salas de cinema, proporcionando acesso gratuito à sétima arte para centenas de estudantes.
Impacto além das telas
O festival não se limitou apenas à exibição de filmes. Durante cinco dias consecutivos, as atividades incluíram oficinas práticas, rodas de conversa com cineastas locais e homenagens a personalidades do cinema de animação brasileiro. A programação diversificada permitiu que os estudantes não apenas assistissem às produções, mas também compreendessem os processos criativos por trás das animações.
A coordenadora pedagógica Carmela Tacaná destacou a importância educacional do projeto. Segundo ela, o cinema funciona como uma poderosa ferramenta pedagógica, capaz de ampliar horizontes e estimular o pensamento crítico dos jovens. “Quando introduzimos a arte cinematográfica no ambiente escolar, oferecemos aos estudantes novas perspectivas de mundo e formas alternativas de expressão”, explicou a educadora.
Economia local beneficiada
Além do impacto cultural e educativo, o FICAR também movimentou a economia dos municípios visitados. A realização do festival demandou contratação de serviços locais, desde hospedagem e alimentação até transporte e equipamentos técnicos. Essa movimentação econômica demonstra como eventos culturais podem gerar benefícios múltiplos para as comunidades que os recebem.
Formação e descoberta de talentos
Uma das coordenadoras do evento, Izadora Jemima, enfatizou o objetivo democratizante do festival. Para ela, levar cinema de qualidade às escolas públicas representa um passo fundamental na redução das desigualdades de acesso à cultura. “Observar o encantamento dos estudantes durante as sessões e suas reflexões posteriores confirma que estamos trilhando o caminho correto”, afirmou.
O festival também proporcionou encontros diretos entre os estudantes e cineastas rondonienses, evidenciando as possibilidades de produção audiovisual na região amazônica. Esses momentos de troca revelaram-se especialmente valiosos para despertar vocações artísticas entre os jovens participantes.
Programação diversificada
A segunda edição do FICAR estruturou-se em uma agenda que contemplou diferentes modalidades de atividades. Em Guajará-Mirim, na Escola EEEMTI Simon Bolívar, os estudantes tiveram acesso às exibições nos turnos matutino e vespertino. Nova Mamoré recebeu o festival na Escola EEEFM Salomão Silva, também com sessões em ambos os períodos.
Homenagem e reconhecimento
O encerramento do festival foi marcado por uma homenagem especial ao professor e cineasta Marcos Magalhães, figura reconhecida no cenário nacional da animação. Esse momento de reconhecimento reforçou a importância de valorizar os profissionais que contribuem para o desenvolvimento da arte cinematográfica no país.
Apoio institucional
A realização da segunda edição do FICAR foi viabilizada através do Edital nº 06/2024 da SEJUCEL/SIEC, destinado ao fomento de formação, difusão e apoio às salas de cinema. O evento contou com recursos da Lei Paulo Gustavo e apoio do Governo do Estado de Rondônia, FEDEC, Ministério da Cultura e Governo Federal, sendo executado pela Associação Ambientalista Verde Vida.
Legado duradouro
Embora o festival tenha chegado ao fim, seu impacto permanece nas comunidades escolares visitadas. O acesso ao cinema de animação em ambiente educacional plantou sementes que poderão florescer em futuras vocações artísticas e em uma maior valorização da produção cultural regional. A iniciativa demonstra como políticas públicas de incentivo à cultura podem transformar realidades locais e contribuir para a formação integral dos jovens brasileiros.
O FICAR consolida-se, assim, como uma importante ferramenta de democratização cultural, evidenciando que o cinema pode e deve ocupar espaços educacionais, especialmente em regiões onde o acesso a manifestações artísticas ainda representa um desafio significativo.
