
O empresário Luciano Hang, fundador da Havan, voltou a provocar debate público ao criticar o Bolsa Família durante a inauguração de uma nova unidade da rede em Taquara, no Rio Grande do Sul. Ao comentar a dificuldade de contratação enfrentada por empresas no país, Hang afirmou que há “muito assistencialismo” e declarou que algumas pessoas teriam se acostumado a viver com R$ 600.
A fala ocorreu no sábado, 30 de maio, durante coletiva de imprensa. Segundo o empresário, a escassez de trabalhadores tem levado a Havan a ampliar a contratação de pessoas mais velhas e aposentadas. Hang afirmou ainda que a rede oferece oportunidades com salários que, segundo ele, podem chegar a R$ 3 mil, R$ 4 mil ou R$ 5 mil.
A declaração repercutiu nas redes sociais e dividiu opiniões. Para apoiadores, o empresário expôs um problema enfrentado por vários setores da economia: a dificuldade de encontrar mão de obra disponível. Para críticos, a fala simplifica a realidade de milhões de famílias pobres, que dependem do benefício para alimentação, moradia e necessidades básicas.
O Bolsa Família é um dos principais programas sociais do país e garante valor mínimo de R$ 600 por família, além de adicionais para crianças, adolescentes, gestantes e outros grupos, conforme as regras do programa. O benefício tem como objetivo combater a fome e reduzir a vulnerabilidade social.
A discussão reacende o debate sobre emprego, renda, qualificação profissional e políticas sociais no Brasil. Especialistas costumam apontar que a solução passa não apenas pela oferta de vagas, mas também por salários compatíveis, capacitação, transporte, creches e melhores condições de trabalho.













