
TRAGÉDIAS NA RODOVIA
A BR 364 continua fazendo inúmeras vítimas. Esta semana, mais uma tragédia foi registrada no trecho entre Itapuã do Oeste e Ariquemes. Uma ambulância que trafegava no sentido Porto-Velho a Ariquemes colidiu frontalmente com um caminhão que viajava no sentido contrário. Uma senhora de 66 anos que era paciente e voltava de um tratamento médico da capital do estado morreu no local. Segundo informações divulgadas em vários jornais, ela iria para o município de Jaru, com a finalidade de seguir o tratamento. Uma técnica de enfermagem que acompanhava a paciente também morreu no local do acidente e o motorista da ambulância está internado. Infelizmente a tragédia aconteceu poucos dias após outro grave acidente envolvendo outra ambulância e que causou a morte de 5 pessoas. Como a BR 364 é uma das rodovias mais perigosas do país, acidentes como esses infelizmente são muito comuns, mas o número de ambulância envolvidas em acidentes revela a falta de estrutura da saúde em muitos municípios de Rondônia.
PROBLEMAS ESTRUTURAIS
A situação da BR 364 é realmente preocupante, porque o número de acidentes fatais aumenta a cada ano. Isto mostra a falta de segurança na rodovia e a falta de manutenção. Poucos dias atrás, uma grande polêmica surgiu no estado, quando iniciaram as discussões sobre a possível duplicação de vários trechos da rodovia. As autoridades federais e estaduais precisam encontrar uma solução para diminuir o número de acidentes na BR 364 e aumentar a segurança das pessoas que utilizam a rodovia. Outro problema que tem sido exposto com frequência é a falta de estrutura do setor de saúde em praticamente todos os municípios rondonienses, visto que, diariamente, funcionários da saúde e pacientes colocam suas vidas em risco no longo trecho que liga o município de Vilhena à capital do estado, bem como em estradas estaduais que dão acesso à rodovia BR 364. Muitas ambulâncias trafegam todos os dias, deixando claro que as a estrutura do setor de saúde também pede socorro, porque não oferece as condições mínimas para que os pacientes consigam fazer tratamentos nos municípios onde moram ou em cidades vizinhas.
PRIVATIZAÇÃO DE HOSPITAIS
Nos últimos meses, outro grande problema preocupa a população do estado. Em falas recentes do secretário de estado da saúde, ele tem defendido a privatização dos serviços em diversos hospitais da capital de Rondônia. Esta medida poderá criar outros enormes transtornos, visto que a privatização de serviços em hospitais públicos pode causar a demissão de centenas de funcionários dessas unidades e dificultar o atendimento à população, situação que já é muito precária. O secretário de saúde, Jeferson Rocha, usa o argumento de que não se trata de privatização, mas apenas de terceirizar serviços de saúde, o que significa a mesma coisa, na prática. Terceirizar serviços significa que o poder público vai entregar para empresas privadas o comando de diversas ações de saúde, mesmo que nenhuma discussão com a população e com os profissionais de saúde tenha sido feita. Como a grande maioria da população de Rondônia depende da saúde pública, essa decisão do governo de terceirizar, ou privatizar, pode fechar as portas para milhares de rondonienses que dependem do serviço público.
FESTA DO TRABALHAODR
No último dia 1º de maio, a Prefeitura de Cacoal realizou uma festa, no Espaço Beira Rio, cuja finalidade era comemorar o Dia do Trabalhador. Inicialmente, o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, anunciou que seria a primeira festa oferecida aos trabalhadores pelo poder público municipal e que haveria a distribuição de mais de 100 mil reais em prêmios, que seriam doações de empresas locais. Um dia antes do evento, os vereadores se reuniram às pressas para aprovar um projeto que chegou ao legislativo no mesmo dia, com a finalidade de autorizar o município a usar 100 mil reais repassados pelo governo do estado. A sessão durou cerca de 18 minutos e apenas o vereador Amarilson Carvalho votou contra o projeto. Os trabalhadores que compareceram ao evento precisam saber que os 100 mil reais foram doados pelo governo de Rondônia e são frutos dos impostos pagos pela população de Rondônia. Claro que pode ter havido, sim doações de empresas do município, mas as informações foram muito distorcidas pelo próprio prefeito. Como a cultura em Cacoal se resume a shows do gênero gospel, dessa vez não foi diferente, e mais um artista nacional veio a Cacoal ganhar dinheiro, como tem sido uma marca da administração. A arte local parece não ser prioridade para a Secretaria de Cultura de Cacoal.
REFORMA DO FEIRÃO
Desde os tempos em que o atual prefeito de Cacoal era deputado, fala-se muito numa tal reforma que seria feita no Feirão do Produtor e que os recursos seriam destinados por uma emenda do então deputado Adailton Fúria. Antes de assumir o cargo de prefeito, ele costumava dizer que a obra de reforma não acontecia por incompetência da administração municipal. Passados mais de 4 anos que Adailton Fúria assumiu o cargo, a reforma ainda não aconteceu. Em diversos grupos de WhatsApp do município, as pessoas perguntam pela reforma do Feirão do Produtor, mas ninguém aparece para dizer como está a situação. Como já se passaram vários anos do anúncio da obra, é muito provável que os vereadores nem saibam da promessa, mas as pessoas que necessitam do espaço para trabalhar têm reclamado muito, visto que o Feirão do Produtor é um espaço onde muitos trabalhadores ganham o sustento da família. Considerando que haverá eleições no próximo ano, nos próximos dias, devem aparecer alguns políticos para dizer que defendem os trabalhadores da agricultura e que a reforma será iniciada assim que as chuvas diminuírem. A população já está muito acostumada com esses anúncios em vésperas de anos eleitorais.
