
A cápsula Orion completou com sucesso o retorno à Terra e pousou no oceano Pacífico, na costa de San Diego, nos Estados Unidos, encerrando a missão Artemis 2.
Após a fase mais crítica da reentrada na atmosfera, a nave desacelerou com a ajuda dos paraquedas e atingiu o mar de forma controlada, a cerca de 32 km/h, garantindo a sobrevivência da tripulação.
A bordo estão Reid Wiseman, Jeremy Hansen, Victor Glover e Christina Koch, que realizaram uma viagem histórica em órbita lunar, mais de 50 anos após as últimas missões tripuladas ao satélite natural da Terra.
Equipes de resgate da Marinha dos EUA já se aproximam para garantir a segurança dos astronautas e iniciar os procedimentos de recuperação da cápsula. Um protocolo rigoroso está em vigor, já que a Orion ainda permanece quente após a reentrada e pode liberar gases.
Por isso, a retirada da tripulação será feita de forma controlada, com mergulhadores avaliando previamente as condições do ar e da água antes da abertura da escotilha.
A reentrada na atmosfera e o pouso no mar envolviam riscos elevados, com a cápsula Orion enfrentando temperaturas de até 2.760°C — cerca de metade da temperatura da superfície do Sol.
A reentrada era tratada com cautela pela Nasa, especialmente após a missão Artemis 1, quando danos inesperados no escudo térmico geraram uma investigação que atrasou a missão atual em mais de um ano.
Nesta fase, a Orion reentra na atmosfera terrestre a mais de 40 mil km/h, em um processo que não pode ser totalmente reproduzido em simuladores.
Para desacelerar, a cápsula usa a própria atmosfera como resistência, entrando em um ângulo calculado.
Entrar em ângulo prolonga a descida — de cerca de um para cinco minutos — e reduz as forças às quais a tripulação é submetida, embora os astronautas ainda enfrentem forte pressão gravitacional.
Pouso no oceano e resgate
Os paraquedas de desaceleração são projetados para estabilizar e reduzir a velocidade da espaçonave antes da abertura dos paraquedas principais, que só irá acontecer a cerca de 1,8 km de altitude, reduzindo a velocidade da espaçonave para uma queda de 32 km/h no Oceano Pacífico.
Uma equipe de resgate estará posicionada próximo ao litoral da Califórnia para o resgate imediato da tripulação após o pouso.
A cápsula pode atingir o mar em diferentes posições — de cabeça para baixo, de lado ou na vertical. Em todos os cenários, airbags infláveis são acionados automaticamente para colocá-la na posição correta, permitindo a saída segura dos astronautas. (BBC)












