Caso envolvendo sistema de regulação da saúde pode virar alvo de CPI em Cacoal

Uma possível falha ou suposta exclusão de dados no sistema de regulação da saúde de Cacoal tem gerado preocupação entre autoridades e usuários da rede pública municipal. O caso veio à tona após denúncias apresentadas pelo prefeito Tony Pablo (PSD), que encaminhou a situação ao Ministério Público e à Polícia Civil para que sejam realizadas as devidas investigações.

Diante da gravidade das informações divulgadas, o vereador Amarilson Carvalho defendeu que a Câmara Municipal avalie a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para acompanhar o caso e contribuir com a apuração dos fatos.

Segundo os relatos, o problema teria sido identificado após a exoneração de uma ex-servidora. Conforme as denúncias, senhas de acesso, logins, cadastros e registros considerados essenciais para o funcionamento do sistema teriam desaparecido, comprometendo informações relacionadas ao agendamento e encaminhamento de consultas, exames e procedimentos médicos.

Ainda de acordo com as informações divulgadas, a situação teria dificultado a realização de novos cadastros e a continuidade de atendimentos já em andamento, levantando dúvidas sobre o alcance dos possíveis prejuízos causados aos pacientes que dependem dos serviços de saúde do município.

Ao defender a criação de uma CPI, o parlamentar argumentou que a dimensão do caso exige uma investigação ampla, transparente e rigorosa, capaz de esclarecer as circunstâncias dos fatos, identificar eventuais responsáveis e dimensionar os impactos causados à administração pública e à população.

O vereador destacou ainda que a regulação da saúde é um serviço fundamental e diretamente ligado ao atendimento da população, razão pela qual considera indispensável garantir a preservação das informações, a continuidade dos serviços e o pleno acesso dos pacientes aos procedimentos necessários.

Enquanto o caso segue sob análise dos órgãos competentes, a possibilidade de instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito deverá ser discutida pelos vereadores da Câmara Municipal, que poderão decidir sobre a abertura de uma investigação legislativa paralela para acompanhar o andamento das apurações.

 

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