OBRAS E REFORMAS
Com os comentários registrados nas redes sociais, cobrando a reforma do Feirão do Produtor, surgem diversos outros questionamentos sobre obras públicas no município de Cacoal. Em um dos comentários, um trabalhador do Feirão do Produtor afirmou que torce muito para que a empresa responsável pela reforma do local não seja a mesma que realizou os serviços de drenagem na rua Uirapuru, no bairro Jardim Eldorado, porque os serviços são de péssima qualidade e causam muitos transtornos aos moradores do bairro e a todas as pessoas que circulam na rua onde foram feitos os serviços. Situação parecida é a reforma da Rodoviária Municipal, que costuma ser assunto de debate dos políticos somente em períodos eleitorais, mas que já se arrasta por mais de 10 anos e não tem nenhuma previsão para iniciar. Mas este ano a reforma da rodoviária já começou a aparecer em discursos de diversos políticos do município e até mesmo imagens de um suposto projeto já foram exibidas em vídeos gravados pelos políticos. Claro que a população acredita, porque não existe outra opção senão essa, mas a reforma da Rodoviária Municipal já virou folclore em Cacoal. Quem chega a Cacoal e se depara com situação da rodoviária, deve acolher para si uma má impressão sobre a cidade. Só nossos vagarosos políticos, que não a usam, não sentem essa impressão.
SEMAST x DEPRESSÃO
A Secretaria de Ação Social de Cacoal tem deixado muito a desejar no atendimento à população. Há diversos casos de pessoas que necessitam de alimentos, de assistência em várias situações e estão sendo deixadas de lado. Recentemente ocorreu o caso de um senhor que está doente, fez uma cirurgia, está acamado e não tem condições de trabalhar. Ele precisa ser atendido com cestas básicas, porque não se pode aceitar que pessoas passem fome no município. Felizmente, ele recebeu grande apoio do Movimento Cacoal na Depressão e conseguiu receber os mantimentos, mas foi uma grande batalha para que fosse atendido. As pessoas de baixa renda, não importa o local que moram em Cacoal, precisam da assistência social. Não faz sentido as pessoas levarem as informações sobre necessitados ao conhecimento da SEMAST e o atendimento ser negligenciado. Em muitas situações acontecidas em Cacoal, o Movimento da Depressão foi muito mais eficiente do que a Secretaria de Ação Social do município. É inaceitável ver uma família carente necessitando de alimentos e encontrar obstáculos na burocracia da SEMAST.
REVOLTA NA EDUCAÇÃO
Os trabalhadores da educação do estado de Rondônia estão revoltados com o governo do estado pela falta de cumprimento de diversas promessas feitas à categoria e não cumpridas pela SEDUC. Uma das reivindicações antigas é a situação do auxílio alimentação dos trabalhadores, que atualmente é de 250 reais. Não existe nenhuma secretaria que tenha valor menor que este e foi justamente da educação o maior apoio que o governador recebeu nas urnas, em 2022. Há órgãos do mesmo governo de Rondônia em que o auxilio alimentação é próximo de 2 mil reais, quase 10 vezes maior que o setor de educação. Vale lembrar que o auxílio alimentação de um deputado estadual é mais de 8 mil reais, valor superior ao vencimento integral dos professores. A diferença é que os professores possuem a missão de trabalhar para a formação de todas as crianças, jovens e adultos de Rondônia, missão que não tem sido muito fácil nos últimos anos. Em diversas escolas do estado, já houve casos de agressões físicas contra profissionais da educação. Além do baixo valor do auxílio alimentação, o governo retirou dos trabalhadores o vale transporte e o auxílio saúde é de 50 reais, valor congelado desde 2006.
CLIMA DE GREVE
Em todas as regionais do Sintero, os professores e técnicos se mobilizam para iniciar um movimento de greve que aconteceria a partir do dia 6 de maio. Até o momento, o Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Rondônia não recebeu nenhuma resposta oficial do governo sobre as reivindicações apresentadas pela categoria desde o início deste ano e que já foram apresentadas há mais de 5 anos, sem que haja uma resposta positiva. Caso os professores e técnicos educacionais de Rondônia decidam mesmo manter a pauta de greve, o clima ficará muito complicado para o governador Marcos Rocha, principalmente pelo fato de que ele estaria disposto a concorrer as eleições do próximo ano, para uma das vagas ao Senado Federal. Na história de Rondônia, diversos políticos tradicionais já acabaram derrotados nas urnas, após deixarem de cumprir promessas aos servidores públicos. Considerando que a educação reúne milhares de trabalhadores e que todos eles possuem familiares, certamente não seria uma boa ideia o governador apostar no enfrentamento.














