COLUNA DO XAVIER – CACOAL: A EDUCAÇÃO, A REALIDADE E O MITÔMANO…

Por Francisco Xavier Gomes

CACOAL: A EDUCAÇÃO, A REALIDADE E O MITÔMANO…

O período de pré-campanha eleitoral e essas constantes mudanças climáticas em Rondônia, têm provocado o surgimento de diversas personalidades folclóricas, para ficar somente no eufemismo. Alguns desses nefelibatas tentam aparecer, porque desejam um lugar na vitrine, para tentar disputar as eleições. Outros tentam aparecer, porque não conseguem ficar muito tempo sem passar vergonha, como é o caso do ex-secretário de educação e ex-professor Suamy Vivecanda. Em uma entrevista que concedeu ao apresentador de um podcast, Suamy resolveu fazer duríssimos ataques contra os professores de Rondônia, chegando ao cúmulo de afirmar que os professores recebem uma cartilha e não possuem nenhuma capacidade de produzir alguma coisa que não seja repetir a tal cartilha. Segundo ele, esse é o motivo da falta de qualidade nas escolas públicas do estado. Na verdade, não dá para levar a sério esse dublê de secretário, por diversas razões. Para se ter uma ideia, ele escreveu em seu perfil, numa rede social, que é “professor desde que nasceu”. Piada de péssimo gosto!! O ex-professor nunca passou de um mitômano…

 Inicialmente, é necessário esclarecer que somente as pessoas que conhecem a realidade das escolas públicas estaduais possuem autoridade para emitir opiniões sobre a qualidade do que é produzido pelos professores. Suamy Vivecananda não conhece a realidade, não conhece as escolas, não conhece os professores e não conhece nem mesmo a legislação educacional do país, já que, na entrevista, ele sugeriu que o governo federal é que determina o que acontece nas escolas estaduais. É preciso ser muito desatento para pensar assim! O que existe no Brasil, em relação à educação, é uma lei de diretrizes. Isto significa que todos os estados e também o Distrito Federal possuem total liberdade para organizar seu calendário e eventuais projetos políticos pedagógicos. O governo federal somente pode determinar as coisas nas universidades federais, institutos federais e escolas federais, como é o caso do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro. Em relação às escolas da rede pública estadual, cabe ao governo de Rondônia organizar o sistema. Embora Suamy tenha ocupado o cargo de secretário, provavelmente ele não sabe disso. É uma pena! E vale registrar, ainda, que cada escola estadual tem autonomia para organizar seu projeto político pedagógico. Ninguém recebe cartilha nenhuma para trabalhar, e somente as pessoas desinformadas afirmam isso. Apesar de diversas medidas do governo que visam somente atrapalhar o trabalho dos professores, nós buscamos estudar com dedicação para oferecer o melhor que podemos. É óbvio que o ex-professor Suamy não sabe como é a realidade…

 Apenas para que os rondonienses mais desatentos não se deixem engrupir pelo ex-professor Suamy Vivecananda, durante todo o período em que ele esteve no cargo de secretário de estado da educação, as escolas públicas de Rondônia tiveram que aplicar o TCAE. Então, o que é o TCAE? É uma avaliação que o aluno faz, depois que já fez todas as avaliações de todos os bimestres e não foi aprovado. O TCAE existe exatamente para aprovar os alunos que não tinham condições nenhuma de serem aprovados. Quando era secretário, Suamy se orgulhava de ter implantado essa porcaria nas escolas. Hoje ele aparece para reclamar da qualidade do ensino e para questionar o trabalho dos professores. Não tem nenhum professor de Rondônia que concorde com o TCAE, mas Suamy e Marcos Rocha consideram como um grande avanço da gestão deles. Então, quem é esse senhor para questionar a capacidade individual dos professores? É muito provável que Suamy Vivecananda tenha entrado em uma sala de aula, como professor, pela última vez, no fim dos anos 80, ou no início dos anos 90, ali na escola Major Guapindaia. Depois disso, ele assumiu a profissão de diretor de escola, sempre bajulando governadores e nunca mais voltou à sala de aula. É muito provável que, depois de deixar o cargo de secretário, ele não tenha atuado como professor em nenhuma escola da rede estadual, por isso tem tempo para falar bobagens. Quem é esse moço para questionar a capacidade dos professores que estão no chão da escola??

 Outra coisa que muita gente não sabe é que foi exatamente Suamy Vivecananda, quando era secretário, que mandou queimar centenas de obras da Literatura Brasileira que faziam parte do acervo das escolas de Rondônia. Entre as obras “condenadas” pelo suposto professor, estavam clássicos de Machado de Assis, Aluízio de Azevedo, Graciliano Ramos, José de Alencar e outros mestres da Literatura. Claro que uma pessoa que manda queimar obras desses e outros autores não tem nenhuma capacidade de ser secretário de educação e muito menos de criticar professores. Mas no governo de Marcos Rocha, até este senhor chegou a ser secretário da SEDUC. Coisa Vexatória!! Em determinada ocasião, uma escola de Ji-Paraná fez contato com este escriba e combinou-se um aulão de redação e gramática, dessas que são feitas para ajudar os alunos que farão o ENEM. Logicamente que a aula seria gratuita. O que fez Suamy, na condição de secretário? Entrou em contato com a escola e determinou o cancelamento da aula, alegando que a aula não deveria acontecer, porque ele era inimigo do professor que daria a aula. Resultado: centenas de alunos que ficaram prejudicados. Como é que alguém com esse perfil quer dar opinião sobre qualidade de ensino e formação de professores? Em vez de falar bobagens em podcasts, Suamy Vivecananda deveria procurar o que fazer, porque ele já fez tudo que podia ter feito para atrapalhar a educação desse estado… Tenho dito!!!

FRANCISCO XAVIER GOMES – Professor, Jornalista e Advogado

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