
“Conhecer o passado é essencial para entender o presente e construir o futuro”. A frase de Heródoto, o “Pai da História”, já usei em vários artigos meus em recentes períodos, mas é bem útil, também, ao tratar de resultados das Copas do Mundo, quando fatores diversos influenciaram a favor da nossa eliminação.
Na Copa em que o Pelé, ainda aos 10 anos incompletos, disse ao pai que iria “ganhar uma Copa para ele”, discursos patrióticos encheram as paredes do vestiário brasileiro, acabando com qualquer tranquilidade de quem tinha de passar dos porões do Maracanã para a disputa com o Uruguai, e o time da CBD precisava apenas de um empate com “La Celeste” para ser campeão. Final 1×2 Uruguai, bicampeão – ganhara em 1930.
Em 1954, primeira vez da fase classificatória, o Brasil derrotou seus dois adversários e foi para a Suíça: 5×0 no México, 1×1 com a Iugoslávia e 2×4 com a Hungria, na “batalha de Berna”. A Hungria era o melhor time do mundo. Nos dois primeiros jogos (no terceiro eliminou o Brasil). 9×0 na Coreia do Sul e 8×3 na Alemanha Ocidental, que foi campeã ganhando a final de 3×2 da Hungria.
Do grupo de 1954 quatro jogadores seriam bicampeões mundiais em 1958 e 62, o goleiro Castilho, o zagueiro Djalma Santos e os atacantes Didi e Nílton Santos.
Em 1958 com uma estrutura melhor, o Brasil apresentou ao mundo um cara desengonçado, Garrincha, e um garoto chamado Pelé. Em 62, se Pelé fora “o cara” na Copa anterior, machucado no 2º jogo, Garrincha foi rei da festa – mas em todos os casos eles não eram isolados, como desde 2014 quando Neymar passou a ser referência, mas, para ter resultados nem ele, em seu auge, conseguiria ganhar.
Em 1954 o Brasil, 4 jogadores, em 1958, seriam bicampeões mundiais
Um foi o gande nome da Copa de 58 e o outro o nº 1 do bicampeonato














