Lúcio Albuquerque
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A pergunta pegou-me de surpresa e, inicialmente, eu nem sabia o que dizer: “É verdade que depois de 54 anos a Madeira-Mamoré está mudando de nome? Por quê?”. Do outro lado da ligação estava uma pessoa nem tão minha conhecida e eu perguntei “Que estória é essa?”. A resposta foi simples: “Um amigo ligou e disse que viu isso num livro”, aí, como diziam minhas netas, “caiu a minha ficha”.
Depois de uns 5 minutos de conversa concluí que ele estava falando do livro, o 12º da lavra do escritor Paulo Saldanha, “Entre brancos e originários – a Ferrovia de Deus”, uma história meio romanceada da relação não sempre amena dos construtores da ferrovia com os índios ao longo de sua construção e uso. Nada além disso.
E o nome do livro- “Ferrovia do Diabo”, não foi também escolhido pelo autor da obra, o jornalista Manoel Rodrigues Ferreira que em várias vezes tive a satisfação de entrevistar, na última com o jornalista zé Carlos Sá, quando ele explicou o título, “que eu pretendia fosse “EFMM uma ferrovia na selva”, mas quando eu fui para casa ele mudou para “Ferrovia do Diabo”, alegando que assim seria mais interessante ao público.
A! Sim, e uma explicação a seguir sobre o que mais fez o jornalista e escritor, autor de várias outras obras, com certeza a mais importante tenha sido mesmo a que tratou da construção da ferrovia que deu origem ao Estado de Rondônia, e que, em minha opinião merece um espaço muito maior na nossa historiografia, e não só isso.

Duas capas de edições diferentes do livro que deu visão da EFMM na literatura












