Após o eclipse solar total que encantou a Europa em 12 de agosto, mas não pôde ser visto do Brasil, um segundo eclipse acontecerá neste mês.
Trata-se desta vez de um eclipse lunar parcial, que poderá ser observado em todo o Brasil na noite desta quinta-feira (27/8) para sexta-feira (28/8).
O fenômeno terá início às 22h24 de quinta-feira e continuará durante a madrugada. O ápice ocorrerá às 1h13 de sexta-feira, quando a Lua estará mais encoberta pela sombra da Terra.
Durante um eclipse lunar, a Terra passa entre o Sol e a Lua e projeta sua sombra sobre o satélite. Desde que as condições meteorológicas sejam favoráveis, o fenômeno poderá ser visto em todas as regiões do Brasil. Ao contrário do eclipse solar, o fenômeno lunar não exige óculos especiais e pode ser visto a olho nu.
Apesar de quase toda a Lua ficar escurecida, o eclipse é classificado como parcial, porque uma pequena parte do satélite permanecerá fora da chamada umbra, a região mais escura da sombra projetada pela Terra.
Eclipse lunar, visto do Brasil
O fenômeno também será visível a partir da África e partes da Europa. A previsão é de que até 95% da Lua fique com um tom avermelhado.
O eclipse lunar só pode acontecer durante a Lua cheia e pode vir de três formas diferentes: total, parcial e penumbral.
Quando a luz do Sol bate na Terra, cria dois tipos de sombras, a umbra (sombra mais escura) e a penumbra (uma sombra mais branda).
“A Lua não vai entrar totalmente na umbra, ela quase vai entrar. Vai funcionar como se fosse um eclipse total, porque ela vai começar a ficar vermelha, e essa vermelhidão é o reflexo da luz do Sol batendo na atmosfera da Terra”, disse Nascimento à Agência Brasil.
Segundo a astrônoma, para assistir ao eclipse lunar não é preciso nenhum tipo de óculos ou técnica especial: basta escolher um lugar aberto, com uma visão limpa para a lua e de preferência com pouca interferência de luz artificial.
O Observatório Nacional vai transmitir o eclipse lunar de maneira gratuita pelo seu canal no YouTube.

Eclipse solar
Em um eclipse solar total, a Lua passa entre o Sol e a Terra, cobrindo inteiramente a face do Sol ao longo de uma estreita faixa da superfície do nosso planeta. Essa faixa é chamada de “caminho da totalidade”. O céu se escurece em pleno dia, semelhante a um crepúsculo. Alguns animais chegam a alterar seu comportamento por causa do fenômeno.
Durante a totalidade, a mudança na luz pode ser acompanhada por uma queda na temperatura. O horizonte pode ganhar cores semelhantes às do pôr do sol, enquanto estrelas e planetas mais brilhantes podem ficar visíveis. Nos últimos instantes antes da totalidade, também pode ocorrer o chamado “efeito de anel de diamante”, quando pequenos pontos de luz do Sol aparecem através dos vales da Lua.
Com o Sol completamente encoberto, sua coroa — a camada mais externa de sua atmosfera — também fica visível. Normalmente, ela é difícil de observar por causa do intenso brilho do Sol. Cientistas aproveitam justamente esses poucos minutos de escuridão para estudar essa região e o campo magnético do Sol.
No eclipse solar, a Lua consegue cobrir o Sol apenas devido à grande proximidade do satélite em relação ao nosso planeta. A Lua é muito menor que o Sol: seu diâmetro é de 3.476 km, em comparação com os 1,4 milhão de km de diâmetro do Sol.
O eclipse solar total de 12 de agosto de 2026 pôde ser visto em partes da Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, Oceano Atlântico, Espanha e em uma pequena área de Portugal, de acordo com a Nasa.
Já um eclipse parcial pôde ser visto em partes do Hemisfério Norte, incluindo áreas do norte dos Estados Unidos, a maior parte do Canadá, grande parte da Europa e o noroeste da África. (BBC)

