COLUNA BOCA MALDITA – ACABOU O CARNAVAL!


DIA INTERNACIONAL DA MULHER

O Dia Internacional da Mulher certamente é umas das datas mais marcantes no mundo, por uma razão muito natural: a mulher tem realmente a essência da vida, da meiguice, da força, da inteligência, da coragem, da determinação, da superação. A mulher tem a capacidade de gerar vidas e isto diz tudo sobre a importância deste ser tão admirável. A coluna registra os parabéns para todas as mulheres do mundo, do Brasil, de Rondônia e especialmente de Cacoal, a Capital do Café. Na realidade, todas as homenagens, todas as solenidades e todos os adjetivos que forem empregados para celebrar o dia 8 de março serão muito justos, porque as mulheres merecem. Aproveitamos a oportunidade para dizer que todas as formas de violência contra as mulheres também devem ser combatidas com a mesma intensidade e com a mesma determinação, porque as mulheres merecem homenagens e merecem respeito. Parabéns a todas as mulheres!!!!

ACABOU O CARNAVAL

No Brasil, há uma tradição antiga pela qual se diz que o ano começa, de verdade, depois do carnaval. Então, Rondônia não foge desta tradição, principalmente porque os rondonienses acompanham com frequência todas as movimentações do país. No universo político, o estado já se prepara para algumas novas articulações, especialmente porque teremos eleições gerais no próximo ano. Na esfera estadual, o governador Marcos Rocha se prepara para fazer algumas mudanças administrativas em seu quadro de chefias. A Casa Civil, que está sem um titular desde a exoneração de Júnior Gonçalves deve ser um dos primeiros alvos de alterações. Além disso, comenta-se nos bastidores que o governador pretende fazer outras mudanças em diferentes setores de sua administração. Ainda não há nomes citados, porque Marcos Rocha deseja uma reforma administrativa sem muito barulho, para evitar especulações. Embora o governo seja livre para fazer as mudanças que desejar, é necessário destacar que, a depender do nome, as relações com os demais poderes e com a sociedade podem sofrer alterações. Assim, o melhor é esperar e ver os nomes.

ECONOMIA DE MOMO

O estado de Rondônia possui uma grande parcela de sua população ligada ao segmento evangélico e isto praticamente anula a folia do Rei Momo em muitos municípios do estado, entretanto não se pode negar que o carnaval gera renda, gera empregos e contribui de forma significativa para aquecer a economia do estado. O comércio ganha muita força em municípios como Guajará-Mirim e Porto-Velho, onde as tradições de carnaval são mantidas e crescem a cada ano. No caso de Porto-Velho, a famosa Banda do Vai Quem Quer levou milhares de pessoas para as ruas. Segundo estimativa da Polícia Militar, mais de 60 mil pessoas acompanharam a banda por diversas ruas e avenidas da capital. No interior do estado, onde muitos prefeitos são controlados politicamente por lideranças religiosas, a situação é completamente diferente. É comum ver em municípios como Ji-Paraná, Ariquemes, Cacoal e Vilhena a apresentação de bandas que fazem apresentações exclusivas para o público evangélico, enquanto os demais setores da sociedade são esquecidos. Certamente, se houvesse carnaval nesses municípios, a maior parte da população entraria na festa e movimentaria a economia com a mesma força das bandas dedicadas ao evangelismo.

COMPRA DE HOSPITAL

O governador Marcos Rocha reuniu alguns de seus assessores e determinou que eles devem ter o máximo de empenho para buscar a compra de um novo hospital na capital do estado. A intenção do governo e buscar uma solução para o Hospital João Paulo II, que não possui as condições necessárias para atender às demandas da saúde há décadas. Milhares de rondonienses costumam chamar de açougue o João Paulo II, porque em muitos casos a situações dos pacientes é desumana. Os problemas não acontecem pela falta de atendimento, porque os funcionários da unidade praticamente tentam fazer milagres. O grande problema, que muitas vezes se transforma em drama, é a falta de estrutura física e até mesmo de equipamentos. Nos últimos meses, diversas denúncias foram feitas inclusive sobre a falta de medicamentos básicos como dipirona em unidades de saúde da capital. Como o João Paulo II recebe pacientes de todos os municípios do estado, realmente não existem as condições necessárias para funcionar de modo suficiente, com a estrutura atual, e alguma medida urgente precisa ser adotada. Neste fim de semana, o governo fará a inauguração do novo Hospital Regional de Guajará-Mirim, que pode ajudar na estrutura estadual, mas não será suficiente, até mesmo pela distância em relação aos demais municípios.

INTÉRPRETE DE LIBRAS 

A Prefeitura de Cacoal vai precisar adotar alguma medida para a contratação de intérprete de Libras, uma vez que a legislação garante à comunidade surda o direito de ter esse tipo de profissional. No ano passado, a administração municipal realizou um concurso público e o edital previa uma vaga para o cargo. Porém todas as pessoas inscritas para o cargo de Intérprete de Libras foram reprovadas, porque não alcançaram a pontuação mínima para garantir a aprovação. O fenômeno é curioso, porque muitos candidatos que fizeram a inscrição para outros cargos não conseguiram as melhores classificações, mas obtiveram a nota mínima necessária e podem ser convocados com o passar do tempo, já que pode haver necessidades futuras. Conforme prevê a legislação brasileira, os concursos públicos possuem validade de dois anos e podem ter a validade renovada por igual período. Então, os candidatos que não forem convocados dentro da margem de vagas que terão a convocação imediata podem ser chamados futuramente. Com relação aos candidatos que fizeram a prova para Intérprete de Libras, isto não se aplica, já que não foram classificados.

