Rondônia, 21 de julho de 2024 – 18:24
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21 de julho de 2024 – 18:24

Coluna Boca Maldita – HORA DO VOTO

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HORA DO VOTO

As campanhas eleitorais de 2022 estão encerradas. Acabou o horário de rádio e TV, acabaram os debates. Agora chegou a hora de ir às urnas neste domingo, dia 30 de outubro. No caso de Rondônia, os eleitores decidirão quem será o governador do estado a partir de janeiro. Marcos Rocha e Marcos Rogério disputam a preferência dos rondonienses. A disputa foi muito acirrada até aqui e talvez seja a eleição mais disputada do estado, porque são dois grupos políticos fortes e com estrutura profissional de campanha. Neste momento, é importante que todos os eleitores estejam atentos aos horários de votação e que participem desta importante decisão. Na campanha de cada candidato, apesar das inevitáveis acusações de parte a parte, existem propostas, sonhos, aspirações. Os eleitores devem votar conforme suas aspirações e sempre pensando nos benefícios coletivos que cada projeto de candidatura pode oferecer à sociedade.

 

BOLSONARO x LULA

No cenário nacional, Jair Bolsonaro e Luís Inácio disputam voto a voto os eleitores de Simone Tebet, Ciro Gomes, Soraia Thronicke e até do padre Kelmon. Os institutos de pesquisa indicam uma disputa muito acirrada para a presidência da república. Em Rondônia, porém, o presidente Jair Bolsonaro deve manter a diferença que teve no primeiro turno, visto que o estado é um dos principais redutos de bolsonaristas do país. Não é à toa que os candidatos defensores do presidente estão no segundo turno. Como aconteceu no primeiro turno, a apuração deve ter um clima de muita tensão, principalmente porque os primeiros números vêm de estados onde o atual presidente tem forte militância. Há uma grande expectativa em relação aos votos de Minas Gerais e São Paulo, estados que possuem tradição em definir eleições. Assim, o mais provável é que as definições aconteçam perto das 20 horas, quando também já haverá os resultados da região Nordeste, reduto indiscutível de Lula e da esquerda.

 

SECRETÁRIOS MUNICIPAIS

Uma curiosidade na campanha estadual é que o prefeito de Cacoal resolveu apoiar o coronel Marcos Rocha no segundo turno da eleição. Antes ele era visto como inimigo da administração municipal e dos vereadores aliados do prefeito. Porém nem todos os aliados de Adailton Fúria estão no mesmo palanque. Pelo menos três ou quatro secretários municipais estão pedindo votos para o senador Marcos Rogério. Não existe nenhuma ilegalidade no fato de haver secretários municipais em palanque diferente do prefeito e isto mostra apenas que a democracia deve ser o tema defendido por todos os brasileiros. O vice-prefeito de Cacoal, Cássio Gois, também está na campanha do senador Marcos Rogério, embora tenha sido eleito tendo Fúria como cabo eleitoral. No primeiro turno, Marcos Rocha venceu na Capital do Café por diferença de pouco mais de 4.400 votos. A maior diferença a favor do atual governador aconteceu em Porto-Velho, mas não foi suficiente para deixar a campanha do governador tranquila. Como a diferença entre os candidatos foi de apenas 15 mil votos, a disputa promete.

 

APOIADORES DE ULTIMA HORA

Falando nisso, os candidatos que disputaram a eleição no primeiro turno e foram derrotados nas urnas preferiram ficar em casa no segundo turno. Terceiro colocado na disputa pelo governo, Leo Moraes não apareceu no segundo turno, assim como Daniel Pereira. Como já era esperado, um dia após a eleição de 02 de outubro, Jaime Bagatolli começou a campanha em defesa de Marcos Rogério. Alguns outros políticos decidiram declarar apoio a um dos dois candidatos apenas quando encerrou o prazo de propaganda eleitoral de rádio e TV. Esses apoiadores de última hora, como exemplo os deputados federais Leo Morais que concorreu ao Governo e Jaqueline Cassol que visou o Senado, que declaram apoio a Marcos Rocha, certamente estão mais preocupados em resolver questões individuais para não ficarem longe do poder, após as eleições. Como se sabe, numa eleição de governador, muitas coisas estão em jogo e os candidatos que não tiveram sucesso no primeiro turno conhecem bem essa história. Diversos postos são muito cobiçados por políticos que não conseguem ser reeleitos e isso é tradição em Rondônia. E não podemos esquecer que a eleição de prefeito está vindo por aí. Com exceção de Hildon Chaves, nos últimos anos muitos políticos se tornaram prefeitos da capital e tiveram muita dor de cabeça, mas é um sonho de muita gente, ainda.

