Pular para o conteúdo

COLUNA BOCA MALDITA – CASINHAS DA ANGÚSTIA

9 minutos de leitura

TERRORISMO DE MENTIRA

Nos últimos dias, surgiu um boato em Cacoal espalhando a falsa notícia de que uma pessoa tinha explodido uma bomba nas proximidades da escola Bernardo Guimarães. Há dois grandes equívocos nas matérias divulgadas em diversos jornais: Primeiro que não foi uma bomba, porque o objeto que explodiu não tem materiais utilizados para a confecção de bombas. Segundo que não foi um ato de terrorismo, como dito por alguns jornalistas. É verdade que um garoto de cerca de 14 anos colocou dentro da mochila de uma aluna um objeto que em contato com fogo causa explosão, mas não tem potencial para matar ninguém. Os fatos divulgados de maneira completamente equivocada causaram muitos comentários na cidade e muitas mães e pais que possuem filhos na escola Bernardo Guimarães imaginaram que realmente estão ocorrendo atos de terrorismo em Cacoal, o que não é verdade. O menino que cometeu o ato já foi aluno da escola em anos anteriores e conhece colegas que continuam na escola. Esta é a razão pela qual eles estavam juntos no mesmo local.

ERRO DE GEOGRAFIA

Ainda com relação ao episódio da explosão, a escola Bernardo Guimarães fica localizada na região central de Cacoal. Assim, existem lojas, residências e outras instalações nas imediações. O local onde ocorreu a explosão foi dentro de um restaurante que fica próximo à escola e no qual vários estudantes costumam ficar esperando seus pais, ou mesmo conversando e passando o tempo, em horários que não estão em aula e que deveriam estar em suas casas. Em vez de informar onde ocorreu o fato, alguns jornalistas preferiram usar a escola como referência, fato que contribuiu para gerar pânico e distorcer as informações. É comum a ocorrência de acidentes na região central de Cacoal, mas nenhum jornal costuma dizer que foi praticamente dentro da escola. Todas as escolas urbanas de Cacoal possuem muros e os alunos que ficam no pátio na escola estão todos protegidos de ocorrências como esta. Neste caso, falta aos pais o cuidado de passar aos seus filhos as orientações adequadas sobre a permanência em determinados lugares.

CASINHAS DA ANGÚSTIA

A Secretaria de Ação Social e Trabalho de Cacoal (SEMAST) precisa se organizar um pouco mais e passar à população as informações corretas sobre as casas populares cujo sorteio ocorreu no ano de 2020 e até hoje não forem entregues. Na ocasião do sorteio, 300 famílias foram contempladas para receber a casa própria, mas muitas delas reclamam, agora, que tiveram seus nomes retirados da lista de contemplados. As famílias alegam que procuram a SEMAST e recebem a informação de que seus nomes foram retirados da lista pela Caixa Econômica Federal. Essa situação precisa ser esclarecida, porque as 300 famílias sorteadas faziam parte de uma lista inicial onde havia mais de 4 mil nomes. Após muitas discussões, o sorteio foi realizado e as pessoas da lista final sonhavam com a casa própria. O problema é que somente agora recebem a informação de que seus nomes foram excluídos. Tudo isso precisa ser esclarecido, porque a frustração é enorme. Se a SEMAST não teve a capacidade de utilizar os critérios adequados para fazer a seleção, causar esse tipo de frustração nas famílias sorteadas é de uma incoerência sem precedentes.

DEPUTADOS FEDERAIS

Como é muito comum, em anos que antecedem as eleições, começaram a surgir as “pesquisas” sobre eventuais candidatos que estarão na luta por um dos cargos a serem disputados no próximo ano. Esta semana, as redes sociais divulgaram informações sobre uma possível pesquisa que teria sido realizada na região central de Cacoal e colocam na vitrine alguns nomes já conhecidos e outros bem anônimos, mas que se preparam para tentar conquistar os eleitores do estado e garantir uma cadeira no mandato. Desta vez, os nomes colocados na lista da suposta pesquisa seriam de pessoas que buscam uma cadeira de deputado federal nas eleições de 2026. É verdade que o estado precisa de boa representação no Congresso Nacional e também é verdade que os atuais deputados federais estão sumidos dos municípios. Eles já começam a dar sinais de vida e muito em breve vão começar o trabalho de mandar, diariamente, mensagens de bom dia, boa tarde e boa noite, coisa muito rara de acontecer, quando não precisam de contato com a população. O eleitor precisa estar atento, porque Cacoal sofre com a falta de representação desde que Nilton capixaba deixou o cargo. Os agrados com emendas de 100 mil ou 200 mil, para adoçar a boca dos eleitores está muito longe de ser a representação que Cacoal merece.

CABOS ELEITORAIS

Essa história de novos candidatos e da busca por um deputado ou senador que realmente representa Cacoal envolve a participação de pessoas do município, que já começaram suas negociações com pessoas que não possuem nenhuma ligação com Cacoal, mas que sabem que há um grande numero de eleitores no município. Esses cabos eleitorais que começam a trazer nomes novos para Cacoal estão entre as pessoas responsáveis pela falta de representação política do município, tanto na Câmara Federal, como no Senado da República. Isto acontece, porque esses cabos eleitorais costumam negociar coisas que representam apenas seus próprios interesses, mas não significam nada para um município que necessita ter bons representantes, por ser uma das cidades mais importantes do estado. Os eleitores cacoalense precisam ficar bem atentos, porque esses cabos eleitorais não estão preocupados com a falta de estrutura no setor de saúde, com a infraestrutura do município e com obras e serviços que, de fato, representam os anseios da população. Ainda não dá para falar em nomes de Cacoal, mas a apresentação de pessoas de outras regiões do estado no município mostra a falta de cuidado político com a Capital do Café.

