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O Dia na História Rondônia Tribuna Livre

Artigo: FOGO AMIGO PODE PREJUDICAR, E MUITO, BOLSONARO

2 minutos de leitura

Por Lúcio Albuquerque

Há algumas colunas anteriores escrevi que o então candidato Jair Bolsonaro tinha problemas muitos, e que não eram apenas os adversários. Citei que um dos problemas eram os agentes do “fogo amigo” – um termo militar que representa quando artilharia e outros bombardeamentos ao invés de atingirem os amigos acertam, mesmo, os aliados que estão na vanguarda.


Sou dos que entendem não haver como admitir a teoria de que “se os outros erraram, por que eu também não posso errar”. Na campanha parentes de Bolsonaro e aliados várias vezes deram “munição” aos contrários, e estes só não conseguiram melhor êxito por uma mistura de incompetência, excesso de autoconfiança e porque estavam tão desacreditados que ninguém lhes dava qualquer crédito afora, lógico, os envenenados pela incapacidade de pensar, mas que não conseguiam sucesso em suas perorações porque não tiveram o aval da chefia.
Já no dia da posse – dispenso aqui até porque foi interessante o discurso em libras da mulher do Bolsonaro, e dos dois selinhos, porque isso serviu até para dar uma aura diferente e relaxante a uma cerimônia que durou mais de seis horas – a presença de um camarada sentado atrás do presidente e esposa, que, segundo a mídia, era um dos filhos dele, representou, pelo menos, um símbolo desrespeitado, haja vista ser aquele carro um símbolo da própria Presidência ().
Agora um grupo de amigos, colegas da igreja onde a esposa do presidente frequenta no Rio de Janeiro, foi convidado a visitar a nova residência do casal, um fato normal, afinal é comum que as pessoas convidem aqueles que lhes são caros a ir conhecer suas novas residências.
Mas no caso do novo endereço do casal presidente aí é outra coisa e, pelo menos, uma regra de compostura básica os visitantes deveriam ter mantido. Pelo que se viu a coisa descambou, gerando, pelo visto, mais “fogo amigo” para alimentar a artilharia dos adversários (ou seriam inimigos, mesmo?).
O que este eleitor, que continuar acreditando não ter jogado fora seu voto, sugere é que o presidente, com relação aos efeitos perniciosos do “fogo amigo”, não esqueça de Voltaire e seu dito famoso: “Que Deus cuide dos meus amigos, que dos inimigos cuido eu”.
No momento atual observa-se a possível afirmação/consolidação do nome de Flávio como candidato em outubro deste ano.
OBS: Seis anos depois este comentário tem a ver com o momento de pré-candidaturas e, no que concerne a Bolsonaro, situação que pode estar beneficiando os adversários

Voltaire: “…dos inimigos cuido eu”

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