
Por Felipe Corona
Midiático
Virou modinha. Vira e mexe, você se depara com algum vídeo engraçadinho do prefeito Léo Moraes (Podemos) no Instagram e em outras redes sociais. Cheio de efeitos especiais, como placas de trânsito que voam, barulho ao ele cair do céu e outros frique-friques, tem feito essas postagens em “colabs” com outras páginas, incluindo as de humor.
Midiático 2
Uma delas é de um dos seus assessores, que ganha mais de R$ 20 mil líquidos. E que em outro espaço, comentei que ele fez jogo duplo (pulando do grupo de Mariana para o grupo de Léo e vice-versa). O tal “açeçor” tem registro de jornalista (mas nunca escreveu uma reportagem) e é formado em Direito (sem OAB). Chegou a ser cogitado como chefe de comunicação.
Midiático 3
Porém, seu nome não pegou bem, até com um vereador que se diz da categoria, mas pouco fez pelos jornalistas. Primeiro pensa nele, e quando sobra algo, libera uns presentes para serem sorteados em algumas “confras” de final de ano. Então, como consolação, o marqueteiro das redes de Léo virou “assessor especial”, ganhando uma fábula em dinheiro.
Midiático 4
Pois bem, voltando ao prefeito “Tiktoker”… Recentemente, alguns secretários e assessores com trânsito no Palácio do Relógio, me disseram que Léo PROIBIU que outros departamentos e órgãos se mobilizassem durante a arrecadação de alimentos, rações para animais e água mineral para os ribeirinhos atingidos pela cheia do Rio Madeira.
Midiático 5
O motivo? Uma suposta “centralização” na Defesa Civil. Mas, na verdade, o que essas pessoas perceberam é que Léo não queria que outras pessoas aparecessem mais do que ele. Já pensando nas eleições de 2026 (daqui a pouco explico isso) e por uma ação de voluntários da causa animal e de funcionários da SEMA (Secretaria Municipal de Meio Ambiente) ter bastante repercussão positiva nas redes sociais.

Midiático 6
Uma semana depois da “nova orientação” de Léo e da ação dos voluntários, que arrecadaram quase 2 toneladas de ração para cães e gatos, além de cestas básicas, o que aconteceu? Léo fez vários vídeos “fofinhos” e mostrou que a prefeitura está “trabalhando”. Porém, numa velocidade menor do que a população precisa. Mas é claro que tem que ter aquele barulho…
“Esqueceu”
Recentemente, com seu “marqueteiro” à tira colo, Léo foi até Brasília ter uma reunião com o senador Confúcio Moura (MDB, onde este há seis anos luta para trazer o Hospital Universitário da UNIR) e o ministro da Educação, Camilo Santana. Dali saiu o anúncio que a unidade de saúde será construída em Porto Velho. Advinha o que Léo fez?
“Esqueceu” 2
Simplesmente, Léo gravou um vídeo com Camilo Santana falando sobre a novidade, mas não citou o “santo” que fez o milagre: o senador Confúcio Moura. Não se sabe o motivo, mas posso especular: fez de propósito, após orientação do “gênio” das mídias sociais ou “esqueceu” do agradecimento a Confúcio pela benfeitoria que chegará para a capital do estado.
Briga
A lua de mel entre Léo e a Câmara Municipal durou menos de 100 dias no cargo. Vereadores falaram que o clima entre o prefeito e eles azedou de vez. O “cara” resolveu governar sozinho, na base do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, e “deu ruim” para ele, claro!

Briga 2
Segundo eles, Léo já tinha mandado um recado direto para os secretários: ninguém pode aparecer na mídia ou divulgar ação nenhuma sem passar por ele. Quer dizer, se tiver algo bom para contar, só ele pode. Virou o “dono da prefeitura”. Isso pegou mal até entre os aliados dele, que se sentiram engessados e desprezados.
Briga 3
Conforme eu comentei ali em cima, o que mais deixou os vereadores p*tos da vida foi a ação escondida no baixo Madeira, onde Léo mandou cestas básicas e água para as comunidades. Foi lá pessoalmente, fez tudo na encolha e não avisou ninguém. Nem os vereadores que representam aquela região. O pessoal entendeu como um “passa cachorro”: ele queria aparecer sozinho na foto/vídeos e ignorou a turma.
Briga 4
A resposta foi imediata: na sessão do dia 31 de março, os vereadores deram o troco e derrubaram um pedido importante do prefeito: ele queria tirar a empresa Marquise, que cuida do lixo na cidade. Mas a Câmara barrou e deixou a empresa. Foi tipo um “não estamos aqui para enfeite”.
Briga 5
Agora o clima é de guerra. Vereadores dizem que o prefeito está agindo com arrogância, que não sabe dialogar e ainda acha que está em campanha. Um deles resumiu: “Aqui não é monólogo, é democracia”. Enquanto isso, Léo já conseguiu brigar com aliados, perder apoio e deixar a (pouca) base política dele bem fraca.

