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Complementação nutricional pode ser aliada importante durante tratamento com tirzepatida, alerta especialista

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Imagem ilustrativa gerada por IA

O uso da tirzepatida tem se consolidado como uma importante alternativa no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2. No entanto, por reduzir significativamente o apetite e a ingestão de alimentos, o medicamento exige atenção especial à qualidade da alimentação e, em alguns casos, à reposição de vitaminas e minerais para evitar deficiências nutricionais.

De acordo com o médico Dr. Everaldo Ferreira, da Kacoal Clínica Médica, a suplementação não deve ser feita por conta própria, mas sim após avaliação individual. Segundo ele, como muitos pacientes passam a consumir porções menores durante o tratamento, é possível que a ingestão de nutrientes essenciais também diminua.

“O objetivo da tirzepatida é promover perda de peso com saúde. Para isso, é fundamental preservar a massa muscular, manter bons níveis de vitaminas e minerais e garantir que o organismo continue funcionando adequadamente”, destaca o médico.

Entre os nutrientes que frequentemente merecem atenção estão as vitaminas do complexo B, vitamina D, ferro, cálcio, magnésio e proteínas. A necessidade, porém, varia conforme a alimentação, exames laboratoriais e as condições clínicas de cada paciente.

Além da suplementação quando indicada, o especialista reforça que o tratamento deve estar associado a uma alimentação rica em proteínas, frutas, verduras e legumes, além da adequada ingestão de água. A prática regular de atividade física também é considerada essencial para preservar a massa muscular durante o emagrecimento.

Outro ponto importante é o acompanhamento médico periódico. Consultas regulares permitem monitorar a evolução da perda de peso, identificar possíveis deficiências nutricionais e ajustar tanto a medicação quanto a necessidade de suplementação.

O Dr. Everaldo ressalta ainda que vitaminas e suplementos não substituem uma alimentação equilibrada, mas podem ser importantes aliados quando há deficiência comprovada ou risco aumentado de carência nutricional. “Cada paciente tem necessidades diferentes. O tratamento precisa ser individualizado para garantir um emagrecimento seguro, saudável e duradouro”, conclui. (Giliane Perin)

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