POESIA: O FRIO FOI AO CULTO

O FRIO FOI AO CULTO

O frio chegou apressado,
Fazendo o povo tremer,
Mas crente que ama a Deus
Não deixa a fé se esconder;
Bota o casaco de lã
Para o corpo aquecer.

Hoje o vento assobiava,
Parecia até sermão,
Dizendo: “Fica em casa,
Debaixo do cobertão!”
Mas eu respondi depressa:
“Vou louvar na congregação!”

O frio estava tão gelado,
Que deu até confusão:
Eu fui alegre ao culto,
Com Bíblia na minha mão;
E a febre, muito medrosa,
Ficou deitada no colchão.

A gripe olhou da janela,
Com cara de arrependida,
O cobertor deu conselho:
“Não enfrenta essa saída!”
Mas minha fé respondeu:
“Com Deus, eu sigo na vida!”

Cheguei tremendo na igreja,
Mas com o peito aquecido,
Pois quem vai louvar a Deus
Nunca volta enfraquecido;
O frio fica lá fora,
E Cristo entra no sentido.

No culto o povo cantava,
A alma se fortaleceu,
O corpo sentia frio,
Mas o coração aqueceu;
E até o vento lá fora
Logo desapareceu.

Em Cacoal tem crente forte,
Que não teme a friagem,
Quando a fé chama o povo,
Todo mundo cria coragem;
Pois quem serve ao Deus vivo
Não recua na viagem.

Os irmãos da nossa terra
Não se deixam abalar,
Pode o vento vir soprando,
Pode a noite congelar;
A fé esquenta a alma
E faz o crente cantar.

Lá na Congregação Shalom,
O frio perde a razão,
Porque o povo chega firme,
Com louvor no coração;
Quando Deus manda o fogo,
Some toda sensação.

Por isso eu digo sorrindo,
Com fé e disposição:
Pode esfriar o tempo,
Pode vir ventania então;
Se tem culto na igreja,
Eu vou buscar a unção!

Autor: Moiseis Oliveira da Paixão

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