Falando alto
A comparação com o ex-prefeito Hildon Chaves (União Brasil) já acontece nos corredores: o ex sabia articular – Léo quer resolver tudo no grito. E tem mais: nos bastidores dizem que a mãe do prefeito estaria mandando na prefeitura por “baixo dos panos”, com um “gabinete paralelo” no prédio. Se for verdade, é mais lenha na fogueira da crise.
Falando alto 2
Se ele não mudar o jeito de agir, o que vem aí é uma administração encurralada, sem apoio e com uma Câmara afiada, pronta para peitar. O recado já foi dado: Léo aprende a conversar ou vai governar no sufoco. E tem que dividir o vídeo com os coleguinhas políticos, sejam eles vereadores ou os secretários (especialmente, os ex-vereadores).
Irmão
E Léo já está de olho em 2026: prioriza a eleição do irmão Paulo Moraes Jr. à Assembleia Legislativa. Porém, ele não consegue construir um grupo coeso grupo para administrar a cidade. Já passou do quarto mês de gestão, com falta de servidores em quase todas as secretarias.
Impacto
Muitos serviços estão deixando de serem executados ou acontecem devagar, quase parando, com prejuízo à população. Um deles é o tapa-buracos. Tem ruas em Porto Velho que parecem a superfície da Lua: cheias de crateras… Especialmente nas zonas mais distantes do Centro da cidade, como a Sul e a Leste.
Impacto 2
O que se constata pelo Diário Oficial do Município é a grande rotatividade de pessoas que são contratadas e exoneradas num curto intervalo de tempo. Isso demonstra um grave problema de gestão da administração. Com esse “entra-e-sai”, falta gente competente em diversos setores, além dos trabalhos nas secretarias não terem sequência. E já há pagamentos de fornecedores atrasados, com reclamações da população em diversos níveis.
Impacto 3
Algumas pessoas próximas ao prefeito, que o ajudaram na campanha eleitoral, com promessa de MUDANÇAS, falam da instabilidade política dentro da prefeitura. O principal quesito para contratação e permanência no cargo, é o compromisso de trabalhar para a eleição de Paulo Moraes Jr. na campanha de 2026, quando “Junim” tentará ir para Alero.

Azarão
Em 2024, apesar de todo o direcionamento de Léo que era candidato à prefeito, Paulo Moraes Jr. conseguiu apenas 1.023 votos, ficando bem longe da possibilidade de eleição. Como todos sabem, a coligação do prefeito não conseguiu eleger nenhum vereador, o que o deixou sem base política na Câmara Municipal.
Perdido
Um dos sinais do seu isolamento político foi a “pisa” no afastamento da empresa que coleta o lixo urbano. Dos 23 votos, apenas um votou com Léo e houve uma abstenção, com derrota de 21 a 1. Isso mostra a fragilidade política de Léo, que não conseguiu convencer nem o líder de seu governo (Breno Mendes – Avante) a votar a favor do seu projeto.
Perdido 2
Esta exigência de subordinação política ao irmão tem afastado importantes lideranças que poderiam contribuir com a administração municipal, mas se sentem desconfortáveis com a determinação. Pelo jeito, o prefeito “Tiktoker” vai ter que mudar a forma de trabalhar, priorizando mais as ações efetivas do que gravações promocionais para as redes sociais.
Privatização
Na última quarta-feira (16), houve uma audiência pública na Câmara de Vereadores, sobre a concessão (privatização) do SAAE (Serviço Autônomo de Águas e Esgotos) de Cacoal. Alguns parlamentares se manifestaram pela alteração da Lei Estadual 1.200/2023, que abriu caminho para as privatizações das águas e esgotos em todos municípios.
Privatização 2
Segundo a população e alguns vereadores, caso as privatizações dos SAAEs de Rondônia forem concretizadas, a população poderá ter suas contas aumentadas em até 5 vezes a mais que o valor atual. Como exemplo, quem tem um consumo de R$ 100 poderá ter que pagar mais de 500 reais.
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