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Coluna Boca Maldita – ELEIÇÃO DO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA

7 minutos de leitura

FIM DOS ACAMPAMENTOS

Após a posse do presidente Luís Inácio Lula da Silva, os acampamentos montados em frente aos quartéis em diversos estados do Brasil começaram a ser desmontados definitivamente. Em Rondônia, o local do acampamento é na frente da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, na capital do estado. Inicialmente, as autoridades imaginaram que seria necessário o uso de certa força policial para esvaziar o local, mas a viagem do ex-presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, sem data de retorno, parece ter criado um certo clima de total desânimo nos manifestantes. Outras mobilizações devem acontecer em protesto ao novo governo, mas dificilmente terão a força dos atos realizados nos meses de outubro e novembro do ano passado. Nas redes sociais, já começam aparecer uma série de vídeos e áudios dos eleitores bolsonaristas embarcando rumo à Brasília para participarem de uma manifestação na capital federal. Alguns acreditam que no caso dos militares, não se trata de enganação, eles apenas não podem descumprir a Constituição Federal e devem cumprir à risca a hierarquia e disciplina das instituições militares.

PRISÕES EM RONDÔNIA

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Alexandre de Moraes, decidiu virar a caneta para o norte do país. Nos últimos dias ele determinou a prisão de dezenas de bolsonaristas acusados de atos extremos no estado de Rondônia, Acre e Amazonas. Em Rondônia, diversas prisões foram cumpridas e dezenas de mandados de busca e apreensão em muitos endereços. Ao que parece, as autoridades possuem a identificação das pessoas que lideram os movimentos nesses estados. Vale salientar que as prisões são determinadas somente no caso de pessoas que agem de maneira criminosa, como incendiando veículos, agredindo pessoas que trafegam nas rodovias, invadindo órgãos públicos ou ameaçando de morte algumas pessoas. Alguns dos presos da região foram flagrados em vídeos ou áudios fazendo ameaças de morte contra os ministros dos tribunais superiores.

QUESTÃO DAS ARMAS

O presidente Luís Inácio Lula da Silva determinou várias medidas relacionadas à questão das armas no país. Entre as medidas, ele revogou atos do governo anterior em relação à quantidade de armas por pessoas, mecanismos de fiscalização e diversos outros fatores referentes às armas. As medidas do atual governo tendem a causar forte impacto em todos os estados da federação, especialmente porque o número de caçadores, atiradores e colecionadores, os chamados CAC, aumentou significativamente no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula declarou no ato da posse e durante todo o período de campanha que “o Brasil não precisa de armas; precisa de livros”. Estas declarações do Presidente da República indicam que Lula não dará nenhuma moleza para os clubes de tiro do país.

ELEIÇÃO DO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA

O próximo dia 1º de fevereiro vai marcar um fato importante. Será a posse dos deputados e a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Rondônia. Nos bastidores políticos do estado, é dada como certa a vitória do deputado Marcelo Cruz, para presidir a Casa de Leis nos primeiros dois anos. Ainda segundo os mesmos bastidores, o atual presidente Alex Redano estaria acertado com os pares para comandar o Poder Legislativo no segundo biênio da legislatura. Essas articulações também envolvem o grupo político do governador Marcos Rocha e, justamente por este motivo, podem estar consolidadas. Nos primeiros quatro anos de mandato do coronel Marcos Rocha, ele não teve a oposição de nenhum dos deputados estaduais. Este clima de harmonia entre os poderes políticos do estado deve seguir no segundo mandato do governador, principalmente porque ele foi reeleito no segundo turno com uma aliança que envolve as principais forças políticas da capital e do interior de Rondônia.

LULA E GOVERNADORES

O presidente Luís Inácio Lula da Silva prometeu fazer um governo de diálogo e que envolva todos os governadores do Brasil nas decisões políticas do país, principalmente as decisões relacionadas com as obras de infraestrutura nos estados e que serão realizadas com recursos da União. O presidente anunciou a primeira reunião com os governadores de estados e do Distrito Federal para o próximo dia 27 de janeiro. O governador de Rondônia deverá estar presente à reunião, porque a tendência é que ele não faça oposição ao governo federal. Ele foi eleito como aliado do ex-presidente, mas tudo indica que ficará fora do grupo de oposição ao presidente da república. Ao que tudo indica, o objetivo de Lula é fazer parcerias com os estados e, desta forma, dificilmente haverá espaço para que governadores façam oposição. Mas já tem muita gente curiosa para saber como vai ser este encontro e os seus resultados.

