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Rondônia

Coluna ESPAÇO ABERTO – Quando a politicagem faz até o feiticeiro ser vítima do feitiço

4 minutos de leitura

Confira as notícias do dia com, Cícero Moura

SÓ OLHANDO
A bancada federal de Rondônia virou espectadora de luxo enquanto o tarifaço de Trump ameaça esmagar o agronegócio – o mesmo agronegócio que foi usado como palanque político por anos.

SÓ FIGURAÇÃO
Em vez de agir, articulando soluções e defendendo os interesses do estado, nossos parlamentares preferem o conforto do grito vazio e do teatro para as redes sociais.

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BRAVATEIRO
O deputado Coronel Chrisóstomo, por exemplo, cumpre à risca sua pauta em Brasília: foi às redes sociais gritar feito um alucinado, esbravejando contra o governo Lula como se a diplomacia internacional se resolvesse no gogó.

DOMESTICADO
É o típico “pinther” de estimação do bolsonarismo, bem mandado, que prefere fechar os olhos para o risco concreto de o estado perder mercados bilionários em nome da idolatria cega a Jair Bolsonaro e das alucinações de anistia que já beiram o delírio coletivo.

Foto:https://www.camara.leg.br/

DEVANEIO
Enquanto isso, os extremistas seguem em transe, pedindo clemência para seu mito falido, mas completamente cegos aos efeitos devastadores que as tarifas americanas podem causar.

FATO
Especialmente no agronegócio, que sempre jurou amor eterno a Bolsonaro e agora está sendo traído pela falta de estratégia e pela obsessão com um salvador que só sabe pedir pix.

TÍMIDOS
O restante da bancada até tenta manter no alto a bandeira da direita, mas o faz com uma habilidade quase cínica.

OMISSÃO
Criticam Lula e suas falas sem freios, atacam o STF e Alexandre de Moraes, mas evitam mencionar Bolsonaro em público.

ESTRATÉGIA
Não é coragem, é cálculo: é mais seguro bater em Lula do que arriscar a própria pele defendendo réus encurralados por um STF ferido e vingativo.

PEDRA NO CAMINHO
O mito virou um estorvo político – útil para manter a base animada, mas tóxico demais para ser exaltado abertamente.

TODOS PERDEM
A verdade é dura: não haverá vencedores nessa guerra de narrativas. Quando as tarifas começarem a asfixiar os exportadores de Rondônia, quando o boi gordo e a soja perderem espaço nos Estados Unidos, os gritos histéricos de Chrisóstomo e companhia não pagarão as contas nem sustentarão empregos.

PAGANTES
A fatura, como sempre, vai cair no colo de quem realmente trabalha e produz – gente que está no campo, na estrada e nos portos, e não no conforto de lives recheadas de ódio e fake news.

SEM RUMO
Se Rondônia continuar com uma bancada mais preocupada em proteger um ex-presidente em decadência do que em defender seu próprio povo, o estado terá o futuro de um navio sem leme – à deriva, com uma tripulação brigando pelo poder enquanto a água invade o porão.

FINGIMENTO
E o jogo de aparências e silêncios no União Brasil de Rondônia é uma daquelas coisas que ainda deve render muita história na política local. A dúvida é saber como termina o enredo.

VIAGEM
A recente ida do governador Marcos Rocha a Brasília para se encontrar com  Antonio Rueda, presidente nacional do União Brasil, é vista nos bastidores como uma tentativa de transmitir a imagem de que está tudo em perfeita harmonia entre ele e a cúpula do partido.

FIGURAÇÃO
A movimentação, no entanto, soa mais como um gesto estratégico do que como uma demonstração de força política real dentro da legenda.

OUTRA ROTA
Enquanto Rocha faz acenos na capital federal, em Rondônia a movimentação é outra.

DEPUTADO
Maurício Carvalho tem desfilado pelo estado ao lado de Fernando Máximo, num claro sinal de que o deputado federal é hoje a aposta mais visível do grupo para compor a chapa majoritária do União Brasil em 2026.

ONDE
A dúvida que paira é se ele será candidato ao governo ou ao Senado — o que também depende das negociações com outras forças políticas locais e nacionais.

PERSONA NON GRATA
No meio desse jogo, Junior Gonçalves — o verdadeiro comandante do União Brasil em Rondônia, ainda que sem o cargo formal — permanece em absoluto silêncio.

NÃO VAI FICAR DE FORA
Uma postura que pode significar tanto articulação silenciosa quanto estratégia de distanciamento temporário até que o cenário se defina com mais clareza.

CANDIDATO
Naturalmente, Marcos Rocha ainda é apontado como um dos nomes do UB para o Senado em 2026.

COMPANHEIROS
A dúvida que ronda os bastidores é quem será o segundo nome ao Senado e, principalmente, se o partido lançará mesmo uma candidatura própria ao governo estadual. A composição da chapa majoritária ainda está em aberto — e o tempo corre.

MINAS
Num terreno cada vez mais minado por interesses divergentes, vaidades e cálculos eleitorais, é difícil prever quem conseguirá cruzar a linha de chegada sem sair arranhado. No União Brasil de Rondônia, o jogo está longe de estar definido. Mas já começou.

FRASE
Dar o tapa e esconder a mão virou prática institucionalizada: berram nos palanques, mas somem nas soluções.

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