Levantamento mostra senador à frente de Fúria, Expedito Netto e Hildon Chaves nas três simulações em que é testado; candidato do PL também lidera o primeiro turno com 24%
Marcos Rogério (PL) aparece à frente dos adversários nas três simulações de segundo turno em que seu nome foi testado pela pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25). Em todos esses confrontos, a vantagem supera dez pontos percentuais.
O cenário mais apertado é contra Adailton Fúria (PSD). Marcos Rogério registra 40%, diante de 29% do candidato do PSD, uma diferença de 11 pontos percentuais. Branco, nulo ou nenhum dos dois somam 16%, enquanto 15% estão indecisos.
Contra Expedito Netto (PT), Marcos Rogério chega a 49%, ante 23% do petista. A distância aumenta para 26 pontos percentuais. Outros 15% escolheriam branco, nulo ou nenhum dos candidatos, e 13% não souberam responder.
A maior diferença aparece no confronto com Hildon Chaves (União). Marcos Rogério tem 47%, enquanto o ex-prefeito de Porto Velho registra 20%, uma vantagem de 27 pontos. Branco, nulo ou nenhum somam 17%, e os indecisos representam 16%.
A Quaest também apresentou três simulações sem Marcos Rogério. Adailton Fúria aparece com 37% contra 23% de Hildon Chaves. Em um confronto com Expedito Netto, Fúria registra 41%, diante de 18% do candidato do PT. Já Hildon tem 33% contra 27% de Expedito.
No cenário estimulado de primeiro turno, Marcos Rogério também ocupa a primeira colocação, com 24% das intenções de voto. Adailton Fúria aparece com 21%, diferença de três pontos percentuais, equivalente à margem de erro do levantamento.
Expedito Netto e Hildon Chaves têm 10% cada. Samuel Costa (PSB) aparece com 2%, enquanto Pedro Abib (MDB) registra 1%. Branco, nulo ou quem afirma que não vai votar somam 10%, e os indecisos chegam a 22%.
A Quaest perguntou ainda o grau de definição da escolha. Para 57% dos entrevistados, o voto para governador já é definitivo. Outros 42% dizem que ainda podem mudar de candidato até a eleição de 4 de outubro.
Na pesquisa espontânea, realizada sem a apresentação dos nomes, Adailton Fúria aparece com 12%, seguido por Marcos Rogério, com 11%. Hildon Chaves registra 4%, Expedito Netto tem 3% e outros nomes somam 1%. Nesse recorte, 65% permanecem indecisos e 4% declaram voto branco, nulo ou afirmam que não pretendem votar.
O levantamento também perguntou aos eleitores sobre os rumos que desejam para o próximo governo estadual. Para 44%, é necessário mudar totalmente o trabalho que vem sendo realizado. Outros 34% defendem alterar apenas o que não está bom, enquanto 17% preferem continuidade. Não souberam ou não responderam 5%.
Quando o assunto é alinhamento nacional, 43% dizem preferir que o próximo governador seja aliado de Flávio Bolsonaro. Outros 23% querem um aliado do presidente Lula, enquanto 30% preferem um governador independente. Não souberam ou não responderam 4%.
O apoio de Flávio Bolsonaro aumenta a possibilidade de voto em determinado candidato para 36% dos entrevistados, não interfere para 42% e diminui a chance para 19%. No caso de Lula, 18% afirmam que o apoio aumenta a possibilidade de voto, 36% dizem que não altera a decisão e 43% avaliam que reduz a chance.
A saúde aparece como o principal problema de Rondônia para 37% dos entrevistados. Violência vem em seguida, com 13%, e infraestrutura, com 9%. Corrupção é citada por 7%; desemprego e economia, por 4% cada; educação, por 3%; pobreza e desigualdade, por 2%; e enchentes, por 1%. Outros problemas somam 9%, e 10% não souberam responder.
Na medição de rejeição, Expedito Netto apresenta o maior percentual de entrevistados que afirmam conhecê-lo e não votar nele, com 40%. Marcos Rogério registra 27%, Hildon Chaves, 22%, Adailton Fúria, 18%, Samuel Costa, 13%, e Pedro Abib, 10%.
Marcos Rogério, por outro lado, também tem o maior percentual de eleitores que afirmam conhecê-lo e votar nele: 40%. Adailton Fúria registra 35%, Hildon Chaves, 20%, Expedito Netto, 17%, Samuel Costa, 4%, e Pedro Abib, 2%.
A Quaest mediu ainda a percepção sobre o atual Governo de Rondônia. A administração estadual é aprovada por 46% e desaprovada por 34%, enquanto 20% não souberam ou não responderam. Na avaliação por conceitos, 32% classificam o governo como positivo, 44% como regular e 17% como negativo. Outros 7% não responderam.
Questionados se Marcos Rocha merece ser reeleito ou eleger um sucessor, 38% responderam que sim, enquanto 45% disseram que não. Outros 17% não souberam ou não responderam.
A pesquisa Quaest, encomendada pela Rede Amazônica, ouviu 804 eleitores de Rondônia com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto de 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob os números RO-05711/2026 e BR-00490/2026.

