TODOS SOMOS CULPADOS! (O caso do Acre não é exceção)

Por Lúcio Albuquerque


A sexta-feira passada, dia do Trabalhador, com certeza no Instituto São José, colégio tradicional de Rio Branco, Acre, além do feriado também havia motivo para comemorar os 78 anos de fundação daquela instituição educacional que tão bons serviços têm prestado à formação da juventude do único Estado brasileiro pela força de sua gente.
Segunda-feira normal e na terça uma tragédia que ninguém esperava: um estudante de 13 anos invadiu o prédio, matou duas servidoras e feriu outras duas pessoas, uma aluna e outra funcionária. Não vou me prender aqui a opinar sobre o fato. Permito-me apenas lembrar que esse fato não é novidade.
Motivos podem ser vistos desde a obtusa ação defendida por alguns partidos de, praticamente, continuar a imputabilidade do “di menor” mantendo-se o limite da Constituição de 1946, quando o mundo, e os “di menor” de então eram muito diferentes, dos “di menor” de hoje.
O mundo moderno exige muito dos pais, é uma frase que tenho ouvido muito, como uma justificativa para o genitor (a mãe incluída) deixar de lado o acompanhamento melhor de seus filhos. “Eu trabalho em dois expedientes e quando chego em casa estou muito cansado”, disse um cidadão. Ora, nossos pais também trabalhavam, a maioria não tinha transporte próprio e as famílias eram muito maiores.
Sou dos que entendem a necessidade de se dar um “choque de realidade”. Mudar a lei – se um garoto de 16 anos pode votar por que não pode responder por seus atos infracionais e, pior: aos 18 anos tem sua ficha limpa, ainda que tenha cometido os piores crimes.
Há coisas simples que podem evitar muitos casos, como por exemplo sem qualquer aviso dar uma “geral” nas mochilas, nos celulares – e isso não é dever da escola, ou que os pais, sem que precise convocação, vão às escolas saber das novidades.
Vivemos num país de muitos direitos e quem pensa em necessidade de mudar, de retomar valores e respeito passa a ser criticado.
O caso de Rio Branco lamentavelmente poderia acontecer ainda que todas essas medidas fossem tomadas, mas pode servir de amostra que muita coisa deve mudar, dependendo de todos nós.
E já estamos muito atrasados.

Mais notícias sobre cidades de Rondônia


1º Tribunal do Júri de Porto Velho condena sogro por homicídio qualificado contra genro

Um homem acusado de matar o próprio genro durante sua festa de aniversário foi condenado a 14 anos de reclusão em regime inicialmente fechado....