Empresas apontadas como integrantes do esquema funcionavam em endereços sem qualquer atividade comercial, segundo relatório final da PF

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Empresas registradas em salas comerciais sem qualquer estrutura de funcionamento movimentaram R$ 312,4 milhões durante o esquema de descontos ilegais em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A informação consta no relatório final da Polícia Federal (PF), obtido pela coluna, em inquérito que investiga uma organização criminosa suspeita de desviar mais de R$ 700 milhões de aposentados e pensionistas.
De acordo com o relatório, testemunhas informaram que as salas permaneciam fechadas durante o horário comercial e não apresentavam atividade empresarial.
Caminho do dinheiro
As apurações indicam que, após o INSS repassar os valores arrecadados com descontos associativos à Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), cerca de 91% dos recursos era transferido para empresas vinculadas ao grupo investigado.
Segundo a Polícia Federal, essas pessoas jurídicas eram utilizadas para pulverizar os recursos e dificultar o rastreamento da origem e do destino do dinheiro.
Bens apreendidos
Durante as buscas na residência dos investigados, a PF apreendeu uma BMW X5, uma Land Rover Defender, armas de fogo, R$ 12.490 em espécie e equipamentos eletrônicos, que passarão por perícia.
(METRÓPOLES)














