Estudantes de Química do Campus Calama participam de simulação da ONU nos Estados Unidos

Pela segunda vez, estudantes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Porto Velho Calama, participam de uma simulação da Organização das Nações Unidas (ONU), promovida pela Universidade de Yale, situada em New Haven, Connecticut, na Nova Inglaterra. Dessa vez, a oportunidade para participar de uma sessão simulada da ONU será para as alunas do 3º ano do Ensino Médio do Curso Técnico Integrado ao Ensino Médio em Química, Vitória Mayra da Silva Souza e Mag Borges.
As estudantes participaram de uma etapa de Simulação da ONU realizada no ano passado entre alunas de escolas públicas e privadas de Porto Velho. Após a visita à Universidade de Yale, em Connecticut, elas seguem para Nova Iorque, onde vão conhecer a sede da Organização das Nações Unidas (ONU). O embarque será no próximo dia 16 de janeiro. No ano passado, quando participaram de um evento similar, em Brasília, elas representaram países distintos, como se fossem embaixadoras ou representantes oficiais. Na ocasião, prepararam-se sobre a situação política e econômica dos países representados, abordando temas de cooperação científica entre nações para a promoção e desenvolvimento de laços de colaboração econômica, política e cultural.
Segundo Vitória Mayra, atualmente elas passaram por um processo rigoroso de aplicação por meio de redações em Inglês, análise do histórico escolar, além do envio de cartas de recomendação dos professores do IFRO. A participação delas se dará em conjunto com mais de 1.800 estudantes de todo o mundo. Vitória diz ter a certeza de que será uma experiência única poder visitar uma das melhores universidades do mundo, conhecer professores e alunos, saber como é a rotina deles. “Será uma experiência incrível, eu tenho certeza”, define. Segundo a estudante, seu interesse por política e diplomacia surgiu muito cedo, pois pretende seguir a carreira de cientista política. No futuro, pretende entender e auxiliar a sociedade a se tornar mais justa e igualitária.
Segundo elas, Yale só está se tornando possível devido ao empenho do IFRO. “Eu só tenho a agradecer ao instituto e a todos que estão nos apoiando nessa caminhada. É muito gratificante poder representar os colegas lá, não só o instituto, mas o Estado de Rondônia e o País”, conclui Vitória. Mag estava ainda nesta semana dando andamento às últimas documentações necessárias para embarcar. Apesar de gostar da área diplomática, quer seguir a área de saúde, pretende estudar Medicina e se especializar em Psiquiatria. “Pretendo contribuir com a sociedade em algum aspecto e, nesse caso, cuidando da saúde mental das pessoas”, destaca Mag.
Trilhas Digitais: projeto de Ecoturismo do Campus Calama mapeia balneários na região metropolitana de Porto Velho e Candeias do Jamari
O Projeto de Extensão e Ecoturismo “Trilhas Digitais – Balneários de Porto Velho e Candeias do Jamari”, desenvolvido por professores, pesquisadores e alunos do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Porto Velho Calama, mapeia as áreas de lazer existentes na região metropolitana de Porto Velho, indicando vinte balneários existentes entre a capital e o município de Candeias do Jamari.
Coordenado pela Professora de Geografia Josélia Fontenele Batista, o projeto atendeu ao edital 5/2021/REIT-PROPESP/IFRO, com o apoio do Núcleo de Estudos Históricos e Literários (NEHLI) e do Grupo de Pesquisa em Geografia e Ordenamento do Território na Amazônia (GOT-Amazônia). Além de mapear os balneários da cidade de Porto Velho e Candeias do Jamari a partir do uso de geoprocessamento e divulgação da web por meio de sites e inclusão no Google Maps para maior difusão dos dados, o projeto visa promover a educação ambiental para o Turismo Rural, estimulando a dinamização de atividades turísticas e contribuindo para o crescimento e consolidação de atividades econômicas locais.
De acordo com a docente, essa ação se liga à disciplina de Geografia, buscando realizar uma intervenção positiva da consciência ambiental e o estímulo ao uso dos recursos naturais de forma sustentável. Segundo Josélia, o projeto se propõe a contribuir e estimular o desenvolvimento da atividade ecoturística de lazer, utilizando de forma adequada os rios e igarapés das cidades de Porto Velho e Candeias do Jamari.
