
Sentados à beira das águas cristalinas
Nossos pés imersos naquele líquido cor de turquesa
A agitação do ar pelo sopro constante de uma ventania
Pintam o chão úmido
Mesclando com a grama verde rasteira
O multicor das flores derramadas, arrancadas pelo vento travesso
Fecho os olhos e rogo a Deus neste instante
Que o tempo possa parar ou ser adiado
Como se o relógio com seu encargo presumido
Pudesse estagnar seus ponteiros mecânicos
Minha alma acalentada e serena
Por suas carícias e afagos genuínos
Seus olhos castanhos se tornam miúdos
Pelo sorriso largo quando cruzamos nossos olhares sinceros
Minha cabeça deitada em sua blusa preta de veludo
Confortam e pacificam em um abraço seguro
Nem matemáticos com seus valores relativo ou absoluto
Conseguiriam valorar nossa felicidade singela
Nosso relacionamento e amor cristalinos
Como aquelas águas cor de turquesa