CÂMARA CACOAL

O impasse em relação à Presidência da Câmara de Cacoal segue causando muitas discussões. Os vereadores Paulinho do Cinema e Zivan Almeida ingressaram com ação na justiça, questionando a eleição de Valdomiro Corá. Até este momento, o Poder Judiciário não tomou a decisão definitiva sobre a situação, mas determinou que o vereador João Paulo Picheck siga presidindo a Mesa Diretora da Câmara de Cacoal. Corazinho foi eleito com 06 votos, mesmo número de vereadores que se recusaram a participar da votação que elegeria Corazinho por ser o vereador mais velho da Casa. Velho político, na verdade a imagem de Corazinho parece não estar muito boa perante à sociedade cacoalense e esse teria sido o motivo para os outros seis vereadores não participarem da votação, impedindo a eleição certa de Corá para a presidência. Em enquete recente realizada nas redes sociais da Tribuna, a grande maioria dos votantes manifestaram ser contra  Corazinho na “chefia” da Câmara. Mais de 70% dos que votaram, votaram contra o vereador.

CONCURSO EDUCAÇÃO

O estado de Rondônia se prepara para realizar um concurso público na área de educação. Centenas de vagas serão abertas em diversos municípios do estado e também em diversas áreas do conhecimento. Além do fato de muitos professores terem solicitado aposentadoria nos últimos anos é preciso lembrar que a pandemia de Covid-19 provocou o óbito de muitos professores, infelizmente. Assim, e considerando a natural escassez de profissionais em várias áreas, é necessário que realmente haja um novo concurso público na área de educação. O estado de Rondônia está há cerca de 10 anos sem realizar concursos públicos e isso causa grande transtorno ao setor educacional. Além da Educação, o setor de segurança pública também precisa melhorar seu efetivo. A Polícia Civil já realizou concurso no fim do ano passado. E espera-se que a Polícia Militar siga esta tendência em 2023.

RATEIO DO FUNDEB

Falando em educação, os professores seguem cobrando da direção dos sindicatos e também da SEDUC os compromissos firmados em campanha pelo Governo de Rondônia, em relação ao rateio do FUNDEB. Em visitas de campanha que fez em vários municípios diferentes do estado, o coronel Marcos Rocha prometeu que faria o pagamento do benefício aos profissionais de educação. Até agora, porém, não houve nenhuma manifestação do governo sobre o assunto o que irritou bastante os professores da rede estadual. O atual governador não precisava ter feito nenhuma promessa sobre o rateio para vencer a eleição, porque os profissionais da educação praticamente fecharam o apoio à candidatura dele. Caso haja uma mobilização de servidores públicos estaduais sobre o rateio, o governo terá enorme dificuldade para negociar, em função das promessas de campanha ainda não cumpridas.

ELEIÇÕES NO SINTERO

Aliás, este ano haverá eleições no Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação de Rondônia (SINTERO). Este fato presume o surgimento de grandes conflitos e debates na área educacional em 2023. Como a Direção Estadual do Sintero participou de conversas com o governo e vários dirigentes da entidade estiveram na campanha de reeleição do atual governador, com certeza, o grupo que atualmente comanda o sindicato enfrentará um problema sério para explicar por que não houve o rateio do FUNDEB e porque o governo e o sindicato estão calados. Essa situação da falta de pagamento do rateio pode até complicar a atual diretoria do Sintero, caso eles tentem reeleição, porque muitos trabalhadores podem entender que a culpa também é da direção sindical, que não cobrou com a mesma intensidade de sempre. O problema, e isto não será nenhuma surpresa, é que o governador Marcos Rocha considera a atual direção do sindicato da educação como aliado do governo e talvez muitos filiados não tenham a mesma opinião.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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