Coluna O BRIEFING – Dificuldades de Contração da Geração Z: O Desafio do Mercado de Trabalho

O mercado de trabalho brasileiro está enfrentando um desafio significativo com a dificuldade de contração da Geração Z. A falta de motivação e comprometimento desses jovens para com as empresas está tornando cada vez mais difícil encontrar talentos qualificados para os vagas disponíveis.

 

O Quadro de Contração

De acordo com uma recente pesquisa feita pela consultoria Mercer, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, a taxa de desemprego entre os jovens brasileiros com idade entre 20 e 29 anos é de 15,3%. Isso é bem acima da média nacional, que é de 11,4%.

Mas a situação é ainda mais grave quando se considera a fração de jovens que estão empregados, mas que mudam de emprego frequentemente. De acordo com a reportagem publicada no site Isto É Dinheiro, a cada três meses, a cada três meses, 45% dos jovens mudam de emprego em busca de benefícios melhores ou condições de trabalho mais favoráveis. Isso é um indicativo clara de que a Geração Z não está mais comprometida com as empresas tradicionais.

 

O Motivo Principal

Mas por que essa geração está escolhendo abandonar as empregadas tradicionais? De acordo com uma pesquisa feita pela consultoria Aon Hewitt, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, o motivo principal é a busca por mais flexibilidade no trabalho e pelo equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.

Um profissional que trabalha de 8 a 9 horas por dia, como é o caso de um engenheiro agrônomo em empresas de médio ou grande porte, muitas vezes precisa conciliar o trabalho com os estudos obrigatórios da sua área.

Essa rotina pode gerar cansaço e impactar seu comprometimento. Quando precisa fazer tarefas para as quais não se sente preparado ou que não têm a ver com suas habilidades, o profissional pode ficar desmotivado. Isso afeta tanto a qualidade do trabalho quanto sua vontade de continuar na função.

 

O Salário Já Não Convence

Por muito tempo, as empresas se acostumaram a oferecer salários que mal dão para pagar as contas, esperando que os jovens “ganhem experiência” e se contentem com pouco. Só que a Geração Z não topa essa. Eles viram seus pais e avós se sacrificando em empregos que não valorizavam seu trabalho, e decidiram que não vão repetir essa história.

Essa geração sabe o seu valor e não tem medo de buscar oportunidades que paguem o justo pelo seu esforço. Se a empresa não oferece um salário decente, benefícios que façam sentido e um ambiente de trabalho saudável, eles simplesmente vão procurar outro lugar. E com a internet conectando o mundo todo, oportunidades não faltam.

 

O Que Fazer

Para lidar com essa situação, as empresas devem considerar algumas estratégias. Em primeiro lugar, é fundamental oferecer condições de trabalho mais flexíveis e equilibradas entre a vida profissional e pessoal.

Além disso, as empresas devem investir em programas de treinamento e desenvolvimento profissional, para que os empregados sejam aqueles dos que são mais qualificados e motivados.

Por fim, é importante lembrar que o mercado de trabalho está em constante mudança, e que as empresas devem se adaptar às novas demandas da Geração Z.

 

Conclusão

A dificuldade de contração da Geração Z é um desafio significativo para o mercado de trabalho brasileiro. No entanto, com as estratégias certas e a adaptação às novas demandas da Geração Z, as empresas podem superar essa obstáculo e encontrar talentos qualificados para as vagas disponíveis.

O mercado de trabalho é competitivo e muda rapidamente, as empresas devem investir em treinamento e a atrair os candidatos que são mais competentes e que se identifiquem com a empresas, quiserem mais e fazerem uso das necessidades entre os as demandas da equipe.

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