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Colunas O Dia na História Rondônia

ELVESTRE, SEGUNDO OS COLEGAS DO JORNALISMO

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No Vahalla o time de – bons – jornalistas portovelhenses recebeu no sábado, 5, um novo componente, com vasta experiência na profissão iniciada como apresentador do programa “Tábua de Balanço”, na Rádio Caiari, passando depois pela equipe de esportes da mesma emissora, incursões na imprensa escrita e depois na área política na Assessoria de Imprensa da Assembleia Legislativa onde foi testemunha e narrador, já na chamada “imprensa escrita”, privilegiado de grandes embates, o que inclui a cobertura das elaborações da primeira e da segunda Constituições estaduais.

Na filiação da Associação dos Redatores e Locutores Esportivos de Rondônia à Abrace, a bancada rondoniense: (esq/dir) – Lucivaldo Souza, João Dalmo, Elvestre Johnson e Miguel Silva

Ele era Elvestre Lyman Johnson, que faleceu sábado passado, 5 de setembro, nascido quando Porto Velho ainda fazia parte do Estado do Amazonas. Nas rodas de conversas com os colegas eram comum ele se autoidentificar como “Elvestrinho”, o que acabava sempre em boas risadas.
“Eu ia passando perto da Rádio Caiari (ainda na velha sede onde hoje é o arcebispado) quando uma amigo informou que estavam fazendo testes para locutor. Entrei mais por curiosidade e saí de lá com uma nova profissão”, disse ele em várias conversas com outros profissionais, lembrando que no “Tábua de Balanço” o ouvinte pedia a música.
“Naquele tempo o ouvinte ligava para a rádio e às vezes, se quem recebia a mensagem tinha inimizade com o pedinte, nem passava adiante a mensagem. E deixava o apresentador numa sinuca”, contava Elvestre, que também foi locutor do programa mais ouvido da Caiari, o “Avisos para o Interior” que era por onde o ribeirinho se comunicava e também quem morava em Porto Velho enviava notícias.
Naquela época quem fazia jornalismo em rádio era comum ser cooptado para atuar na famosa equipe de esporres G-35, e esse caminho seguiu também o locutor Elvestre Johnson, como confirmou o narrador José Ribamar, o “Garganta de Ouro”, recordando: “Eu estreei narrando o maior clássico rondoniense de então, Ferroviário e Moto Clube, o “Aluizão” lotado, a nossa equipe comandada pelo Walter Santos” e o repórter de pista era o Elvestre já bem experiente e que me tranquilizou no começo”.
Quem tem boas histórias foi o jornalista João Dalmo. Uma das histórias foi quando a equipe da Caiari foi transmitir em Macapá (AP) o “Copão da Amazônia” torneio de campeões do Acre e dos territórios de Roraima, Rondônia, Amapá. Um dia de folga alugamos uma canoa e fomos pescar camarões num rio em frente de Macapá e quase caímos na água”.
De outra feita na transmissão de um torneio com participação da seleção rondoniense em Manaus, “o jogo estava bem ruim e o Walter Santos tentava, na narração, empolgar o ouvinte, aí o Johnson, entrou dizendo “o jogo está muito ruim, os times parecem que nem querem jogar”.
À família Johnson nosso conforto pela perda, na certeza de que o Pai lhe dará um bom lugar. Ver 14:2-3. E que entre nós fiquem as boas lições e seus bons exemplos de respeito, de amizade e de companheirismo.

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