Rondônia, 24 de julho de 2024 – 10:59
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24 de julho de 2024 – 10:59

Artigo OS ESFORÇOS DO PAPA FRANCISCO PELA PAZ

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O PAPA ESTÁ COM O CORAÇÃO PARTIDO DIANTE DA GUERRA DE INVASÃO DA RUSSIA SOBRE A UCRANIA E AGORA PARTIU PARA A ORAÇÃO À MÁE DE DEUS.

OS ESFORÇOS DO PAPA FRANCISCO PELA PAZ

2064 Valmor Bolan

*Prof. Dr. Valmor Bolan

 Na sexta-feira, 25 de março, o Papa Francisco consagrou a Rússia e a Ucrânia ao Imaculado Coração de Maria. Em meio à guerra entre os dois países, que decorre há pouco mais de mês, com quase 4 milhões de refugiados e danos materiais e vítimas civis, inclusive crianças, o papa tem feito apelos constantes pela paz. A consagração foi feita com a adesão de bispos de todo o mundo, e a participação de fiéis de todas as partes do planeta. Foi um momento de oração e de conscientização, também de profunda emoção, no interior da Basílica de São Pedro, em que fiéis puderam ser atendidos para confissão, em ato penitencial no tempo litúrgico da Quaresma. Todos os esforços pelo cessar da guerra têm sido feito, tendo em vista o risco do uso de armas nucleares, ameaça esta que não se via tão iminente, desde a Guerra Fria. Tudo isso tem gerado muita preocupação nos meios diplomáticos e o papa tem buscado contribuir pelo fim da guerra entre os dois países.

No ato da consagração, o papa expressou em sua mensagem:  “…perdemos o caminho da paz. Esquecemos a lição das tragédias do século passado, o sacrifício de milhões de mortos nas guerras mundiais. Descuidamos os compromissos assumidos como Comunidade das Nações e estamos a atraiçoar os sonhos de paz dos povos e as esperanças dos jovens. Adoecemos de ganância, fechamo-nos em interesses nacionalistas, deixamo-nos ressequir pela indiferença e paralisar pelo egoísmo. Preferimos ignorar Deus, conviver com as nossas falsidades, alimentar a agressividade, suprimir vidas e acumular armas, esquecendo-nos que somos guardiões do nosso próximo e da própria casa comum”. Com isso manifesta o pensamento que é o de muitas lideranças no mundo, de que a guerra não é a melhor solução para os conflitos, e de que o uso das armas deve ser superado, pois coloca em risco vidas humanas inocentes. Significativo também foi a menção explícita dos países beligerantes: “Solenemente confiamos e consagramos ao vosso Imaculado Coração nós mesmos, a Igreja e a humanidade inteira, de modo especial a Rússia e a Ucrânia. Acolhei este nosso ato que realizamos com confiança e amor, fazei que cesse a guerra, providenciai ao mundo a paz. O sim que brotou do vosso Coração abriu as portas da história ao Príncipe da Paz; confiamos que mais uma vez, por meio do vosso Coração, virá a paz”.

O papa também destacou a tendência de que novas formas de nacionalismo acirrem ainda mais os ânimos, não apenas repetindo as tragédias do passado, mas com extremos que dificultem ainda mais a conciliação dos povos. Sabemos que, muitas vezes, a diplomacia não consegue garantir os direitos de cada nação, que também devem ser respeitados. Nenhum país pode violar e usurpar tais direitos. Mas as soluções não podem ser buscadas com extremismos. Por isso continuamos diante do grande desafio do século 21, que é justamente esse: encontrar novas formas para resolver conflitos. Continuemos unidos em oração pela paz.

 *Valmor Bolan é Doutor em Sociologia. Professor da Unisa. Ex-reitor e Dirigente (hoje membro honorário) do Conselho de Reitores das  Universidades Brasileiras. Pós-graduado (em Gestão Universitária pela OUI-Organização Universitária Interamericana) com sede em Montreal-Canadá.

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