SECRETÁRIOS DEMITIDOS

Nos últimos dias, o prefeito Adailton Fúria exonerou diversas pessoas da administração, entre secretários de algumas pastas e outros cargos importantes. Curiosamente, algumas dessas pessoas exoneradas possuem estreita ligação com o vice-prefeito Tony Pablo, amigo próximo de Fúria por longa data. Após as exonerações, tanto o prefeito como o vice-prefeito, além de aliados da administração, passaram a dizer que as exonerações representam apenas o sistema de trocas que é comum em todas as administrações e que a relação entre prefeito e vice continua inabalável. Todavia, diversas pessoas que possuem informações de bastidores afirmam que a história não é bem assim e que de fato pode ter havido um racha entre Fúria e Tony Pablo. Claro que eles vão negar, porque tomaram posse há dois meses, mas os rumores de uma possibilidade de briga de egos já eram fortes, mesmo no período de campanha. No início deste ano, o prefeito resolveu ficar afastado por vários dias e o vice-prefeito arregaçou as mangas e teve uma atuação que recebeu elogios de muitas pessoas, inclusive de quem criticava a escolha de Tony Pablo. Agora já se sabe que quando Adailton Fúria resolver disputar a eleição para governador, o município não terá problema, porque o vice tem buscado demonstrar muita habilidade para o cargo.

CASINHAS ELEITORAIS

Durante grande parte do primeiro mandato do prefeito Adailton Fúria, as casinhas do Programa Minha Casa Minha Vida, construídas no Vale Verde, em Cacoal, foram objetos de propaganda política da administração. Em 2024, um dos vereadores ligados ao prefeito pegou, não se sabe com quem, todos os contatos telefônicos das pessoas contempladas e criou um grupo de WhatsApp. Neste grupo, o vereador dizia ser um grande lutador pelas famílias contempladas e dizia que as casas seriam entregues para todas as famílias. Isto configura claramente o uso político de bens públicos, mas nenhuma denúncia sobre o caso foi registrada oficialmente. O vereador teve uma votação estrondosa e não foi nenhuma novidade, porque 300 famílias numa campanha eleitoral fazem muita diferença. O problema é que após o ano de 2024 se passar, estamos no mês de março e ninguém fala mais sobre uma previsão de entrega das casinhas. Como haverá eleição no próximo ano, não é de se duvidar que as casinhas sejam novamente usadas como moeda eleitoral em Cacoal, porque esse tipo de situação infelizmente é comum na Capital do Café.

FERIADO DE CARNAVAL

Durante os primeiros quatro anos da administração do prefeito Adailton Fúria, um grupo de empresários do município chegou a realizar diversas conversas com os vereadores daquela legislatura para tentar acabar com o feriado de carnaval. Eles alegam que sofrem prejuízos com o feriado e que as empresas geram muitos empregos na cidade. É necessário esclarecer que as empresas não foram responsáveis pela iniciativa, porque isto teria sido uma promessa de campanha feita aos empresários na campanha de 2020. Tempos depois da eleição daquele ano, o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, enviou ao legislativo um projeto de lei que tinha como finalidade acabar com o feriado de carnaval. Entretanto, a pressão de muitos trabalhadores do comércio levou os vereadores a rejeitarem a matéria e o problema dos empresários continuou sem uma solução. Em Cacoal, é muito comum a Câmara Municipal recuar, todas as vezes em que uma matéria que mexe com grande parte da população é colocada em discussão. Eles prometem aos interessados que vão aprovar, mas depois mudam de opinião, quando percebem a pressão popular. Isto já aconteceu nessa legislatura, com a situação da criação de cargos comissionados na administração.

PROBLEMAS TRABALHISTAS
Para que o leitor compreenda com clareza a situação do carnaval e outros feriados, é importante esclarecer que as empresas podem funcionar em dias de feriados, principalmente quando esses feriados não estão na lista de feriados nacionais. Existem alguns feriados que abrangem o país inteiro, como é o caso de 1º de janeiro, 21 de abril, 1º de maio, 7 de setembro, 2 de novembro, 15 de novembro e 25 de dezembro. No caso do carnaval, o feriado é normalmente na terça-feira, mas geralmente os órgãos públicos decretam ponto facultativo na segunda e na quarta. Vale lembrar que as empresas privadas podem funcionar, mas a legislação determina o pagamento dobrado em dia de feriado. Assim, muitos trabalhadores não têm problema em trabalhar nos feriados, mas, muitas vezes, as empresas não possuem suporte financeiro para pagar os custos. Não é uma decisão muito fácil acabar com o feriado de carnaval nos estados e municípios, porque esta é uma tradição que chegou ao Brasil no século XVII e representa uma das maiores paixões da população. Uma lei que acaba com o feriado no município pode ser muito interessante para as empresas, mas vai colocar os vereadores numa tremenda saia justa, porque os trabalhadores da iniciativa privada representam uma parcela significativa da população de Cacoal. Ao que se sabe, houve nova promessa de campanha para acabar com a carnaval em Cacoal, então vamos

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