De Porto Velho para os palcos da Europa. O que começou na capital de Rondônia, com músicos que já construíam sua trajetória na cena local, ganhou novas dimensões do outro lado do Atlântico. A Erudica, formada pelos porto-velhenses Carol Ferreira e Patrik Correa, vem consolidando seu trabalho na cena europeia e levando o nome de Rondônia para diferentes públicos.
No Brasil, a dupla já fazia música e construía sua experiência nos palcos. Foi na Europa, porém, que esse trabalho encontrou novas oportunidades e passou a ganhar projeção internacional. Ao lado dos portugueses Dragos Iulian e Micael Souza, a banda vem percorrendo diferentes países e fortalecendo sua identidade dentro do metal.
“A gente não chegou à Europa começando do zero. A nossa história já vinha sendo construída em Porto Velho, tocando, produzindo e vivendo a música. O que mudou aqui foi a possibilidade de ampliar esse trabalho, encontrar novos públicos e se consolidar em uma cena muito forte como a europeia”, destaca Carol Ferreira.
A trajetória construída na capital de Rondônia permanece como parte fundamental da identidade da banda. Para os integrantes, conquistar espaço fora do país não significa deixar para trás as origens, mas ampliar o alcance de uma história que começou na cena musical porto-velhense.
“Porto Velho faz parte de quem a gente é como músico. Tudo o que vivemos lá ajudou a preparar a gente para estar aqui hoje. Então, quando subimos em um palco na Europa, não estamos deixando nossa cidade para trás. Pelo contrário, estamos levando Porto Velho com a gente”, afirma Patrik Correa.
A turnê já passou por Portugal, Finlândia e Hungria, e agora segue para a Espanha. Em cada apresentação, um elemento permanece: a bandeira do Brasil no palco e a menção a Porto Velho nas entrevistas. Mais do que uma referência às origens, a atitude representa o desejo de mostrar que também existe produção musical de qualidade e potencial internacional longe dos grandes centros do país.
“A gente faz questão de falar de Porto Velho. É importante que as pessoas saibam de onde viemos e conheçam um pouco da nossa história. Cada palco que a gente conquista na Europa também leva um pouco da nossa cidade, da nossa cultura e de tudo o que construímos no Brasil”, afirma Carol.
E a recepção tem chamado atenção. Durante a passagem pela Finlândia, fãs locais deixaram um recado descontraído, mas simbólico, para os moradores de Porto Velho: é preciso ouvir mais metal.
A brincadeira ganhou força justamente porque traduz uma conquista que vai além da banda: músicos que começaram em Porto Velho hoje ocupam palcos internacionais e apresentam ao público europeu uma produção que carrega a identidade brasileira e suas raízes rondonienses. A trajetória da Erudica reforça que grandes palcos também podem começar longe dos grandes centros. Conheça o trabalho da banda e acompanhe a trajetória pelos palcos da Europa no Instagram: @erudicaofficial.


