A Páscoa Cristã é a celebração religiosa central para o cristianismo, simbolizando a ressurreição de Jesus Cristo, – o Filho de Deus. A data é móvel no calendário e ocorre no primeiro domingo após a primeira lua cheia do equinócio de primavera (no Hemisfério Norte) ou de outono (no Hemisfério Sul), variando entre 22 de março e 25 de abril. Neste ano de 2025 será no dia 20 de abril.
O período que antecede a Páscoa é conhecido pelos católicos como Quaresma, marcado por 40 dias de reflexão e penitência, em memória aos 40 dias que Jesus passou no deserto jejuando. A Semana Santa, que culmina na Páscoa, começa com o Domingo de Ramos, relembrando a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, quando foi recebido com folhas de palmeiras.
A Sexta-feira Santa é dedicada à lembrança da crucificação e morte de Jesus, enquanto no Domingo de Páscoa celebramos sua ressurreição e primeira aparição aos discípulos, trazendo uma mensagem de esperança, renovação espiritual e de Salvação.
Antes do cristianismo, a Páscoa já havia sido instituída por Deus e era comemorada pelos judeus como um marco de libertação da escravidão no Egito. Segundo relatos bíblicos, Jesus participou de celebrações pascais, incluindo a famosa Última Ceia, onde instituiu o ritual da comunhão – com pão e o vinho – sendo um símbolo de aceitação do seu sacrifício para libertar os seres humanos dos seus pecados – e serem salvos. (I Coríntios 11:23-26)
Páscoa Judaica (Pessach)
A Páscoa Judaica, chamada de Pessach, celebra a libertação dos hebreus da escravidão no Egito, liderada por Moisés. O termo hebraico “Pessach” significa “passagem”, referindo-se ao episódio em que o anjo da morte poupou as casas marcadas com sangue de cordeiro, conforme narrado no livro do Êxodo.
A festividade ocorre no mês de Nissan, que corresponde aos últimos dias de março e meados de abril no calendário gregoriano. Durante sete dias, os judeus realizam o Sêder de Pessach, um jantar especial que reúne a família para relembrar a travessia rumo à Terra Prometida.
Os alimentos consumidos no Sêder possuem significados simbólicos, como o matzá (pão sem fermento), representando a pressa na fuga do Egito, e o marór (erva amarga), que remete ao sofrimento vivido na escravidão. A celebração também inclui leituras religiosas e rituais que reforçam a memória e a fé. (Êxodo 12:1-28).
“Todo o cerimonial festivo de Páscoa relatado em Êxodo, e a Santa Ceia Cristã, prefiguravam a vida e morte de Jesus – o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.
Prof. e Teólogo Geraldo Gabliel
















