POESIA: TRÊS JOVENS E A FORNALHA

TRÊS JOVENS E A FORNALHA

Na Babilônia distante,
Um rei mandou levantar
Uma estátua imponente
Para o povo se curvar;
Mas três jovens decidiram
Somente a Deus adorar.

Ao som de muitos instrumentos,
Todos iam se dobrando,
Com medo da sentença
Que o rei vinha proclamando;
Mas aqueles servos firmes
Continuavam orando.

Disseram ao rei furioso:
“Não vamos nos inclinar;
Nossa fé não se vende,
Nem se pode negociar;
O Deus que nós servimos
Tem poder para livrar.”

A fornalha foi acesa
Com tremenda fúria e ação,
Sete vezes mais ardente,
Por decreto e decisão;
Mas a fé daqueles jovens
Não cedeu à pressão.

Foram lançados nas chamas,
Sem medo de perecer,
Pois quem confia em Deus
Não teme o mal acontecer;
Mesmo dentro da fornalha,
Continuaram a crer.

O rei olhou assustado,
Sem poder compreender:
“Não foram três amarrados
Que eu mandei ali descer?
Vejo quatro passeando,
E nenhum vai perecer!”

O quarto homem no fogo
Tinha brilho celestial,
Sua presença era santa,
Seu poder sobrenatural;
Onde Deus entra com glória,
Não prevalece o mal.

As chamas não consumiram
Nem roupa, nem coração;
O cheiro do fogo ardente
Não ficou em suas mãos;
Deus mostrou que é soberano
Sobre qualquer aflição.

Quem não se curva ao mundo
E permanece fiel,
Tem auxílio lá do alto
Vindo direto do céu;
Pois Deus honra seus servos
Com cuidado e com troféu.

Adore ao Deus poderoso,
Santo, eterno e vencedor;
Ele livra da fornalha,
Ele acalma toda dor;
Quem confia em seu nome
Sempre canta em louvor.

Moiseis Oliveira da Paixão

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