 

PESQUISAS ELEITORAIS

Como a campanha eleitoral teve fim, diversas pesquisas totalmente falsas e sem nenhum critério científico vão inundar as redes sociais entre hoje e amanhã. O eleitor não pode se deixar influenciar por esse tipo de coisa, porque eleição é coisa muito séria. A dica da coluna é que todos os eleitores participem da eleição, escolham seus candidatos e votem livremente, sem essa coisa de pesquisa das redes sociais. Os números oficiais da eleição no primeiro turno mostram que mesmo as pesquisas realizadas por institutos consagrados não refletiram a realidade dos votos dos brasileiros. Assim, não dá para confiar em pesquisas de redes sociais ou enquetes e justamente por isso a legislação eleitoral proíbe esse tipo de publicação. Caso o eleitor queira buscar alguma informação correta, deve acessar o portal do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia ou do Tribunal Superior Eleitoral, porque as informações ali contidas são feitas conforme determina a legislação.

 

SERVIDORES PÚBLICOS

Na última sexta-feira, foi o Dia do Servidor Público, e muitas homenagens foram feitas em diversos setores da administração pública municipal, estadual e federal. Na ocasião, houve almoços, jantares e outras comemorações. Claro que em todos os eventos o tema preferido foi a eleição estadual e nacional, porque os servidores públicos estão diretamente ligados aos fatos que envolvem os governantes, principalmente porque existem muitas pautas que interessam diretamente aos servidores, inclusive aqueles que se preparam para pedir a aposentadoria. A possibilidade de haver reformas que trazem problemas aos servidores públicos é uma preocupação constante e a principal razão para que todos os setores do serviço público participem das campanhas com tanta determinação. Muitas vezes, os elogios e cumprimentos divulgados no dia do servidor público não refletem a realidade dos fatos. Vários membros da atual bancada federal de Rondônia votaram sistematicamente contra a categoria nos últimos quatro anos. Deve ser por isso que muitos deles acabaram derrotados nas urnas.

 

VALE VERDE

A história das casas populares do Residencial Vale Verde definitivamente não tem data para terminar. Novas informações indicam que não existe nenhuma previsão para a retomada das obras e as famílias contempladas estão, mais uma vez, colocadas para o escanteio. Muitas dessas famílias continuam morando em lugares onde as chuvas e enchentes dos rios podem causar sérios prejuízos, mas até hoje tudo ficou na conversa. Como as chuvas começaram a cair com muita frequência, resta às famílias contempladas torcerem para que as autoridades percebam a gravidade da situação. Os discursos vazios já fizeram muitas vítimas em Cacoal e os prejuízos são incalculáveis. E não é somente o caso das famílias contempladas com as casinhas. Há muitas outras que precisam ser vistas pela administração municipal. Não adianta o prefeito e seus aliados fazerem propaganda para aumentar o número de habitantes da cidade e não adotarem as medidas cabíveis para garantir que as famílias tenham o sagrado direito de morar com segurança.

 

COMISSÃO DE AVERIGUAÇÃO

A Comissão de Averiguação, instalada na Câmara de Cacoal para acompanhar o andamento da investigação policial sobre desvios de combustíveis de algumas secretarias municipais, até este momento, não apresentou o relatório sobre os fatos e os vereadores inclusive ampliaram os prazos. Como o legislativo deve entrar em recesso na primeira quinzena de dezembro, dificilmente o relatório será apresentado este ano. Nos bastidores da Câmara de Cacoal, os próprios vereadores que fazem parte da comissão manifestam insatisfação com a situação, por vários motivos. Quando houve a criação da comissão, muitas pessoas cogitaram nas redes sociais a possibilidade de ver o caso acabar em pizza e tudo caminha para este final. Talvez nem seja por omissão dos vereadores, mas porque não há mesmo como fazer nada diferente. A ideia de se criar essa comissão foi apenas para fazer o tempo passar. Como os vereadores alegam que dependem da investigação policial para produzir o relatório, é muito provável que a história de arraste por muito mais tempo do que se imagina. Quem sabe, com o novo concurso da Polícia Civil e com a possibilidade de aumentar o efetivo, a situação ganhe novos rumos, porque certamente as autoridades policiais tem diversas outras prioridades. A instalação de uma CPI seria o caminho mais prático, mas dificilmente isso acontecerá nos próximos 15 anos.

 

COMISSÃO DA EDUCAÇÃO

A Comissão de Averiguação não é a única instalada no município. A Secretaria Municipal de Educação criou uma outra comissão que tem como principal objetivo analisar as escolas que o município pretende fechar no setor rural de Cacoal. Quando o assunto foi discutido no início da gestão Fúria, o secretário, o prefeito e os vereadores negaram que haveria essa possibilidade, mas a criação da comissão mostra que eles não contaram a história direito. Entre os membros que analisam a possibilidade de fechar escolas rurais tem até pessoas que sequer terminaram o ensino médio e não possuem nada a ver com a educação. Um dos membros da comissão é um servidor contratado pela Prefeitura de Cacoal para serviços braçais e sem nenhuma condição de dar opinião sobre escolas. Essa discussão deveria ser feita com as famílias dos alunos da zona rural e a comissão deveria ter pessoas com a devida qualificação técnica. Não é possível fazer uma educação de qualidade dessa maneira. As famílias que vivem no setor rural precisam de escolas para seus filhos e não podem ser ignoradas pelas autoridades do município.

 

PARA REFLETIR

 

“O objetivo da educação inclusiva não é tornar todas as crianças iguais, e sim respeitar e valorizar as diferenças. (Andrea Ramal)

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