COLUNA DO SIMPI – Conexão Marrocos

Conexão Marrocos

SIMPI retoma projeto internacional e mira novas oportunidades de negócios com o Marrocos em uma nova fase de articulação internacional com o objetivo de ampliar oportunidades de negócios para empresários de Rondônia e de toda a Região Norte do Brasil. A iniciativa marca a retomada de um trabalho iniciado ainda nos anos 2000, quando a entidade criou o Centro Avançado de Negócios para abrir portas, gerar conexões comerciais e aproximar empresas brasileiras de mercados internacionais. Na época, o projeto era desenvolvido por meio do Centro de Comércio e da Amazon Business Chamber, com sede em Tampa Bay, nos Estados Unidos. A estrutura oferecia suporte comercial e empresarial para empresas interessadas em expandir seus horizontes, com atendimento em português e inglês, videoconferências pela internet, call center e um sistema que permitia ao empresário, de qualquer lugar do Brasil, fazer contato pagando apenas uma chamada local. Ao longo dos anos, a iniciativa conquistou presença internacional, com representações delegadas em países estratégicos como China, Estados Unidos, Canadá, França, Holanda, Alemanha, Austrália, Portugal, Bélgica, Inglaterra e Itália. Com a pandemia e a forte retração do mercado global, muitos projetos precisaram ser interrompidos. Agora, em um novo cenário econômico, o SIMPI retoma esse movimento com a criação da Conexão Marrocos, uma iniciativa voltada à abertura de caminhos para produtos brasileiros em um mercado emergente e cheio de possibilidades. O Marrocos se apresenta como um destino estratégico para setores como doces, pescado, carne de frango, milho, soja, açúcar e madeira. Além das exportações, a proposta também busca estimular parcerias comerciais, intercâmbio empresarial e novas oportunidades para os empreendedores brasileiros. A iniciativa também pode contribuir para o acesso a peças, acessórios, tecnologias e máquinas modernas, fortalecendo a indústria regional e aproximando os empresários locais de soluções internacionais. Nesta nova fase, o SIMPI pretende envolver a Bélgica como elo estratégico de apoio internacional. O país pode desempenhar papel importante na logística, na orientação jurídica, na estruturação comercial, no acesso aos mercados europeus e no desenvolvimento de novas oportunidades entre Brasil, Marrocos e Europa. Para esse novo momento, o SIMPI conta com a parceria de Amir Mughal, empresário com mais de 15 anos de relacionamento com a entidade e experiência em conexões comerciais internacionais. A parceria já rendeu ideias importantes no passado, como a possibilidade de fabricação do tesbih, o rosário muçulmano também conhecido como masbaha, tradicionalmente produzido com 33 ou 99 contas. A partir dessa sugestão, utilizando sementes de açaí da Amazônia, também surgiu a possibilidade de produção de terços católicos destinados ao mercado internacional, especialmente para exportação à Itália. O exemplo mostra como matérias-primas regionais podem ganhar valor agregado e alcançar novos mercados quando conectadas a estratégias comerciais adequadas. Para o SIMPI, essa é a essência da iniciativa: transformar conexões em oportunidades, ideias em negócios e o potencial regional em presença internacional. Em um mundo cada vez mais conectado, a entidade reforça que o empresário brasileiro precisa estar preparado para crescer junto com as novas oportunidades globais. SIMPI: conectando empresas, criando oportunidades e abrindo caminhos para o futuro.
Assista: https://youtu.be/QNd5eFRv8X4

Justiça reconhece que mercadoria não pode ser retida como forma de cobrança de ICMS em Rondônia

