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Brasil

Inteligência emocional lidera a lista de conteúdos sobre neurociência mais consumidos pelos brasileiros no trabalho

5 minutos de leitura

Constatação, divulgada pela Conquer, reforça outro achado relevante: buscas online por ‘neurociência e comportamento’ e ‘curso de neurociência’ subiram 86% e 247%, no último ano 

Nos últimos 12 meses, quantas vezes você pesquisou sobre neurociência para entender questões do trabalho? Muitas? Pois saiba que não está sozinho: em um estudo recente, que ouviu profissionais de diferentes setores e regiões, a maioria dos entrevistados revelaram já ter recorrido ao tema para compreender melhor as próprias emoções no ambiente corporativo — em especial por meio de conteúdos sobre inteligência emocional (36,8%), comportamento humano (31,6%) e tomada de decisões sob pressão (26,2%). 

Os dados são da Conquer, escola de negócios que oferece cursos de liderança e desenvolvimento profissional e que, com novas turmas abertas para o MBA em Neurociência e Comportamento Humano, procurou entender como os brasileiros compreendem o próprio funcionamento emocional, assim como a maneira como isso molda suas decisões no ambiente profissional.

“Falar de neurociência no trabalho é importante porque ajuda a entender algo que muitas vezes é tratado apenas como ‘comportamento’ ou intuição: como o cérebro reage às demandas, relações e estímulos do ambiente profissional”, pontua Juliana Alencar, diretora de marketing da Conquer. “Grande parte do que chamamos de comportamento profissional começa, na verdade, em processos cerebrais.”

Principais dados do estudo:

  • Resultados fora do esperado (37,4%), conflitos (33%) e pressão (30,6%) lideram os desafios emocionais apontados no trabalho;
  • Ao tomar decisões, a influência das próprias emoções (24,8%) é o principal obstáculo relatado;
  • Diante de feedbacks negativos, 42,8% dos profissionais ainda sentem dificuldade para lidar bem com a situação;
  • 50,2% aprenderam com seus líderes a dar mais atenção às emoções antes de decidir;
  • As buscas por “curso de neurociência” cresceram 247% nos últimos 12 meses.

Tomar decisões, se impor, controlar as emoções no trabalho: por que é tão difícil?

De forma geral, o estudo da Conquer identificou que controlar as próprias emoções e se autorregular são desafios comuns a uma parcela considerável dos brasileiros. Quando questionados sobre o tema, os entrevistados pela Conquer apontaram que lidar com o próprio emocional é ainda mais difícil diante de situações como quando algo não sai como planejado (37,4%), durante conflitos (33%), ao trabalhar sob pressão (30,6%) e no momento de tomar decisões (19,8%). 

Por falar na tomada de decisões, para muitos deles, esses desafios se intensificam justamente quando estão à frente de escolhas importantes no trabalho. Não por acaso, aparecem entre as principais dificuldades desse momento deixar as próprias emoções influenciarem a decisão (24,8%) e se sentir pressionado por líderes, colegas ou clientes (11,2%).

Outro cenário em que lidar com as próprias emoções e manter o foco se torna um desafio: os temidos (e, muitas vezes, incompreendidos) feedbacks negativos. Se, de um lado, 54,6% dos respondentes afirmam lidar bem com esse tipo de retorno, para 42,8% deles, a situação ainda gera pontos de atenção no dia a dia.

Entre os principais entraves, por exemplo, estão os efeitos negativos no emocional, mesmo quando tentam não demonstrá-los (16%), a necessidade que muitos sentem de defender imediatamente o próprio ponto de vista (13,8%), e, em casos mais pontuais, o hábito de se ofender e levar a crítica para o lado pessoal (3,4%). 

Aplicando a neurociência no dia a dia profissional 

Para aprender a identificar os próprios padrões de comportamento e os de outras pessoas, entender como o cérebro funciona e aplicar esse conhecimento em decisões estratégicas, diversos profissionais têm recorrido a dois caminhos parecidos: as orientações de seus líderes e o consumo de conteúdos sobre neurociência.

Com os líderes, 5 em cada 10 considerados no estudo revelaram ter aprendido a dar mais atenção às próprias emoções antes de decidir — a maior das lições deixadas por quem já os liderou. Somam-se a ela a capacidade de reconhecer erros e mudar de estratégia (50,2%), ouvir diferentes opiniões (44,4%) e decidir com base em dados (40,8%).

Em meio a um momento de boom da neurociência, com livros nas listas de mais vendidos e cursos em alta, conteúdos como palestras e artigos sobre o tema também vêm ganhando espaço na rotina dos brasileiros. Entre os temas mais consumidos pelos respondentes estão inteligência emocional (36,8%), comportamento humano no ambiente de trabalho (31,6%) e, ainda, tomada de decisões sob pressão (26,2%).

Esse interesse reflete um momento de alta para o campo, que vem atraindo os olhares da população. Em um levantamento recente sobre o comportamento digital no país, realizado pela própria Conquer, nos últimos 12 meses, as buscas online pelos termos “neurociência e comportamento” e “curso de neurociência” saltaram 86% e 247%, respectivamente.

“É um interesse justificável: por ser um campo que investiga como o cérebro funciona, estamos falando de princípios que podem impulsionar transformações palpáveis no dia a dia, decisões mais estratégicas e melhores resultados”, comenta Juliana Alencar. “No MBA em Neurociência e Comportamento Humano da Conquer, que inicia com novas turmas em setembro, vamos mostrar como o cérebro toma decisões, os impactos da neurociência na liderança, cases aplicados aos negócios e, ainda, um módulo especial sobre o papel do neuromarketing nas vendas. Para quem muitas vezes se sente perdido diante de tantas discussões teóricas, trata-se de uma alternativa direta ao ponto e conectada aos desafios reais das empresas.”

Metodologia

Para compreender como os brasileiros lidam com as próprias emoções no trabalho, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 profissionais (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.

Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 8 questões, que exploraram a relação dos respondentes com suas emoções, os principais desafios durante a tomada de decisões e o consumo de conteúdos sobre neurociência e comportamento. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere o percentual de cada alternativa apontada pelos entrevistados. (Comunique-se)

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