Coluna ESPAÇO ABERTO – Alô Vilhena! “Conselho de Governança” ou estrutura paralela cara?

Confira as notícias do dia, por Cícero Moura.

GASTO
Vilhena virou destaque em meio a um cenário em que a população cobra mais eficiência, transparência e responsabilidade no uso do dinheiro público.

Foto: Reprodução / Redes Sociais

GASTO 2
Surge uma proposta que merece, no mínimo, um olhar crítico e vigilante: a criação do chamado Conselho de Gestão e Governança.

DÚVIDA
À primeira vista, o nome soa técnico, moderno, até necessário. Mas, quando se observa o conteúdo da proposta, a impressão muda — e rápido.

COMPOSIÇÃO
O projeto prevê a formação de um conselho composto majoritariamente por integrantes da própria administração municipal: secretários e pessoas diretamente ligadas ao governo.

EXTRA
Ou seja, não se trata de um espaço independente de controle ou participação social, mas sim de uma extensão da própria gestão, reunida sob outra formalidade — e, o ponto mais sensível, com custo adicional.

VALOR
Pelos cálculos apresentados, cada conselheiro poderá receber cerca de R$ 4 mil por reunião.

VALOR 2
Considerando duas reuniões mensais, o impacto anual pode ultrapassar a marca de R$ 1 milhão.

Foto: Reprodução / Inteligência Artificial

DESPESA
Um valor expressivo, especialmente quando comparado a áreas que frequentemente enfrentam falta de recursos, como saúde, educação e infraestrutura.

ABONO?
A pergunta que se impõe é direta: por que pagar novamente por algo que já faz parte das atribuições desses agentes públicos?

JÁ GANHAM PRA ISSO
Secretários municipais e integrantes da gestão já são remunerados justamente para planejar, discutir e executar políticas públicas.

PERGUNTA
Criar um novo espaço remunerado para que essas mesmas pessoas debatam a administração levanta dúvidas legítimas sobre duplicidade de funções e uso eficiente dos recursos.

CADÊ O POVO?
Outro ponto crítico é a ausência de participação efetiva da sociedade. Não se sabe quem foi convidado a participar.

FINALIDADE 
Conselhos, em sua essência democrática, existem para ampliar vozes, incorporar diferentes perspectivas e fortalecer o controle social.

EXCLUSIVO?
Quando são formados apenas por membros do próprio governo, perdem essa função e passam a operar como estruturas fechadas.

PERIGO
O risco, nesse caso, não é apenas financeiro — é institucional. Vai contra a regra de economia da verba pública.

OPINIÃO
A criação de um conselho com essas características pode sinalizar um afastamento dos princípios de transparência e participação, justamente em um momento em que a sociedade exige o contrário.

OPINIÃO 2
É provável que a medida venha acompanhada de justificativas como “modernização da gestão” ou “aprimoramento da governança”.

OPINIÃO 3
Mas governança de verdade não se constrói com mais custos e menos diversidade de opiniões.

OPINIÃO 4
Ela se fortalece com eficiência, responsabilidade e abertura ao controle social. Diante disso, o debate precisa sair dos gabinetes e chegar à população.

OPINIÃO 5
Projetos que envolvem recursos públicos e mudanças na estrutura administrativa não podem passar sem questionamento.

OPINIÃO 6
Mais do que nunca, cabe aos cidadãos acompanhar, questionar e cobrar posicionamento dos vereadores.

OPINIÃO 7
Afinal, são eles os responsáveis por aprovar — ou barrar — propostas como essa. A discussão não é apenas sobre um conselho. É sobre prioridade, responsabilidade e respeito com o dinheiro público.

FRASE
“Jeitinho que beneficia poucos custa caro para muitos — e quase sempre sai do bolso do cidadão.”

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