DUPLICAÇÃO DA RODOVIA

A Comissão de Infraestrutura do Senado Federal emitiu um convite à população para uma suposta discussão sobre a situação da BR 364. As reuniões estão marcadas para o dia 19 de maio nos municípios de Ji-Paraná e Vilhena, às 09h e 15h, respectivamente. É provável que nestas reuniões o tema seja relacionado com a duplicação da rodovia, mas o convite não deixa claro qual seria a pauta. Durante vários anos, o assunto foi discutido no Senado Federal, mas a bancada de Rondônia não deu a importância devida. Somente agora, quando já ocorreu o leilão para a contratação de empresas, é que alguns políticos de Rondônia resolveram aparecer como salvadores da pátria, mas pode ser tarde. É pouco provável que haja a possibilidade de alterar o planejamento sobre as obras, porque essas coisas não acontecem da noite para o dia. A bancada de nosso estado dormiu durante vários anos e isto pode ter comprometido seriamente a discussão sobre detalhes da obra de infraestrutura. Além disso, o convite também não esclarece se haverá, nestas reuniões, a presença de representantes do DNIT ou mesmo da empresa vencedora do leilão. A ausência dessas autoridades nas reuniões torna o assunto esvaziado.

RUA UIRAPURU

A população que vive nas imediações da rua Uirapuru, em Cacoal, continua sofrendo com a péssima qualidade da obra de pavimentação feita pouco tempo atrás no local. As obras de drenagem da rua não suportam uma chuva de cinco minutos, porque os bueiros transbordam e causam verdadeiros estragos nas residências e lojas da região. E não é somente isso. Algumas ruas próximas também são afetadas pelo péssimo serviço que foi feito na Uirapuru. Recentemente, um jovem que reside nas proximidades gravou um vídeo para mostrar a situação de quem vive naquele local e perguntou onde estão as autoridades que tanto celebraram as obras da rua Uirapuru e gravaram diversos vídeos para fazer propaganda política, tentando tirar proveito da obra. Ele perguntou se as autoridades vão esperar a volta do período de inverno para dar desculpas à população. Quando as obras da rua Uirapuru foram inauguradas, vereadores, deputados, secretários municipais, prefeito e outros políticos fizeram diversas postagens nas redes sociais, tentando passar a ideia de que a obra aconteceu por causa deles. Mas agora, depois dos péssimos resultados, não aparece ninguém para dizer por que os antigos problemas continuam a causar transtornos para a população. E não tem fundamento culpar a construtora contratada. A empresa foi contratada após vencer a licitação para executar os serviços conforme o projeto apresentado pela prefeitura.

PROMESSAS VAZIAS

No mês de dezembro de 2024, a Secretaria de Estado da Educação passou uma informação a todas as escolas do estado, dizendo que os professores que tivessem interesse em receber os valores referentes às licenças não gozadas deveriam protocolar os pedidos com urgência, porque os valores seriam pagos até o mês de março de 2025. Muitos professores e técnicos educacionais correram para juntar documentos e organizar seus pedidos, conforme tinha orientado a SEDUC. Passados vários meses, estamos praticamente nos dias finais de maio e até hoje nenhuma noticia sobre os pagamentos foi passada aos profissionais. Esse tipo de situação causa um enorme desgaste na imagem do governador, principalmente por ele que cogita a possibilidade de disputar uma vaga para o Senado Federal em 2026. É preciso que a SEDUC apresente uma explicação sobre essas promessas vazias feitas aos servidores, porque receber os valores de licenças vencidas é um direito dos trabalhadores e não faz sentido esse tipo de comportamento das autoridades estaduais.

CUIBANO E DOURADENSE

A arte cacoalense precisa ser mais valorizada pela população e pelas autoridades municipais. Esta semana, a dupla de cantores sertanejos Cuiabano e Douradense participou do programa de entrevista do Diego Maia, em Cacoal, e mostrou que nossa história e cultura necessitam de um resgate. A participação deles no programa revela que temos na Capital do Café muitos talentos já conhecidos, como é o caso da dupla e outros que precisam ser buscados para os holofotes. Cuiabano e Douradense falaram da trajetória profissional no mundo da música, de suas composições e daquilo que eles esperam para o futuro. Cacoal possui poetas, instrumentistas, compositores e outros artistas que hoje estão abandonados pela Secretaria de Cultura do município. Isto acontece, porque a secretaria adotou a conduta de contratar sempre profissionais muitos conhecidos no cenário nacional e que vêm ao município apenas para cumprir contratos, mas que não possuem nenhuma relação com a história da cidade e com a arte local. Embora a Secretaria de Cultura receba valores significativos para estimular a arte local, nada acontece e isso cria muitos obstáculos para que a Capital do Café mostre seus talentos e sua arte.

Leia também

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *