
DEBATE DE BAIXARIAS
Esta semana, mais um debate foi realizado entre os candidatos que disputam o governo de Rondônia. Desta vez, o evento foi realizado pela TV Rema, com sede na capital de Rondônia. Como ocorreu no debate anterior, nenhuma novidade foi apresentada, e os candidatos não usaram o momento de exposição pública para apresentar suas propostas e projetos. Mais uma vez, prevaleceu a estratégia dos ataques pessoais que são vistos como algo muito negativo pelo eleitor. Essa velha forma de participar de debates realmente não agrada os eleitores, porque ninguém tem interesse em ficar duas ou três horas, muitas vezes até mais do que isso, na frente da televisão assistindo esse show de baixaria, no qual vários candidatos se dedicam a usar a ficha criminal ou histórico de fatos negativos contra seus adversários. O que o eleitor ganha com essas agressões gratuitas e desnecessárias? Nada, porque a vida privada, a ficha criminal ou a vida íntima dos candidatos não interessa aos eleitores. A coluna já advertiu outras vezes, mas, como os candidatos insistem em promover a baixaria nos debates, é necessário lembrar, mais uma vez, que o eleitor que gasta seu tempo com o objetivo de ver um debate tem interesse em saber quais as propostas e projetos que os candidatos têm para melhorar a saúde, segurança pública, educação, agricultura e todos os demais setores que exigem de quem deseja governar o estado, projetos claros e propostas dignas de quem se apresenta como a solução para os problemas da sociedade. A baixaria, os ataques pessoais e a conversa furada não fazem parte das demandas e interesses de Rondônia.
MUSEU EM BRASÍLIA
Durante o debate realizado pela TV Rema, o ex-prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, declarou que o senador Marcos Rogério teria destinado 14 milhões de reais de suas emendas individuais para a construção de um museu em Brasília. Fúria questionou que os valores poderiam ter sido viabilizados para ajudar a saúde pública ou outros setores de Rondônia, mas que teriam sido destinados para a tal construção de um museu na Capital Federal. Adailton Fúria não apresentou nenhuma prova de que o fato aconteceu, mas o fato pode gerar um grande desgaste na campanha de Marcos Rogério, já que o eleitor certamente não ficaria contente de saber que 14 milhões de reais que poderiam ser aplicados em Rondônia fossem aplicados em outra unidade da federação. Como as declarações tiveram forte impacto, é possível que o tema volte a aparecer em outros debates, fato que pode exigir do senador Marcos Rogério uma explicação mais convincente. Por outro lado, se ficar comprovado que os fatos não aconteceram, o desgaste muda de lado e Adailton Fúria terá que dar muitas explicações. Vale lembrar que, com a história das emendas secretas, nada é impossível nesse universo de emendas de senadores ou deputados, porque as investigações que acontecem em Brasília já mostraram que muitas emendas foram destinadas para lugares que não possuem nenhuma conexão com a realidade dos congressistas. Mas, no caso dos supostos 14 milhões para a tal construção do museu em Brasília, até este momento, não existe nenhuma comprovação dos fatos. Assim, é possível que a coisa venha a ser mais um detalhe no folclore político das campanhas e dos debates entre os candidatos.
TENTATIVA DE CENSURA
A campanha eleitoral deste ano tem mostrado que muitos políticos que vivem falando de liberdade de expressão e democracia fazem isso somente da boca para fora. Na prática, nenhum deles tem aceitado receber as críticas que muitos eleitores fazem nas redes sociais e que diversos jornalistas de Rondônia levam aos rondonienses, através de textos, áudios vídeos e imagens. Desde o momento da pré-campanha, diversos partidos e candidatos têm buscado a Justiça Eleitoral para tentar censurar as publicações, mesmo aquelas que refletem o simples pensamento do eleitor ou os fatos registrados pelos jornalistas. Alguns poucos pedidos são aceitos pela Justiça Eleitoral, mas a grande maioria das tentativas de censura não consegue encontrar amparo no judiciário. E as tentativas de censura partem de todas as vertentes partidárias e ideológicas, o que mostra que a vontade de calar o eleitor e muitos jornalistas está na direita, esquerda, centro e nos extremos. Como as redes sociais ganharam enorme protagonismo nas campanhas eleitorais, os partidos e candidatos que se incomodam com a liberdade de expressão devem ter muito trabalho este ano, já que a Justiça eleitoral tem se manifestado no sentido de garantir ao eleitor e aos jornalistas o direito de fazer críticas aos políticos e partidos. É evidente que as autoridades do Poder Judiciário não permitirão exceções com abusos ou cometimento de crimes nas redes sociais, mas a tentativa de censurar a liberdade de expressão não tem dado muito certo até este momento. Assim, os partidos políticos ou candidatos insatisfeitos vão precisar conviver com as críticas. Viva a liberdade de expressão!!!
AUMENTO ZERO
Os candidatos que disputam a sucessão estadual, em diversas ocasiões, estão prometendo valorização dos profissionais, concurso público, aumento salarial e outros benefícios aos servidores públicos de Rondônia. Entretanto, a realidade pode ser bem diferente dos discursos de campanhas. Poucos dias atrás, em uma entrevista concedida na capital do estado, o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RO), Wilber Coimbra, foi questionado pelo jornalista Robson Oliveira acerca do assunto. O conselheiro foi enfático ao falar sobre o tema e afirmou que a Lei Estadual 6465/2026 é suficiente para responder aos questionamentos. A lei citada por Coimbra é exatamente a Lei Orçamentária de Rondônia e o texto da norma é claríssimo, ao dizer que não existe margem orçamentária para conceder aumento de salários para o ano de 2027. O detalhe importante na história é que nenhum dos candidatos terá o direito de dizer, no próximo ano, que não conhecia a Lei Estadual 6465/2026, porque o Tribunal de Contas do Estado de Rondônia realizou um evento exclusivo com todos os candidatos a governador, com a finalidade de mostrar a eles a realidade financeira do estado. E a reunião não se limitou a discursos. O Tribunal de Contas entregou, para cada candidato, um relatório no qual estão todos os dados apresentados de maneira minuciosa. Resumindo a situação, pode-se dizer que os candidatos que estão prometendo aumento de salário e outros benefícios estão apenas tentando enganar os servidores públicos estaduais.
ASSÉDIO ELEITORAL
O Ministério Público Eleitoral tem atuado com muita determinação, para coibir eventuais abusos durante a campanha eleitoral. Esta semana, o MPE encaminhou um documento para todos os poderes do estado e para as Promotorias Eleitorais nas diversas comarcas de Rondônia, para recomendar que a prática de atos de campanha eleitoral em órgãos públicos poderá trazer duras consequências aos eventuais infratores da legislação eleitoral em vigor. O documento trata de reuniões em órgãos públicos com a finalidade de campanha eleitoral, visitas de candidatos ou apoiadores para pedir votos, distribuição de material de campanha e diversas outras condutas. A medida visa impedir os agentes públicos ou cabos eleitorais dos candidatos de usar a máquina da administração pública nas esferas federal, estadual e municipal. Qualquer pessoa, incluindo candidatos, servidores públicos ou cabos eleitorais, poderá sofrer as penalidades previstas na legislação eleitoral vigente. Entre as penalidades previstas, pode acontecer multas que variam conforme a conduta do infrator, podendo chegar a 8 mil reais. No caso dos candidatos que não cumprirem as normas, as punições podem ir além e provocar a cassação do registro de candidatura, mesmo que a pessoas já tenha sido eleita. Nesta situação, as denúncias podem ser encaminhadas à Justiça Eleitoral por qualquer servidor ou outra pessoa que tiver conhecimento de eventuais práticas de condutas proibidas dentro dos órgãos públicos. As denúncias podem ser feitas pelos seguintes contatos: Telefone: 148 (ligação paga) ou 0800 148 0148 (ligação gratuita); · WhatsApp: (69) 3211-2148.
SERVIDORES PÚBLICOS
O clima de campanha eleitoral cria uma situação que incomoda muitas pessoas, entre elas os servidores públicos, sejam eles federais, estaduais ou municipais. Trata-se de situações em que agentes políticos fazem pressão para que servidores públicos sejam obrigados a fazer campanha eleitoral. A legislação eleitoral não permite que nenhum servidor público, não importa o tipo de vínculo, seja obrigado a fazer campanha. A lei eleitoral proíbe o uso de bens públicos de qualquer natureza e também a utilização de servidores públicos em campanha eleitoral. No caso dos servidores, eles não podem ser obrigados a usar adesivos, pintar seus muros, colocar fotos ou banners em redes sociais e nenhuma outra forma de propaganda eleitoral. Os servidores também não podem ser convocados para reuniões políticas em horários de trabalho. No caso de reuniões fora do horário de trabalho, nenhum servidor público está obrigado a participar e não pode ser coagido por nenhum agente público ou agente político. Claro que nenhum servidor público está proibido de declarar voto em seus candidatos, mas isto somente deve acontecer por exclusiva e espontânea decisão de cada servidor público, sendo garantido ao servidor o direito de não revelar seu voto, de não ser constrangido ou assediado por quem quer que seja. Nos bastidores políticos de Rondônia e nas redes sociais, já existem diversas denúncias sobre o assédio contra servidores públicos e a tentativa de obrigar servidores a entrarem nas campanhas. Cada servidor afetado tem o direito de recusar e pode fazer as denúncias, quando os fatos acontecerem. Os políticos precisam ficar atentos, porque as denúncias podem surgir a qualquer momento e de forma anônima.
SENADO FEDERAL
A impressão que se tem, até este momento da campanha, é que os candidatos que disputam as duas vagas de senadores ainda não entraram de uma vez na competição. Antes das convenções, eles estavam sempre muito presentes em todos os municípios, mas deram uma sumida após os pedidos de registros de candidaturas. Embora algumas pesquisas divulgadas em Rondônia tenham indicado um ou outro nome como preferido, tudo indica que teremos uma disputa muito acirrada pelas vagas de senadores, porque os eleitores praticamente não comentam sobre seus candidatos e são raros os eleitores que declaram já ter os dois nomes para votar. Isso não configura uma novidade, porque os eleitores costumam comentar pouco sobre escolha de senadores, mas os candidatos precisam ir às ruas. Na disputa pelas duas vagas, estão: Acir Gurgacz (PDT); Aires Mota (PV); Bruno Scheid (PL); Fernando Máximo (PL); Engenheiro Thulio (MISSÃO); Luciana Oliveira (PT); Luís Fernando (PSD); Mariana Carvalho (REPUBLICANOS); Neidinha Cardozo (PSB) e Sílvia Cristina (PP). Com estes nomes na disputa, somente a apuração dos votos será suficiente para indicar qual a preferência do eleitor na escolha por dois nomes, mesmo porque a mudança de última hora pode mudar todas as previsões dos analistas. Como a população de Rondônia não costuma dar muito crédito às pesquisas e considerando que nem todos os institutos gozam da confiança do eleitor, a eleição para senador no estado é uma grande incógnita e nenhuma surpresa está descartada. Assim, os candidatos que se acham favoritos ao cargo precisam ficar de olhos bem abertos.
CANDIDATOS DO PREFEITO
O prefeito de Cacoal, Tony Pablo, usou suas redes sociais para anunciar seu apoio a diversos candidatos que disputam as eleições deste ano. Em um vídeo divulgado esta semana, ele convida a população cacoalense para um evento de campanha em que declara apoio aos candidatos a deputado estaduais Cleber Diniz e Edimar Kapiche, ao candidato a governador Adailton Fúria, à candidata Mariana carvalho, que disputa uma vaga no Senado Federal, e à Joliane Fúria, candidata à deputada federal. O vídeo divulgado pelo prefeito indica que o deputado estadual Cássio Gois não está entre suas preferências, o que pode parecer novidade para alguns. Entretanto, o prefeito não fez, em tempos anteriores, nenhuma manifestação no sentido de declarar simpatia pelo mandato do deputado. Sempre que faz declarações políticas sobre personalidades de Cacoal, Tony Pablo deixa claro que tem uma longa e antiga amizade com o ex-prefeito Adailton Fúria, mas isto não o vincula a outros aliados do agora candidato a governador. No caso da eleição para deputado estadual, certamente a disputa será bem interessante em Cacoal, já que além de Cássio Gois, que disputa a reeleição, diversos outros nomes brigam pelos votos dos cacoalenses, inclusive candidatos de outros municípios que possuem fortes aliados e portariados na Capital do Café. Neste caso, vamos aguardar e ver como vai se sair o prefeito Tony Pablo como cabo eleitoral, já que ele aposta em dois nomes para a Assembleia Legislativa de Rondônia. É uma boa oportunidade para testar sua popularidade como apoiador. Como estão no mandato de vereador, Edimar Kapiche e Cleber Diniz não são anônimos em Cacoal, mas a disputa para deputado estadual exige uma rotina forte de caminhadas e pedidos de votos.
INCÊNDIOS EM CACOAL
A população de Cacoal precisa ter o máximo de cuidado com a possibilidade de incêndios nesse período, porque a forte estiagem e o calor intenso certamente potencializam os riscos de acontecer esse tipo de acidente. Como a estrutura do Corpo de Bombeiros não é suficiente para atender a todas as demandas, a população precisa colaborar para evitar a ocorrência de tragédias. Diversos registros de incêndios foram feitos nos últimos dias. E vale lembrar que os militares do Corpo de Bombeiros fazem um grande esforço para atender, mas infelizmente eles não dispõem de um número de agentes que seja suficiente e nem de equipamentos que atendam com a rapidez necessária. Claro que não falta boa vontade e muita determinação dos Bombeiros, e eles fazem um trabalho heróico, mas precisamos entender que os milagres não existem neste cenário e a ação da comunidade pode evitar muitos transtornos. Em Cacoal, o Corpo de Bombeiros atua em salvamentos, acidentes de trânsito e diversas outras frentes. Então, é humanamente impossível disponibilizar de pessoas que estejam em todos os setores da cidade ou na zona rural, em casos de incêndios. É de se lamentar que um município da importância de Cacoal e com uma população de aproximadamente 100 mil pessoas tenha um efetivo tão reduzido no Corpo de Bombeiros. Mas isto também acontece cm a Polícia Civil, Polícia Militar e outras instituições. Vamos torcer por uma realidade diferente a partir do próximo ano. Suspita-se que certos incendios são propositais, como no morro da Embratel e na entrada da Linha 9, no Riozinho. A Polícia está de olho!