Mapas e cartilha
Além de mapas digitais e mapas interativos, com atualização frequente, registros fotográficos e localização dos balneários, foi também produzida uma cartilha de educação ambiental para usuários de rios e igarapés, que indica práticas de gestão, pontuando ações para tornar os locais mais agradáveis. A cartilha destaca que o ecoturismo implementado em conjunto com a EPS (Economia Popular Solidária) é apresentado como uma alternativa mais benéfica, pois, tendo base comunitária, incentiva e valoriza o comércio, a cultura e os recursos locais, podendo atuar no combate à exclusão social e à pobreza.
Entre outras atividades, a cartilha detalha ações para a infraestrutura e manutenção dos balneários; ações para preservação das águas, cuidados com os animais, conscientização para turistas e visitantes, medidas de segurança e preservação da natureza.
Economia turística
Segundo a Professora Josélia, a maioria dos balneários das cidades de Porto Velho e Candeias do Jamari pertence a unidades familiares que geram seu pequeno negócio para subsistência. E os membros se dividem entre cozinhar, atender, monitorar e gerenciar. Essas ações ocorrem de forma intuitiva e as informações sobre seu potencial, dias e horários de visitação e as distâncias ainda ficam confusas. Com o projeto, pretende-se criar oportunidades de aumentar a lucratividade dos espaços existentes, melhorando a qualidade ambiental e a conservação dos recursos hídricos atualmente utilizados.
Foram mapeados quinze balneários em Porto Velho: Cachoeirinha, Taboca, Souza, Água gelada, Bebel, Banho 21, Jacutinga, Lagoa Azul, Mata Verde, Sesc, Rio Verde, Jalapão, Vila Calderita, São Carlos e Praia de Jaci Paraná; e cinco em Candeias do Jamari: Antônio Domingos, Souza, Paraíso do Bené, Folha Verde e Rio Preto.
Acesse o Mapa dos balneários e a Cartilha nos links: https://maps.app.goo.gl/ENkRxXtdSiX2F7Ji8?g_st=iw e https://bityli.com/TRILHAS-DIGITAIS
135 novos Técnicos em Agropecuária foram certificados no último mês em Colorado do Oeste
A cerimônia de certificação de novos técnicos em agropecuária foi realizada pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Colorado do Oeste, na noite de 28/12. Foram certificados 123 alunos do Curso Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio. Entre os concluintes de 2022, outros 12 alunos receberam a certificação de modo antecipado (em gabinete), totalizando 135 egressos até agora. Mais 8 estão concluindo o curso e serão certificados no fim de janeiro.
Entre os mais de cem novos técnicos da turma Raízes da Esperança, está Vitória Rodrigues Gomes, que ainda em 2018 realizou uma visita ao IFRO Colorado demonstrando seu desejo de estudar na instituição. Na época, ela era aluna da Escola Estadual Paulo de Assis Ribeiro (EPAR), onde cursaria em 2019 o 9º ano do ensino fundamental. A cerimonia ocorreu no Auditório Central do campus, reunindo familiares, amigos dos alunos concluintes e comunidade interna do IFRO. O evento é o coroamento da missão institucional, que prevê a promoção da educação profissional, científica e tecnológica de excelência, por meio da integração entre ensino, pesquisa e extensão, com foco na formação de cidadãos comprometidos com o desenvolvimento humano, econômico, cultural, social e ambiental sustentável.
Após Viviane Huávila da Fonseca Trapp representar sua turma à frente do juramento do curso, foi a vez da outorga de certificação. Nicolly Hermes recebeu a habilitação da reitora substituta Dany Roberta Marques Caldeira em nome de todos os formandos do curso. Em seguida todos os concluintes também foram qualificados como técnicos e técnicas em Agropecuária. Na mesa de autoridades ainda estavam o Diretor-Geral do Campus Colorado do Oeste, Marcos Aurélio Anequine de Macedo, e a Paraninfa do Curso Técnico em Agropecuária, Jéssica Weschenfelder Alexandre. Outra homenageada foi a Patronesse e Coordenadora do Curso Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio, Tatiane Alves Pereira Gonçalves.
O orador da turma foi Helisson José Teixeira, que disse ter sido um ano de dádivas, pois vivenciaram momentos únicos, que perpetuariam suas vidas. “Choramos, festamos, passamos noites fazendo aquele AVA, aquela resenha, mas o mais impactável foram as amizades, que nos fortaleceram e nos tornaram mais humanos. Formamos uma família”.
Em sua fala, a Professora Jéssica Alexandre mostrou a crescimento obtido do início do curso até a finalização, na qual os alunos passaram por uma evolução intelectual, emocional e comportamental, até porque passaram por períodos de muita adversidade nos últimos três anos, com aulas remotas, vivenciando os piores e melhores momentos sozinhos, em casa. “Vocês construíram laços com amizades e respeito, participaram de atividades, eventos”, por isso, ela ressaltou: “vocês são muito guerreiros. Vocês estão aqui têm que sentir muito orgulho de vocês, porque essa cadeira aí não é para qualquer um”.
Após três anos de ações virtuais, o Diretor-Geral Marcos Anequine destacou a emoção de estar numa cerimônia de certificação de forma presencial. “É especial, pois simboliza força, dedicação e resiliência do Campus do IFRO em Colorado do Oeste. Esta turma ingressou em 2020, após pouco mais de 30 dias de aulas foram surpreendidos pela pandemia do novo coronavírus e retornaram para suas casas. Foram quase dois anos de atividades remotas. Enfrentamos o desconhecido, nos reinventamos juntos, mostramos à nossa sociedade a força da nossa instituição”. Sobre o retorno à presencialidade, ele resume: “Que alegria foi vê-los no dia 7 de março de 2022”.
Para finalizar, desejou sucesso a todos: “mantenham acessa em seus corações a chama do amor pelo que se faz, da esperança por dias melhores, o amor à vida e a responsabilidade com consigo mesmo e com o próximo, com a natureza, com a ciência e com a nossa instituição. Sim, vocês sairão hoje deste campus formados, mas lembrem-se que seus professores e técnicos administrativos, sua família IFRO, estarão sempre aqui de braços abertos e torcendo por vocês”.
No discurso de Dany Caldeira, Pró-Reitora de Pesquisa, Inovação e Pós-Graduação e representante do reitor na cerimônia, foram parabenizados professores, técnicos administrativos e pais, pelo trabalho que foi feito com tanto carinho e competência. Já para os alunos, estrelas da noite, ressaltou: “esse momento é muito especial para o Instituto, pois é o momento do encerramento de uma etapa que se iniciou em 2020. Agora a sociedade recebe o retorno do investimento feito pela instituição. Qualificamos pessoas que sabem o que e o porquê de estarem fazendo. Vocês têm a possibilidade de continuar os estudos em cursos de graduação, mas também podem iniciar os trabalhos no mercado de trabalho como técnicos em agropecuária. O número de pessoas que tem o curso técnico integrado ao ensino médio no Brasil é muito pequeno e vocês fazem parte dessas pessoas. Parabéns pela dedicação ao curso e pelas relações estreitadas. Desejo todo sucesso do mundo a vocês! Foquem nos seus objetivos, pensem de forma coletiva e não desistam, mesmo que os desafios pareçam inalcançáveis!”, finalizou antes de declarar encerrada a cerimônia.
Sonho realizado
Vitória Rodrigues Gomes concluiu o Curso Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio e deve retornar ao Campus Colorado do Oeste em 2023, já que foi aprovada em primeira chamada para o Curso de Bacharelado em Zootecnia. Deficiente visual de nascença, a estudante havia demonstrado seu sonho de se formar na área técnica anos antes da aprovação em 2020 no curso de nível médio da unidade em Colorado. “Falavam muito bem do IFRO, que era um colégio bom e que saía de lá pronto para faculdade”.
Sobre o sonho realizado em 2020, Vitória diz ter dito um aprendizado ótimo, “apesar de no início os professores terem um pouco de dificuldade, mas com o passar dos meses foram se adaptando à minha especialidade. Desde então, minhas tarefas eram adaptadas foi que facilitou o meu aprendizado”. Relembrando o período de distanciamento social, ela diz que na pandemia foi um período complicado, e que com o tempo foi aprendendo a entrar nos sistemas e fazer suas tarefas. Após os dois anos de distanciamento, a felicidade de estudar novamente no presencial, de ter terminado o ano e ter a formatura.
Ao concluir o curso técnico, resume: “foi muito vitorioso. Inclusive fui muito aplaudida porque fui a primeira aluna com deficiência visual total a entrar no IFRO. Minha formação foi ótima, nestes três anos”. Agora a ideia é cursar Zootecnia, onde está aprovada e deve iniciar os estudos neste primeiro semestre de 2023, verticalizando sua formação do ensino médio ao superior no Instituto Federal de Rondônia. “Sempre fui muito incentivada para continuar seus estudos”, relembra do apoio que recebeu na instituição.
O Coordenador do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (Napne/IFRO/Colorado), André Luis Monteiro Ferreira Lopes, ressalta que no atendimento à Vitória muitas barreiras precisaram ser transpostas, porque a unidade nunca teve uma aluna com deficiência visual, então, foi uma grande adaptação que precisou ocorrer nestes três anos. “O campus, da melhor maneira possível, foi se organizando. A equipe pedagógica, que o Napne também integra, foi se adaptando, porque não é o aluno que tem que se adaptar à escola, mas o Campus Colorado do Oeste que tem que se adaptar às necessidades específicas da Vitória. Foram ao mesmo tempo barreiras e dificuldades, como também superação, da parte do campus e da Vitória, que cresceu bastante desde que chegou até terminar o ensino médio”.
Inicialmente foram realizadas parcerias com instituições estaduais para empréstimo de máquina Braile e notebook para ter acesso a tecnologias assistivas desde o primeiro ano. “Os professores também foram se adaptando e entendendo as necessidades da Vitória, e foi organizado de maneira que ela pudesse aprender cada um dos conteúdos”, relembra o Professor André. A instituição ainda contou com editais para mediadores virtuais para atendimento e assessoria de alunos atendidos pelo Napne, cuidadoras pedagógicas e aulas com acessibilidade para melhor entendimento.
No período de pandemia, em toda a instituição precisou ocorrer adaptação do trabalho em forma remota, gravação de aulas, áudios e Whatsapp, AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem), entre outros modos encontroados. “A Vitória tem um conhecimento das tecnologias assistivas, leitores de tela, celular bem adaptado a isso para se comunicar, mesmo assim foi bem difícil. Porque todos estávamos acostumados ao presencial e preciso ter que se adaptar a esse ensino remoto. Quando ela foi para o IFRO Campus Colorado, nós nos organizamos para dar o suporte que ela necessitava”, relembra falando das outras adaptações que foram necessárias a partir da suspensão das aulas presenciais. E completa dizendo que “apesar de todas as dificuldades que nós passamos, das questões psicológicas e emocionais que todos nós fomos alvo nesta pandemia, mas a Vitória teve êxito estudando neste processo remoto também com todo auxílio que ela teve”.
O Napne também obteve muito aprendizado neste período, da mesma maneira que foi importante para toda a instituição. “Da mesma maneira que a Vitória recebe o ensinamento e a formação por parte das disciplinas, nós do Napne recebemos também esse aprendizado de como lidar, porque o setor tem que estar sempre atento”, diz o Coordenador. Para o Napne, a presença da Vitória no campus só somou e trouxe um crescimento. “Agora temos um caminho, quando tivermos um aluno/a com necessidade específica, com cegueira ou baixa visão, já tem o conhecimento de como atuar. Apesar de que cada pessoa especificamente diferente uma da outra, mesmo tendo a mesma deficiência. Enfim, o setor cresceu bastante com a presença da Vitória, precisamos nos formar, até mesmo em instituições municipais e estaduais, e essa parceria foi muito importante. Até mesmo na Direção de Ensino, esse crescimento é bem evidente. Algo que começou há três anos, com o campus sem saber como lidar e depois já temos aí a primeira aluna cega a se formar Técnica e Agropecuária. E agora ela passou para o curso de Zootecnia e a Vitória vai continuar com a gente em 2023 e os demais anos do curso. Pensamos que vai ser um caminho diferente, uma graduação, é outro aprendizado”.
Atendendo a uma média anual de 20 estudantes, o Napne Colorado está passando de comissão para ser um setor. O Núcleo busca constantemente ampliar mais esse fortalecimento da inclusão, em parceria com as demais equipes e servidores, contra as barreiras informacionais, atitudinais, arquitetônica, físicas, comunicacionais e outras. “Precisamos de todos para poder funcionar de maneira eficiente, em que o interesse principal seja efetivado e seja realidade de fato”. Para este ano, as ações nunca param e estão aumentando, pois além dos que já compõem o quadro de estudantes, estão aprovados outros três alunos surdos, e outros que ainda podem ser convocados no processo de matrícula em andamento resultante da seleção aberta no final de 2022.
Ainda no ano passado foi realizada a primeira edição da Semana de Inclusão. “Foi um evento muito importante não só para o campus, mas para a cidade de Colorado do Oeste. Tivemos participação de escolas municipais e estaduais. Trouxemos profissionais para falar de várias necessidades específicas, várias deficiências, de autismo, cegueira. Foi a primeira vez que o campus realizou a semana de inclusão, que é algo que traz um fortalecimento para a inclusão dentro do campus, que precisa ser muito trabalhada”.
Primeira estudante surda certificada no Curso Técnico em Informática do Campus Guajará-Mirim
A primeira aluna surda do Técnico em Informática Integado ao Ensino Médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Campus Guajará-Mirim, a receber certificação de conclusão do curso é Israelly Limeira. A cerimônia de certificação dos novos técnicos ocorreu no dia 20/12. A turma iniciou os estudos na instituição no ano de 2020.
