Centro Olawatawah quer aliar o Etnoturismo à medicina da floresta na Terra Indígena Sete de Setembro em Rondônia

Objetivo principal do Centro é preservar e promover práticas ancestrais de cura e bem-estar

Inicialmente sediado na Aldeia Paiter, há pouco mais de dois anos o Centro de Medicina Tradicional Olawatawah mudou sua sede para a Aldeia Napidjan, na Linha 09, área rural de Cacoal (RO).

No novo espaço, o objetivo é ampliar a atuação do Centro, voltada à preservação das plantas medicinais e saberes tradicionais. Como forma de fortalecer esse trabalho, que tem como objetivo promover a “cura pela floresta”, os indígenas da etnia Paiter Suruí, sob a coordenação de Naraiamat Suruí, querem aliar o etnoturismo e o turismo de saúde à realidade da aldeia. Tudo isso gerando emprego e renda para os próprios membros da Napidjan.

“Nós queremos melhorar a estrutura aqui no Centro, para que os visitantes possam ter um local para hospedagem, um restaurante para a alimentação, principalmente com a comida tradicional do nosso povo e, assim, ampliar a experiência em nossa aldeia e no Centro de Medicina da Floresta”, destaca Naraiamat Suruí.

Além de uma estratégia na busca pela saúde do Povo Paiter, a criação do Centro tornou-se uma importante forma de preservar o conhecimento indígena. “É um exemplo poderoso de como a floresta não é apenas morada, mas também farmácia viva, por meio da utilização das plantas medicinais tradicionais e do conhecimento dos mais velhos, que são compartilhados de geração em geração”, ressalta o coordenador.

O novo Centro ainda está em fase de estruturação, mas as plantas medicinais inicialmente são cultivadas no viveiro e, depois, transplantadas para a floresta. Quando atingirem o estágio ideal, serão utilizadas no tratamento de diversos sintomas e enfermidades. O objetivo é que todos possam se beneficiar das propriedades curativas da medicina tradicional da floresta.

 

Centro Olawatawah alia etnoturismo e turismo de saúde gerando renda para a aldeia

Propósito e Atuação

  • Preservação cultural: O Centro de Medicina Tradicional Olawatawah busca fortalecer a cultura tradicional dos Paiter Suruí, promovendo práticas ancestrais de cura e bem-estar.
  • Sustentabilidade: Além do uso de plantas medicinais, o projeto também envolve o plantio de árvores e ações voltadas à autonomia e sustentabilidade da comunidade.
  • Educação e conscientização: O Olawatawah atua como espaço de aprendizado sobre medicina tradicional, promovendo o intercâmbio de saberes entre indígenas e não indígenas.
  • Etnoturismo e Turismo de Saúde: Ao promover o turismo, a Aldeia Napidjan quer possibilitar aos visitantes um contato direto com a comunidade e com o Centro de Medicina da Floresta. O objetivo é promover um intercâmbio cultural e uma experiência imersiva.

 

Povo Paiter Surui

Considerado muito bem organizado, o Povo Indígena Paiter Surui tem avançado na estruturação de suas atividades econômicas, sociais e ambientais, tornando-se um excelente exemplo dentro da Amazônia Brasileira.

Conforme levantamento feito pelo próprio povo Paiter Suruí, cerca de 2 mil pessoas vivem na Terra Indígena (TI) Sete de Setembro, que divide-se em 24 aldeias. O território ocupa aproximadamente 250 mil hectares e compreende os municípios de Cacoal, Espigão do Oeste e Pimenta Bueno, no sudoeste de Rondônia, e Rondolândia, no noroeste de Mato Grosso.

Há vários anos, os indígenas dessa etnia têm desenvolvido uma série de projetos e ações, com foco no desenvolvimento sustentável, fortalecimento cultural e proteção territorial e também buscam participar ativamente de debates globais sobre sustentabilidade.

O Povo Paiter Suruí compreendeu a importância do Turismo e, cada vez mais, tem se estruturado para atrair e possibilitar que os visitantes vivenciem sua cultura, tradições e culinária de maneira totalmente imersiva, propondo que o turista conheça a Amazônia através dos olhos do Povo Paiter Suruí.

Dentro deste ramo de atividade, destaca-se o Complexo Turístico Espaço Yabnaby, localizado na aldeia Lapetanha e apresentado como “Um Refúgio de Cultura e Conexão”

 

(Texto de Fotos: Giliane Perin)

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