Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.

MASSACRE
O Brasil atingiu um ponto inaceitável. Em pleno 2025, o país registrou 1.470 feminicídios — uma média brutal de quatro mulheres assassinadas por dia.

MASSACRE 2
Não são números frios. São vidas interrompidas, famílias destruídas e um retrato cruel de uma sociedade que ainda falha em proteger suas mulheres.

CASOS
O número de casos, registrados em Janeiro de acordo com os passar dos anos foram esses, os casos com os decorreres dos anos foram subindo drásticamente, mas acaba sendo uma crueldade ver esse número aumentando a cada ano que passa, isso apenas no Rio de Janeiro.

ATRASADO MAS POSITIVO
Diante desse cenário devastador, a assinatura do Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio surge como uma resposta necessária — mas que chega atrasada para muitas vítimas.
FATO
A união dos Três Poderes e a inclusão do setor privado ampliam o alcance da proteção, mas também escancaram uma verdade incômoda.
FATO 2
Combater o feminicídio exige mais do que discursos e assinaturas — exige ação contínua, firme e mensurável.
NOSSO ESTADO
E é justamente nesse ponto que Rondônia precisa ser colocado no centro do debate nacional — não apenas pelos desafios que enfrenta, mas pelas respostas que vem construindo.
NEGATIVO
Rondônia não está alheio a essa tragédia. Pelo contrário. O estado convive com índices preocupantes de violência contra a mulher, frequentemente figurando em posições sensíveis no ranking nacional quando se considera a taxa proporcional de feminicídios.

NEGATIVO 2
Isso não é um detalhe — é um alerta. Estados menores, quando aparecem mal colocados em rankings proporcionais, revelam um problema ainda mais profundo e enraizado.
REAÇÃO
Mas há um outro lado que precisa ser dito — e com a mesma contundência. Rondônia tem reagido.
EVENTOS
Nos últimos anos, o estado tem fortalecido sua rede de enfrentamento com ações concretas: ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher.
EVENTOS 2
Interiorização de políticas públicas, integração entre forças de segurança e o sistema de justiça, além de campanhas educativas que começam a atacar o problema na sua origem — a cultura de violência e silenciamento.
DADOS
O trabalho das forças de segurança tem sido decisivo. Operações específicas de combate à violência doméstica, monitoramento de agressores e cumprimento rigoroso de medidas protetivas mostram que o estado vem saindo da inércia.
SERIEDADE
Não é mais aceitável tratar ameaça como algo menor. Em Rondônia, cada vez mais, ameaça é tratada como o prenúncio de uma tragédia — e combatida como tal.
PARCERIAS
Outro avanço relevante é a atuação conjunta com o Judiciário e o Ministério Público, acelerando a concessão de medidas protetivas e ampliando o acesso das vítimas à justiça.
VIDA
Tempo, nesse contexto, é vida. E reduzir a burocracia pode ser a diferença entre viver e morrer.
EMPRESAS
Mas há um ponto crucial trazido pelo pacto nacional que merece destaque — e que Rondônia precisa abraçar com ainda mais força: o papel das empresas.
PERCEPTÍVEL
A violência doméstica não fica do lado de fora do ambiente de trabalho. Ela atravessa portas, afeta o desempenho, a saúde mental e, muitas vezes, é percebida primeiro por colegas e gestores.

AFINIDADE
Ignorar isso não é apenas omissão — é cumplicidade silenciosa. E isso é o que ninguém quer.
DESPERTAR
Empresas em Rondônia começam a despertar para essa responsabilidade. Programas de acolhimento, canais de denúncia sigilosos e treinamentos para identificação de sinais de abuso são passos importantes.

MAIS
Mas ainda são insuficientes diante da dimensão do problema. É preciso ir além. Muito além.
SEM DISCURSO
A cultura de tolerância zero ao machismo e à violência precisa deixar de ser slogan e virar prática diária.
SITUAÇÕES
O gestor precisa ser preparado para acolher — não para julgar. O ambiente corporativo precisa ser seguro — não apenas produtivo.
FUGA
Porque a verdade é dura: muitas mulheres são assassinadas quando tentam sair de relações abusivas.
SERVIÇO
E o trabalho, muitas vezes, é o único espaço onde ainda conseguem respirar.
CORAGEM
O Pacto Nacional acerta ao incluir o setor produtivo. Mas sua eficácia dependerá da coragem de estados e municípios em transformar diretrizes em ações reais.

TOLERÂNCIA ZERO
Rondônia já deu passos importantes. Mas não pode se acomodar. Porque enquanto houver uma mulher vivendo sob ameaça, qualquer avanço será insuficiente.
CHEGA DE SEPULTURAS
E enquanto o Brasil continuar enterrando quatro mulheres por dia, não há espaço para discursos vazios, disputas políticas ou omissões convenientes.
TODOS
O enfrentamento ao feminicídio não é pauta ideológica. É uma obrigação moral. E nessa luta, Rondônia precisa — e pode — ser mais do que parte do problema. Precisa ser exemplo de solução.
FRASE
Cada mulher morta carrega a história de alertas que ninguém quis ouvir.












