CINEAMAZÔNIA: Filme E Assim Aprendi a Voar inspira estudantes ao mostrar superação e inclusão por meio do audiovisual

A trajetória de um jovem em busca de uma oportunidade de trabalho e a descoberta do cinema como caminho de transformação marcaram uma das exibições da programação de abertura da 19ª edição do CINEAMAZÔNIA – Festival de Cinema Ambiental, realizada nesta segunda-feira (3), na Escola Estadual Major Guapindaia, em Porto Velho.

O filme E Assim Aprendi a Voar, dirigido por Antonio Fargoni, foi um dos destaques da programação e emocionou os estudantes ao abordar temas como inclusão, resiliência e a capacidade de reinventar a própria trajetória diante das dificuldades. A obra acompanha Guilherme, um jovem que enfrenta desafios para conseguir um novo emprego e encontra no cinema a motivação necessária para seguir em frente.

Produzido em Rondônia e premiado em festivais como o Cine Minhocão, o Festival de Rondônia e o Olhar do Norte, o curta-metragem levou para a tela uma história de perseverança que dialogou diretamente com a realidade de muitos jovens presentes na sessão.

Protagonista do filme, Guilherme Sussuarana acompanhou a exibição ao lado dos estudantes e participou das atividades do festival. Cadeirante, ele conta que sua entrada no audiovisual aconteceu de forma inesperada, mas acabou se tornando uma experiência transformadora. “Eu entrei no audiovisual quase por acaso e descobri um universo que me fez enxergar novas possibilidades para a minha vida. O filme fala sobre dificuldades, mas também sobre persistência, sobre acreditar que a gente pode continuar seguindo em frente mesmo quando as portas parecem fechadas. Como pessoa com deficiência, eu sei que muitas vezes a sociedade tenta nos limitar, mas esse trabalho mostra justamente o contrário: que nós podemos ocupar espaços, contar nossas histórias e realizar nossos sonhos”, afirma.

Para o ator, a exibição dentro de uma escola pública amplia ainda mais o alcance da mensagem proposta pela obra. “Quando esses estudantes assistem ao filme, eles podem se identificar de diferentes formas com a história. E, para os jovens com deficiência, existe também a oportunidade de se enxergar na tela, de perceber que eles podem estar em qualquer lugar que desejarem. A representatividade é importante porque mostra possibilidades e ajuda a construir confiança para enfrentar os desafios da vida”, destaca.

Cinema dentro da escola

A exibição integrou a programação de abertura do CINEAMAZÔNIA na Escola Major Guapindaia, que ao longo do dia recebeu produções audiovisuais voltadas à valorização da cultura amazônica, à reflexão sobre questões sociais e ambientais e ao fortalecimento da produção cinematográfica regional.

Ao levar filmes para dentro das escolas, o festival busca aproximar estudantes do audiovisual e estimular novos olhares sobre temas presentes em seu cotidiano.

Para o diretor do CINEAMAZÔNIA, José Jurandir da Costa, a experiência vai além da simples exibição de obras cinematográficas. “O CINEAMAZÔNIA nasceu com a missão de democratizar o acesso ao cinema e levar a produção audiovisual para públicos que muitas vezes não têm contato com esse tipo de experiência. Quando exibimos um filme como E Assim Aprendi a Voar dentro da escola, estamos oferecendo aos estudantes a oportunidade de refletir sobre inclusão, superação e cidadania por meio de uma linguagem que dialoga diretamente com eles”, afirma.

A programação da 19ª edição do CINEAMAZÔNIA segue até o dia 7 de agosto, com exibições de filmes, oficinas e atividades formativas em escolas públicas de Porto Velho, Candeias do Jamari e Itapuã do Oeste.

A 19ª edição do CINEAMAZÔNIA – Festival de Cinema Ambiental é realizada com recursos da Lei Paulo Gustavo, do Fundo Estadual de Desenvolvimento da Cultura (FEDEC), por meio da Secretaria de Estado da Juventude, Cultura, Esporte e Lazer (SEJUCEL), do Estado de Rondônia.

Apoio: Cinemateca Brasileira; Sociedade Amigos da Cinemateca; Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq); LUCA – Laboratório Universitário de Cinema e Audiovisual; Programa de Pós-Graduação em Comunicação; Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis da Universidade Federal de Rondônia (UNIR).

Realização: Acapulco Filmes.

João Alves – Assessoria de Imprensa

Mais notícias sobre cidades de Rondônia




PF e Ibama combatem garimpo ilegal em terra indígena

Ação conjunta inutilizou motocicletas, motores, gerador, balsa e 11 acampamentos usados na logística do garimpo em Cacoal/RO e em Rondolândia/MT   A Polícia Federal, em atuação...



© Tribuna Popular. Todos os Direitos reservados