Ele começou como jovem aprendiz com salário de R$ 220 e hoje tem franquia que fatura R$ 500 milhões

O ESTADÃO

(Adele Robichez) – Fundador do grupo Velox, Mário Sérgio Silveira, 35, começou a trabalhar aos 16 anos como jovem aprendiz de uma empresa, onde ganhava R$ 220 mensais. Aos 30 anos, conquistou o seu primeiro R$ 1 milhão com o próprio negócio. Atualmente, ele é dono de uma franquia com faturamento anual de R$ 500 milhões.

Silveira se formou em administração de empresas aos 23 anos. Trabalhou até os 22 na empresa onde foi menor aprendiz, na qual teve o primeiro contato com os produtos do universo financeiro com os quais trabalha hoje. Teve uma breve passagem por uma corretora de seguros, onde conheceu o sistema de franquias.

Em 2017, ele saiu da empresa e teve a ideia de montar a Velox em São José do Rio Preto, cidade onde mora, no interior de São Paulo. “Comecei como representante de uma seguradora financeira, em uma loja de 20 metros quadrados”, lembra.


Mário Sérgio Silveira, fundador e presidente do grupo Velox. Foto: Divulgação/Velox Soluções Financeiras

No início, Silveira investiu cerca de R$ 30 mil para abrir a empresa: comprou três computadores, um bebedouro, uma máquina de café e pagou a pintura da sala e um contador. Ele tinha uma moto, que usava para colher a assinatura dos contratos dos primeiros clientes.

A empresa teve dois anos de operação própria até que, em 2019, um funcionário da Velox precisou se mudar de São José do Rio Preto e perguntou se poderia continuar trabalhando com os serviços da empresa em outra cidade. “Eu falei para ele ir, para ver se dava certo”, conta.

“Tivemos bastante dificuldade no início, mas deu certo. E eu precisava crescer, queria chegar a outras pessoas, mas não tinha dinheiro para operações próprias. A forma mais rentável e segura era o modelo de franquias”, diz Silveira.

O CEO investiu R$ 45 mil para formatar o negócio de franchising, os contratos e manuais e montar um departamento de suporte para os franqueados.

Esse processo durou seis meses, até as primeiras vendas. Hoje, o grupo conta com 1.100 franquias em todos os estados do Brasil, nenhuma operação própria.

Velox tem consignados, financiamentos e consórcios, entre outros serviços

O grupo Velox é composto por quatro empresas próprias, sendo a Velox Soluções Financeiras a principal e pioneira. A empresa oferece diversas soluções financeiras, como consignados, financiamentos, consórcios e seguros, tanto para pessoa física, quanto jurídica.

Além dela, o grupo conta com a Velox Solar (energia solar), a Agilize Brasil (corretora de seguros) e a Velox Consulting (consultoria e gestão de novos negócios).

Para Silveira, o principal diferencial da Velox Soluções Financeiras é a diversificação de serviços oferecidos. “Hoje um cliente vai em uma agência bancária para fazer o financiamento de um carro, por exemplo, e se reprovar, não tem mais o que fazer, é a regra do banco. Já aqui temos 10 bancos homologados, com regras diferentes: se um reprova, o outro ainda tem chance de aprovar; ele não fica refém de uma única opção. Ele pode também avaliar quais são as melhores condições para optar pelo melhor banco e serviço conosco.”

Com o aumento da taxa de juros do financiamento imobiliário, o serviço mais solicitado atualmente é o consórcio para compra da casa própria.

Logo depois, vem o investimento em energia solar, com rentabilidade de até 2,2% ao mês. Em seguida, estão a contratação de créditos, consignados e seguros de vários tipos.

A Velox trabalha com vários públicos. Pode ser um saque-aniversário do FGTS de R$ 50, um seguro de R$ 4,99 para pessoas físicas e até um crédito de R$ 100 milhões para empresas e seguros para frotas de 30 ônibus.

Cerca de 75% do atendimento é voltado para o varejo, com ticket médio em torno de R$ 1.000. Para empresas, esse valor é de aproximadamente R$ 900 mil.

A Velox começou com dois funcionários; hoje trabalham nas franquias 75 funcionários diretos e cerca de 2.000 indiretos. O grupo conta com oito sócios, que foram englobados com o crescimento do negócio.

Setor sofre com empresas irresponsáveis

Além da escassez de mão de obra qualificada, Silveira enfrenta o desafio de combater a imagem deixada por “aventureiros” no mercado financeiro.

De acordo com ele, há muitos amadores que se lançam sem responsabilidade com o cliente e “mancham a credibilidade” do setor. “É preciso ser profissional, ter acompanhamento, um bom sistema de funcionamento, conhecer o setor”, observa.

O grupo faturou no ano passado R$ 500 milhões, com a pretensão de crescer 12% ao ano. Nos próximos meses, a empresa vai lançar máquinas de atendimento automático para os clientes terem acesso aos produtos financeiros com mais facilidade.

“No tótem, a pessoa digita CPF, RG, nome e o produto que quer e já consegue ver se tem financiamento, se consegue contratar um consignado, um empréstimo… Ela pode fazer a simulação em tempo real, em qualquer horário, sem os protocolos dos bancos”, explica Silveira.

O primeiro equipamento deve ser instalado até abril deste ano em um centro comercial de São José do Rio Preto.

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