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PAPUDISKINA – A rede Globo e a polêmica do transexual assassino

Artigo de Daniel Oliveira da Paixão

A rede Globo e a polêmica do transexual assassino da pior estirpe – Repercutiu nas redes sociais a reportagem do Fantástico sobre a vida difícil que os transexuais encontram nas cadeias e o foco especial sobre Rafael de Oliveira que, transexual, passou a ser conhecido como “Suzy”. A revolta da população e ira contra a Globo foi o fato de se saber, logo após a reportagem em que o Dr Dráuzio Varella encerra a conversa com um afetuoso abraço a Suzy, é que essa transexual na verdade não é uma pessoa tão humana e vítima do sistema, como a emissora tentou mostrar, mas trata-se de um ser humano vil, horrível, que foi condenado em 2012 a 36 anos e oito meses de reclusão em regime fechado por estupro, homicídio e ocultação de cadáver de uma criança de nove anos.
Rafael, que agora se chama Suzy, sempre foi uma pessoa problemática, segundo a própria família, e já havia estuprado outras duas crianças antes do homicídio. A Globo, em seu ativismo em favor da causa LGBT, tem mergulhado fundo em sua programação de abordagem ao tema em suas programações, incluindo o telejornalismo.
A reportagem foi exibida no dia primeiro de março e somente na terça-feira desta semana, dez dias depois, a TV se desculpou com a sociedade brasileira e com a mãe do garoto estuprado e morto pela transexual. A emissora alegou que, no momento da reportagem, não tinha conhecimento dos crimes bárbaros do criminoso. Já o Dr Dráuzio Varela divulgou uma nota em que ressalta o caráter humanístico do trabalho que faz nas penitenciárias sem perguntar pelo crime de cada uma das pessoas a quem atende para que essa situação não influencie sua conduta e ele, como médico, não é juiz.
A crítica que se faz ao médico, contudo, é que naquela reportagem ele não estava ali para atender “aquelas” detentas e sim, promovendo uma reportagem. A Globo fez um relatório da maioria dos crimes cometidos por aquelas pessoas, mas ocultou o fato de haver entre elas pessoas como Rafael “Suzy”. É preocupante, sim, a situação difícil que as pessoas transexuais enfrentam nas cadeias e é dever do estado, ao condená-las pelos crimes que cometeram, aplicar a dosimetria correta da pena, sem, contudo, submeter tais pessoas a condições desumanas.
A revolta da sociedade com a reportagem, porém, não é mera manifestação de transfobia ou discriminação aos homossexuais. O que chocou foi o fato de a Globo tentar humanizar esse criminoso, atribuindo-lhe uma “excludente” de licitude apenas pelo fato dele ter mudado de nome e gênero.
A reportagem trouxe sofrimentos especialmente à mãe de Fábio dos Santos Lemos que, em 2010, foi estuprado e morto quando tinha apenas 09 anos de idade. Em minha opinião, não devemos atirar pedras ao médico que entrevistou a vítima, mas condenarmos essa obsessão da TV em fazer o ativismo LGBT a qualquer custo.
O mais revoltante é a cara de pau dos que fazem jornalismo da Globo em demorar tanto tempo para reagir e desculpar-se com a mãe do menino assassinado. A desculpa foi um verdadeiro deboche porque a emissora não revelou sentimentos de arrependimento pelo erro cometido ao pedir perdão à mãe da vítima e sim a preocupação em perder anunciantes.
A Globo não pode ser a extensão das organizações que defendem a causa LGBT. Essas entidades, com o apoio da Globo e até alguns outros veículos de comunicação, preferem adotar um ativismo de confronto, querendo obrigar a cada brasileiro a abrir mão de seus valores e achar que estão fora da caixinha aqueles que optam apenas por ter uma conduta de vida heterossexual.
Nós temos leis suficientes para proteger os gays, as lésbicas e demais transviados e transviadas de gênero. Essas pessoas precisam ser tratadas como os demais cidadãos e não podem ser discriminadas ou agredidas verbal ou fisicamente por essa condição. O código penal e outras legislações já protegem essas pessoas. Por fim, esse episódio revelou que o ativismo da Globo a levou a uma situação vexatória como essa que foi a de tratar um criminoso como uma vítima que merecia toda a comiseração e solidariedade social em razão de sua solidão na cadeia. Obviamente que Rafael, o criminoso, cumpre pena pelos crimes que cometeu. Na cadeia, tem que ser tratado como qualquer preso, tendo sua integridade física e psicológica respeitada e garantida. A Globo, portanto, não pecou por retratar a vida difícil desses detentos, mas por querer humanizar um criminoso violento apenas pelo fato dele transviar-se de sua sexualidade natural.

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