“O IFRO me ajudou a ampliar meus horizontes, sou muito grata por toda a paciência e dedicação dos professores comigo. No começo não foi fácil, era difícil acompanhar todas as disciplinas, mas pouco a pouco eu fui melhorando e aprendendo mais e hoje estou muito feliz de terminar o ensino médio aqui. Sempre lembrarei com carinho dos anos que passei no Instituto”, afirma Israelly.
Para o IFRO, a inclusão educacional das pessoas com deficiência beneficia toda a comunidade acadêmica, uma vez que a inclusão das pessoas com deficiência na rede regular de ensino permite que a escola se torne não só um ambiente de assimilação de conteúdos acadêmicos, mas também um local onde se aprende a respeitar as diferenças e a perceber a beleza existente da diversidade humana, em que cada um possui suas particularidades, sua forma de ver o mundo e o seu tempo de aprender.
Para o Intérprete de Libras e Coordenador do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (Napne/IFRO/Guajará), Laurindo Neto, “ao longo desses três anos não foi fácil, como campus tivemos que repensar várias coisas e dar uma nova roupagem ao processo de ensino/aprendizagem para que ele pudesse atender as especificidades da Israelly de maneira adequada. É muito satisfatório poder ver sua evolução ao longo desses três anos e perceber seu desenvolvimento não só em conhecimentos acadêmicos, mas principalmente em relação a sua visão de mundo e sua autonomia. E saber que de alguma forma pude contribuir com isso me dá uma alegria indescritível”.
Como instituição, o IFRO tem por objetivo promover uma educação pública, gratuita e de qualidade para todos. E essa preocupação institucional demonstra-se por meio de ações institucionais como: contratação de profissionais, pagamento de bolsas para que os alunos com deficiência possam ser acompanhados por um mediador e a disponibilidade de carga horária adicional para que os docentes possam planejar melhor as aulas. Essas ações demonstram o interesse do instituto não só no acesso desses alunos, mas no seu desenvolvimento durante os anos em que estiverem na instituição e a conclusão do curso de forma exitosa.
“Foi um grande desafio para todos nós, mas valeu a pena cada momento de dificuldades que passamos. Quero agradecer por vocês desde o começo terem acreditado e serem confiantes que tudo ia dar certo para Israelly, obrigada pelo esforço, pela dedicação e apoio que vocês deram a ela. Somos muito gratos a todos vocês que tiveram ao longo desses três anos com ela. Somente Deus para recompensar cada um de vocês. Só tenho a agradecer e dizer que estamos muito felizes com o resultado do aprendizado no IFRO”, declarou a mãe da estudante, Solange Limeira. O pai da aluna, Marcelino Limeira, também fez seu agradecimento dizendo que “o IFRO despertou nela o desejo de estudar”.
Conforme o Coordenador do Curso Técnico em Informática, Neemias Hitotuzi, “o convívio e o trabalho desenvolvido com a Israelly certamente é um orgulho e um presente para todos nós, pois nos propiciou reflexões sobre as necessidades de mudanças no ambiente escolar que busquem atender às demandas da diversidade visando efetivarmos a inclusão de alunos como a Israelly na sociedade cultural e científica por meio da educação dentro do Instituto. Estou muito grato e feliz em ter participado e contribuído nesse processo e em vê-la concluindo merecidamente esse ciclo”.
A Tradutora Intérprete de Libras do Campus Guajará-Mirim, Dunia Coimbra, reconhece o crescimento da estudante. “Nesses três anos da Israelly no IFRO, pude perceber que o desenvolvimento e a aprendizagem dela foram bastante significativos. No último ano, sendo aulas presenciais, foi cansativo, porém proveitoso. Ela conseguiu se desenvolver ainda mais, amadurecer como pessoa, passou a gostar de participar de projetos, de discutir sobre temas que são importantes para a sociedade, a ter opinião e a se posicionar como cidadã. Ou seja, aquela menina tímida que ingressou no IFRO foi se desenvolvendo, amadurecendo cada dia mais, e eu me sinto muito feliz e grata por ter a oportunidade de fazer parte desse aprendizado, e com certeza eu também aprendi muito com ela, obrigada Israelly, esse tempo que passamos juntas você também me ensinou”, finalizou Dunia.

(Imprensa/IFRO)

