Empresários que possuem débitos de ICMS junto à Secretaria de Estado de Finanças de Rondônia, a SEFIN, têm enfrentado uma situação bastante difícil no transporte de mercadorias que é a retenção de cargas em postos fiscais, especialmente no posto fiscal de Vilhena, como forma de pressionar o pagamento imediato do débito. A prática, no entanto, tem sido questionada judicialmente. O entendimento é de que mercadorias não podem ficar retidas ou “presas” apenas porque a empresa possui débito tributário em aberto. Isso porque a cobrança de tributos deve seguir os meios legais próprios, sem impedir o funcionamento da atividade empresarial. A decisão é considerada favorável à classe empresarial, especialmente porque muitas empresas possuem pendências fiscais, mas dependem da circulação de mercadorias para manter suas operações, atender clientes e preservar o fluxo de caixa. Na prática, segundo relatos de empresários, a retenção costuma ocorrer quando a fiscalização exige o pagamento do DARE à vista para liberar a mercadoria. Para o especialista em Direito Tributário Rafael Du, esse tipo de situação pode ser combatido por meio de medida judicial. “A existência de débito com a SEFIN não autoriza, por si só, a retenção da mercadoria como forma de cobrança. O empresário não pode ser impedido de continuar sua atividade econômica por causa de uma cobrança feita de maneira coercitiva”, explica. O entendimento segue a orientação consolidada pelo Supremo Tribunal Federal, que considera inadmissível a apreensão de mercadorias como meio indireto de forçar o pagamento de tributos. A Súmula 323 do STF trata justamente desse ponto, ao vedar a utilização da retenção de mercadorias como instrumento de coação fiscal. Em Rondônia, a SEFIN é o órgão responsável pela administração tributária estadual, e o Posto Fiscal Wilson Souto, localizado em Vilhena, atua no controle de entrada e saída de mercadorias no Estado. Diante desse cenário, empresários que estejam com mercadorias retidas por causa de débitos de ICMS devem buscar orientação especializada para avaliar a possibilidade de ingressar com medida judicial e garantir a liberação da carga. A orientação é não deixar a situação avançar sem análise técnica, já que a retenção da mercadoria pode gerar prejuízos comerciais, atrasos em entregas, perda de clientes e impacto direto no funcionamento da empresa.
Assista: https://youtu.be/9MuapAfBOU0

Fatores estruturais influenciam baixa produtividade no Brasil

A produtividade do trabalho segue entre os principais temas ligados ao crescimento econômico brasileiro. Na análise de Hudson Bessa, professor da Fundação Getulio Vargas, o debate passa pela capacidade de produção do país, pelos custos envolvidos na atividade econômica e pelos fatores estruturais que influenciam esse desempenho ao longo do tempo.
A produtividade do trabalho corresponde à quantidade produzida por trabalhador. No cenário brasileiro, a diferença em relação a economias como a dos Estados Unidos permanece significativa: enquanto um trabalhador americano produz quatro unidades, em média, um brasileiro produz uma. Esse resultado está diretamente ligado ao custo de produção de bens e à prestação de serviços, com impacto sobre a competitividade e sobre o ritmo de crescimento da economia. O avanço da produtividade aparece como um desafio de longo prazo e depende de uma série de medidas estruturais. Entre elas, a educação ocupa um papel central. Nas últimas duas décadas, o Brasil ampliou os gastos no setor, mas os resultados ainda não acompanham esse movimento. Em rankings internacionais, o desempenho do país segue abaixo de outras economias, indicando dificuldades no aproveitamento desses recursos. Dados do ranking do International Institute for Management Development (IMD) colocam o Brasil na 58ª posição entre 69 países avaliados em produtividade. O levantamento também mostra o país atrás de diversas economias com PIB per capita inferior, reforçando a discussão sobre a necessidade de mudanças estruturais. Além da educação, outros fatores entram nesse debate, como segurança jurídica, implementação da reforma tributária, reforma administrativa e investimentos em infraestrutura. Entre os pontos citados estão a redução dos custos logísticos e a ampliação de alternativas de transporte, incluindo melhorias rodoviárias e cabotagem.
A avaliação é que a combinação dessas medidas pode reduzir os custos de produção e ampliar a produtividade ao longo do tempo. Trata-se de um processo de longo prazo, que envolve diferentes governos e depende de continuidade em políticas voltadas à educação e à estrutura econômica do país.
Assista: https://youtu.be/cjGfQiw4nR4

Para onde vai o dólar?

Economista explica fatores que influenciam a volatilidade cambial no Brasil Segundo o economista Roberto Luis Troster, o dólar também funcionaria como um mecanismo de equilíbrio do comércio internacional. No entanto, ele aponta que esse comportamento não ocorre de forma estável no Brasil devido à elevada volatilidade cambial. A explicação apresentada envolve o funcionamento do mercado futuro de dólar no país. De acordo com o economista, o mercado futuro possui maior sofisticação e volume de operações do que o mercado à vista, fazendo com que fatores financeiros tenham peso relevante na formação da taxa de câmbio. Nesse cenário, operações ligadas às taxas de juros e às condições políticas passam a influenciar o comportamento do dólar além dos fundamentos econômicos tradicionais. Como consequência, a moeda apresenta oscilações frequentes e intensas.A volatilidade cambial, segundo a análise, impacta a economia e o sistema financeiro. Entre as medidas apontadas estão ajustes no mercado futuro e mudanças na política cambial para reduzir oscilações abruptas da moeda. Uma das alternativas mencionadas é a adoção de uma banda cambial móvel, mecanismo utilizado para amortecer tanto movimentos de alta quanto de baixa do dólar dentro de determinados limites.
Assista: https://youtu.be/KRS7tF5R-U4

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