O delegado Araújo fez duras críticas à situação da saúde pública estadual em Rondônia e chamou atenção para um problema que, segundo ele, não aparece nas estatísticas oficiais: a quantidade de pessoas que aguardam por exames, diagnósticos e cirurgias enquanto enfrentam agravamento do quadro de saúde.
Durante sua manifestação, Araújo afirmou que é comum encontrar pacientes e famílias que recorrem a vaquinhas, empréstimos e outras formas de arrecadação para conseguir custear procedimentos cirúrgicos considerados urgentes.
Para o delegado, “a responsabilidade pela situação da saúde estadual não deve ser atribuída exclusivamente ao governador”. Ele direcionou críticas aos deputados estaduais, que, segundo ele, têm a obrigação constitucional de analisar e aprovar o orçamento e fiscalizar a aplicação dos recursos públicos.
“Eles têm obrigação de aprovar na Assembleia Legislativa cada real que o governo estadual gasta na saúde. Tem que fiscalizar a aplicação desse recurso”, declarou.
Araújo também questionou os resultados das políticas públicas de saúde e citou, em sua fala, aumento da mortalidade infantil, redução da expectativa de vida dos rondonienses e fechamento de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI).
O delegado ainda criticou o que classificou como problemas de gestão e corrupção no sistema público estadual de saúde e afirmou que a população precisa cobrar maior responsabilidade dos agentes públicos.
Ao final, Araújo fez um alerta aos eleitores para que avaliem o histórico e a atuação dos candidatos antes de decidir o voto nestas eleições.
“Cuidado, eleitor. Tem parasita pedindo seu voto, tentando continuar nos enfiando nesse abismo”, afirmou.

